O segundo dos quatro dias da visita de Estado de Carlos III, a sua primeira como monarca aos Estados Unidos, começou esta terça-feira, 28 de abril, com mais um encontro na Casa Branca entre os reis britânicos e o casal Trump, com o presidente norte-americano a não conseguir esconder o fascínio que tem pela família real. Um trunfo que o governo de Keir Starmer decidiu usar numa tentativa de serenar as relações entre os dois países, numa altura em que Londres tem sido alvo de duras críticas de Trump por causa da guerra no Irão.E Trump não desiludiu na curta intervenção que fez nos jardins da Casa Branca, lembrando que a sua mãe tinha uma “paixoneta” por Carlos. “Ela amava mesmo a família [real], mas também me lembro de ela dizer muito claramente: ‘Carlos, ele é tão giro...’ a minha mãe tinha uma paixoneta pelo Carlos. Acreditam?”. Recordou também a mãe do monarca, Isabel II, dizendo ter sido um privilégio conhecê-la. O líder norte-americano prosseguiu, elogiando a história partilhada entre os EUA e o Reino Unido e declarando que “os americanos não têm amigos mais próximos do que os britânicos”. Um discurso bem diferente do que tem tido nos últimos dois meses. Os dois casais entraram depois na Casa Branca, onde os dois chefes de Estado manteriam um encontro, mas sem câmaras, como foi acordado pelos dois governos, numa tentativa de evitar que Carlos III fosse repreendido publicamente por Trump, à semelhança do que aconteceu com Volodymyr Zelensky na Sala Oval. A agenda de Carlos III na Casa Branca será interrompida pelo seu discurso perante o Congresso, marcado para a noite desta terça-feira (hora de Lisboa), no qual era esperado que sublinhasse a importância da união com os EUA e a necessidade de defender os valores democráticos. Este discurso, o segundo feito por um monarca britânico no Congresso (depois de Isabel II em 1991), será seguido por um jantar de Estado na Casa Branca, já madrugada quarta-feira em Lisboa. Uma fonte de Buckingham adiantou que o rei iria falar nas diferenças periódicas na relação entre Londres e Washington, mas que as suas similaridades nas “tradições democráticas, jurídicas e sociais” levam a que “repetidamente os nossos dois países sempre encontrem formas de se unirem”. Era ainda esperado que terminasse o discurso notando que a história de Reino Unido e EUA nestes 250 anos é de “reconciliação e renovação”, sendo “uma das maiores alianças da história da humanidade” e que espera que esta continue a salvaguardar os seus valores partilhados por muitos anos..Rei Carlos III e Donald Trump reúnem-se na Casa Branca em visita histórica de Estado.Rei Carlos III e Donald Trump reúnem-se na Casa Branca em visita histórica de Estado