Ucrânia regista o maior número de vítimas civis desde o início da guerra
Só nas últimas 24 horas, as autoridades ucranianas registaram ataques russos contra as regiões de Kherson, Donetsk, Dnipro, Kharkiv, Sumy, Odessa, Mykolaiv, Zaporíjia e Chernihiv, bem como a capital, Kiev. “Este terror russo deliberado, sem qualquer justificação militar”, garantiu o presidente Volodymyr Zelensky no X, em reação aos ataques contra um supermercado em Chernihiv.
De acordo com dados do governo, a Ucrânia registou este mês o maior número de vítimas civis na guerra desde a invasão russa. Os ataques russos deste mês mataram pelo menos 377 civis e feriram 2 129, tornando-o no mês mais mortífero da guerra desde 24 de abril de 2022.
A Rússia utilizou quase 1 700 drones, mais de 1 630 bombas aéreas guiadas e mais de 50 mísseis balísticos só na última semana, segundo o presidente Zelensky.
“Cada míssil interceptor, neste momento, está literalmente a ajudar a salvar vidas se estiver aqui, nos sistemas ucranianos, e não nos armazéns dos nossos parceiros”, escreveu no X, reiterando um velho apelo a mais mísseis Patriot e outros sistemas de defesa anti-aérea.
Zelensky avisou ainda que o presidente russo, Vladimir Putin, está a “preparar as condições para alargar a mobilização”, uma vez que o número crescente de baixas russas no campo de batalha continua a superar os esforços de recrutamento da Rússia.
Segundo Zelensky, Moscovo alistou 221 000 pessoas nas forças armadas russas até ao momento em 2026, tendo sofrido quase 225.500 baixas, incluindo 131.000 mortos e quase 93.000 feridos só este ano.

