Volodymyr Zelensky e Ursula von der Leyen.
Volodymyr Zelensky e Ursula von der Leyen.EPA/OLIVIER HOSLET

UE transfere mais 1,4 mil milhões de euros de lucros de ativos russos congelados para apoiar a Ucrânia

O anúncio foi feito horas depois de um dos ataques russos mais mortíferos do ano contra a capital ucraniana.
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A União Europeia vai canalizar mais 1,4 mil milhões de euros provenientes dos lucros gerados por ativos do Banco Central da Rússia congelados desde a invasão da Ucrânia, anunciou esta quarta-feira, 5 de agosto, a Comissão Europeia. Trata-se da quinta transferência deste tipo, elevando para cerca de oito mil milhões de euros o total de receitas extraordinárias obtidas com estes ativos.

Segundo Bruxelas, em comunicado citado pelo site Politico, 95% deste montante será destinado ao mecanismo criado para apoiar o reembolso dos empréstimos concedidos à Ucrânia pela União Europeia e pelos países do G7. Os restantes 5% serão encaminhados para o Mecanismo Europeu de Apoio à Paz, com o objetivo de responder às "necessidades militares e de defesa mais urgentes" de Kiev.

O anúncio foi feito horas depois de um dos ataques russos mais mortíferos do ano contra a capital ucraniana, com mísseis balísticos e drones a provocarem pelo menos 17 mortos e 44 feridos.

Perante o novo ataque, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, escreveu na rede social X que "a Rússia tem de pagar pela destruição que causou" e sublinhou que a União Europeia está a utilizar "os lucros dos ativos russos imobilizados" para apoiar "a resistência contínua da Ucrânia contra a guerra ilegal da Rússia".

A União Europeia congelou mais de 210 mil milhões de euros em reservas do Banco Central russo após a invasão em grande escala da Ucrânia, em 2022. Desde 2024, os lucros extraordinários gerados por esses ativos podem ser utilizados para apoiar Kiev.

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