Em Islamabad, no Paquistão, ultimam-se os pormenores para receber as negociações entre EUA e Irão, previstas para este sábado, após ter sido anunciado um acordo de cessar-fogo de duas semanas entre os países.De acordo com o Wall Street Journal a delegação iraniana já chegou à capital paquistanesa.O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, que lidera a delegação norte-americana, deverá viajar hoje para o Paquistão. Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Donald Trump, também integram a comitiva dos EUA. O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, deverão participar nas negociações..As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) afirmaram que as tropas israelitas estão em "estado de guerra, não em cessar-fogo" com o Hezbollah. A afirmação é do chefe do Estado-Maior das IDF, Eyal Zamir, citado pela imprensa internacional."As Forças de Defesa de Israel estão em estado de guerra; não estamos em cessar-fogo na frente norte", afirmou. Já sobre o Irão, o responsável militar deixou um aviso: "Estamos em cessar-fogo, mas podemos retomar as operações a qualquer momento, e com grande intensidade". .O movimento xiita libanês Hezbollah reivindicou a autoria dos ataques lançados na manhã desta sexta-feira contra soldados israelitas no sul do Líbano, segundo notícia da CNN.Em comunicado, o Hezbollah disse ter lançado um ataque contra as forças de Israel em Wata Al-Khiam, no sul do Líbano, às primeiras horas desta manhã.O Hezbollah afirmou ainda que atacou a cidade israelita de Kiryat Shmona, na fronteira, em resposta à "violação do acordo de cessar-fogo pelo inimigo". .Volodymyr Zelensky afirmou que as forças ucranianas abateram drones Shahed em vários países durante o conflito no Médio Oriente. A informação foi dada a conhecer pelo presidente ucraniano numa publicação nas redes sociais. "Demonstramos a alguns países como operar intercetores. Destruímos os drones iranianos? Sim, destruímos. Fizemos isso em apenas um país? Não, em vários. E, na minha opinião, isso é um sucesso", lê-se na mensagem que publicou no X. "Não se tratava de uma missão de treinamento ou exercícios, mas sim de apoio na construção de um sistema moderno de defesa aérea que realmente funcione", afirmou. Zelensky disse que, em alguns casos, os soldados ucranianos partilharam experiência "em defesa real".A revelação de Zelensky sobre estas operações internacionais foi feita na quarta-feira, em declarações à imprensa que estiveram sob embargo até hoje de manhã. .O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que a eventual reabertura do Estreito de Ormuz deve conduzir à reposição das sanções petrolíferas contra a Rússia, suspensas por Washington para reduzir o impacto da guerra no mercado de crude.Washington pretende alcançar - no eventual acordo de cessar-fogo com Teerão - a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais vias marítimas para o transporte de petróleo do Médio Oriente. O presidente da Ucrânia referiu-se à empresa russa Lukoil para afirmar que suspeita que o levantamento das sanções reforçou a convicção de que se tratou de uma manobra da Rússia. A petrolífera russa foi sancionada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em outubro.O chefe de Estado ucraniano confirmou ainda, sem especificar os países em causa, que alguns dos parceiros da Ucrânia pediram, através de canais militares e políticos, que se abstivesse de atacar as infraestruturas petrolíferas russas durante a guerra com o Irão para evitar maiores distorções no mercado internacional.Zelensky acrescentou que "pelo menos na Europa", a Rússia está impedida de lucrar com os ativos petrolíferos ou de os vender devido ao regime de sanções.Lusa.FMI. Mesmo que a guerra acabe, custo de vida, energia e turismo ficam pior e haverá mais fome no mundo.A Coreia do Sul vai enviar um representante especial ao Irão, face à incerteza sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, em condições semelhantes às anteriores da guerra, apesar do acordo de cessar-fogo entre Washington e Teerão.O ministro dos Negócios Estrangeiros sul-coreano, Cho Hyun, acordou na quinta-feira à noite, num telefonema com o homólogo iraniano, Abbas Aragchi, o envio de um funcionário especial a Teerão "para tratar da situação no Médio Oriente e dos assuntos bilaterais" entre os países, de acordo com um comunicado ministerial.De acordo com Seul, Aragchi "acolheu favoravelmente a iniciativa" das autoridades sul-coreanas e defendeu a necessidade de manter uma comunicação fluida, além de explicar a posição iraniana relativamente à "situação atual" na região, incluindo Ormuz.Durante a conversa, Cho saudou o acordo de cessar-fogo, que "abriu caminho para o reinício da navegação no Estreito de Ormuz", e manifestou esperança