UE afirma ser “demasiado cedo” para dizer se ameaças de bomba nos voos na Europa estão ligadas
A União Europeia afirmou esta quinta-feira (5 de novembro) não ser ainda possível estabelecer se uma série de falsos alertas de bomba contra voos europeus estão relacionados entre si. “Estamos a monitorizar atentamente a situação e estamos em contacto com os Estados-membros afetados e a Agência Europeia para a Segurança da Aviação. O mecanismo de partilha de informação da UE foi ativado quanto à segurança aérea”, revelou no X o comissário dos Transportes, Apostolos Tzitzikostas, sublinhando ser “demasiado cedo para tirar conclusões sobre que os incidentes reportados estão relacionados. As investigações nacionais prosseguem”.
O grego disse ter pedido “às autoridades nacionais, que têm a responsabilidade de avaliar as ameaças à segurança, investigar incidentes e implementar medidas de segurança na aviação adequadas, que cooperem estreitamente com os operadores aeroportuários, as companhias aéreas e as autoridades de segurança pública”.
Esta mensagem do comissário dos Transportes surge no dia em que várias companhias aéreas de toda a Europa receberam uma nova vaga de ameaças de bomba (a segunda desta semana), levando a aterragens não planeadas de alguns aviões e à escolta de outros por caças. Até meio da tarde desta quinta-feira tinham sido registados 20 incidentes, segundo o Guardian, enquanto a Reuters falava em 27.
Até ao momento, nenhuma das ameaças se revelou verdadeira e as autoridades não apontaram responsáveis. E, até à tarde desta quinta-feira, ninguém tinha assumido a autoria por nenhum destes incidentes. No entanto, um email contendo uma ameaça a aviões com destino a Roma foi enviado em nome de um grupo que se auto-intitula antifeminista, segundo uma cópia fornecida à AP por um funcionário do aeroporto. Segundo a mesma agência, um funcionário de outro aeroporto europeu informou que a ameaça por eles recebida partiu também de um grupo que se intitula antifeminista.

