Falsas ameaças de bomba em sete aviões afetam aeroportos europeus. Um dos voos partiu de Lisboa
Sete voos receberam na manhã desta terça-feira, 3 de novembro, ameaças de bomba. Já todas foram consideradas falsas, mas desconhece-se se os incidentes - que provocaram condicionamentos em vários aeroportos da Europa, nomeadamente Polónia, Espanha, Itália e Bulgária - estão relacionados entre si. Um dos voos afetados partira de Lisboa.
As primeiras informações sobre ameaças de bomba em aviões vieram da Polónia. O aeroporto Varsóvia/Modlin - que fica a cerca de 36 quilómetros da capital e que é usado sobretudo pelas companhias low cost - esteve encerrado durante algumas horas após a aterragem não planeada de um avião da LOT que partiu de Heathrow, em Londres, devido a um alerta de bomba a bordo.
O aeroporto explicou, num comunicado divulgado nas redes sociais, que o alerta relacionado com uma ameaça de bomba a bordo foi dado às 9h54 locais (menos uma hora em Lisboa). Às 10h01, o Boeing 737 MAX vindo do aeroporto de Heathrow, com 181 pessoas a bordo, aterrou. Tinha aproximadamente 3,7 toneladas de combustível. O aparelho foi depois direcionado para um local específico do aeroporto para ser inspecionado, mediante as indicações das entidades competentes.
“As autoridades trabalham atualmente para verificar a ameaça relacionada e garantir a segurança de todas as pessoas presentes no aeroporto”, dizia o comunicado, garantindo que “a segurança dos passageiros, da tripulação e do pessoal do aeroporto é uma prioridade máxima”.
Num segundo comunicado, o aeroporto informou que teve início o desembarque dos passageiros, os quais iria aguardar no corredor de chegadas.
Num terceiro comunicado, a infraestrutura informa que reabriu parcialmente. E, às 12h21 locais, o aviso de bomba foi cancelado, tendo o aeroporto retomado o funcionamento normal.
Entretanto, num outro aeroporto de Varsóvia, o Chopin, que fica nos limites de Varsóvia, também aterrou um aparelho que teve de ser inspecionado, igualmente devido à existência de uma ameaça de bomba. Tratava-se de um avião da SAS que fazia o percurso entre Copenhaga, Dinamarca, e Varsóvia.
Apesar disso, este aeroporto continuou a funcionar normalmente.
Em Espanha, um voo da Ryanair que partira de Manchester foi alvo de um alerta de bomba, tendo mobilizado os serviços de emergência para o aeroporto de Múrcia. Segundo o jornal ABC, os 114 passageiros e sete tripulantes saíram do aparelho, que aterrou pelas 10h30 locais, para que este fosse inspecionado. No final, as autoridades determinaram que não existiam explosivos.
Em Itália, segundo avançaram os jornais Corriere della Sera e Repubblica, registaram-se ameaças de bomba em dois voos da Ryanair, um vindo de Lisboa e outro de Dublin. Ambos aterram em Roma sob escolta de caças.
Em Sófia, na Bulgária, onde na segunda-feira se registou um incidente deste género, surgiram inicialmente informações de que aterrara esta terça-feira, um avião vindo de Israel, alvo de uma ameaça de bomba feita por email. No entanto, posteriormente, o ministro dos Transportes, Georgi Peev, esclareceu que as ameaças foram feitas contra dois aparelhos que se dirigiam para Sófia, um com partida de Bérgamo, Itália, e outro de Dublin, Irlanda, segundo a agência noticiosa búlgara BTA. Ambos os aviões foram divergidos para outro aeroporto e, tal como nas restantes situações, não foram encontrados engenhos explosivos.
Estes incidentes acontecem depois de, na segunda-feira, um voo da Wizz Air, que partira de Londres com destino a Sófia, capital da Bulgária, ter sido desviado para o aeroporto de Budapeste, Hungria, devido a uma ameaça de bomba.
Um caça húngaro foi mobilizado para escoltar o aparelho e garantir a aterragem em segurança, segundo informou o ministro da Defesa da Hungria, Romulusz Ruszin-Szendi.