de que as negociações entre as partes sejam concluídas com sucesso.Neste sentido, o ministro sul-coreano salientou a necessidade de retomar "de forma rápida e segura" a livre navegação por Ormuz de todos os navios, incluindo os sul-coreanos, e instou Aragchi a "continuar a zelar pela segurança dos cidadãos coreanos no Irão".O chefe da diplomacia iraniana esclareceu que a navegação pelo estreito de Ormuz "será possível, em coordenação com as Forças Armadas do Irão e tendo em conta as limitações técnicas existentes", desde que "a outra parte cumpra os compromissos durante o período de cessar-fogo".No entanto, Aragchi salientou que a "base para o fim total da guerra em todas as frentes" passa pelo facto de "todas as partes respeitarem" o pacto de trégua, "tal como" referiu o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, mediador do conflito.Lusa.As autoridades japonesas vão colocar no mercado o equivalente a vinte dias de abastecimento das reservas estratégicas de petróleo bruto para fazer face às interrupções no abastecimento decorrentes da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão.A libertação, confirmada esta sexta-feira pela primeira-ministra, Sanae Takaichi, com início no início de maio, visa garantir que o arquipélago mantenha um abastecimento estável, segundo explicou a chefe do Governo numa reunião do Conselho de Ministros, avançou a estação japonesa de televisão NHK.A agência pública sul-coreana Kyodo tinha já revelado na quinta-feira que as autoridades estavam a planear uma libertação adicional de barris de petróleo bruto, atendendo à manutenção das incertezas relativamente à navegação pelo Estreito de Ormuz, apesar do cessar-fogo de duas semanas anunciado por Washington e Teerão.Na terça-feira, antes de se saber da notícia do cessar-fogo, a primeira-ministra japonesa disse aos meios de comunicação que o seu país tem o abastecimento de petróleo garantido até ao próximo ano, "mantendo a libertação de reservas ao mínimo", em virtude de ter ampliado o abastecimento a partir de fontes alternativas, como os Estados Unidos.O Japão importa cerca de 90% do petróleo bruto que consome do Médio Oriente, e o encerramento do Estreito de Ormuz na sequência da guerra obrigou o país a libertar milhões de barris das suas reservas estratégicas e a subsidiar as petrolíferas para reduzir os preços dos combustíveis, entre outras medidas.Lusa.Os Estados-membros do sul da União Europeia (MED9), entre os quais Portugal, congratularam-se na quinta-feira com o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irão e apelaram ao cumprimento do mesmo em todo o Médio Oriente, incluindo no Líbano. Num comunicado conjunto, os países MED9 apelam a "uma desescalada sustentada" e ao cumprimento da trégua em toda a região, incluindo no Líbano, para se poder "avançar nas negociações rumo a uma paz duradoura e sustentável". "Preocupa-nos profundamente que, infelizmente, a violência continue em grande escala", acrescentaram os nove países (Chipre, Croácia, Eslovénia, Espanha, França, Grécia, Itália, Malta e Portugal). Os ministros dos Negócios Estrangeiros ou seus representantes dos MED9 reuniram-se durante o dia em Split, na Croácia, na presença da comissária para o Mediterrâneo, Dubravka Suica, para abordar a situação de instabilidade na região mediterrânica e debater questões de segurança marítima, económica e energética. O conflito, refere o comunicado final, é "inaceitável" e "pode deteriorar-se ainda mais, com repercussões importantes para a paz e a segurança regionais e mundiais”.Lusa.Israel aceita falar de paz com o Líbano após ataques que ameaçam diálogo entre EUA e Irão.O presidente norte-americano, Donald Trump, instou na última noite o Irão a "parar já" se estiver a cobrar portagens a navios na passagem do Estreito de Ormuz, após criticar media e comentadores conservadores que questionaram a operação militar norte-americana na região. “Há relatos de que o Irão está a cobrar taxas aos petroleiros que atravessam o Estreito de Ormuz — É melhor que não o estejam a fazer e, se o estiverem, é melhor que parem já!”, publicou Trump na rede social Truth, no segundo dia do frágil cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Teerão. "O Irão está a agir de forma muito deficiente — alguns diriam que desonrosa — para permitir que o petróleo passe pelo Estreito de Ormuz. Não é esse o acordo que temos!", afirmou Trump.Lusa.Bom dia,Siga aqui as principais notícias sobre o conflito do Médio Oriente. Após ameaças de aniquilação feitas por Donald Trump, o Irão concordou com um acordo de cessar-fogo de duas semanas com os Estados Unidos e as partes têm negociações agendadas no Paquistão nos próximos dias. .Zelensky diz que EUA ignoraram provas de apoio russo ao Irão por "confiarem" em Putin