Forças de Teerão acusam EUA de violarem cessar-fogo
ABEDIN TAHERKENAREH/EPA

Forças de Teerão acusam EUA de violarem cessar-fogo

Siga aqui os principais desenvolvimentos nesta quinta-feira (7 de maio) sobre a guerra no Médio Oriente.
Publicado a
Atualizado a

Forças dos EUA retaliaram ataque iraniano a três navios

O Comando Central norte-americano (Centcom) afirmou hoje que as suas forças alvejaram instalações militares iranianas, após três dos seus navios terem intercetado ataques quando transitavam pelo Estreito de Ormuz em direção ao Golfo Pérsico.

"As forças norte-americanas intercetaram ataques iranianos não provocados e responderam com ataques defensivos enquanto os contratorpedeiros de mísseis guiados da Marinha transitavam pelo Estreito de Ormuz em direção ao Golfo Pérsico", escreveu o Centcom, responsável pela região do Médio Oriente, nas redes sociais.

Lusa

Forças de Teerão acusam EUA de violarem cessar-fogo

O Comando das Forças Armadas iranianas acusou hoje os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo em vigor ao atacarem navios perto do Estreito de Ormuz. As forças armadas dos Estados Unidos, "violando o cessar-fogo, alvejaram um petroleiro iraniano que deixava a costa iraniana (...), para o Estreito de Ormuz, bem como outra embarcação que entrava no estreito, perto do porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos", afirmou o Comando das Forças Armadas Khatam Al-Anbiya, citado pelo canal de televisão IRIB.

Segundo a agência de notícias iraniana Tasnim, o porta-voz acusou Washington de atacar também "zonas civis na costa do porto de Khaur Mir, Sirik e da Ilha de Qeshm", sublinhando que estes ataques foram realizados "em colaboração com alguns países da região".

As Forças Armadas iranianas, por sua vez, responderam "imediatamente, atacando navios militares norte-americanos no Estreito de Ormuz, a leste, e a sul do porto de Chabahar, infligindo danos significativos", acrescentou a mesma fonte, em comunicado divulgado pela televisão estatal.

"A nação criminosa e agressiva dos Estados Unidos e os países que a apoiam devem saber que a República Islâmica do Irão, tal como no passado, responderá com força e sem a menor hesitação a qualquer agressão", declarou.

Lusa

Troca de tiros entre forças iranianas e “inimigo” norte-americano no estreito de Ormuz

As forças armadas iranianas trocaram tiros com "o inimigo" norte-americano na ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, noticiaram hoje os media estatais em Teerão.

Segundo a televisão estatal, as forças da República Islâmica abriram fogo em retaliação pelo "ataque militar dos Estados Unidos a um petroleiro iraniano"

A mesma fonte relatou anteriormente explosões na ilha iraniana de Qeshm, no Estreito de Ormuz.

Após o ataque ao petroleiro, "as unidades inimigas no estreito foram alvejadas por mísseis iranianos e forçadas a fugir após sofrerem danos", informou o canal de notícias IRIB, citando um oficial militar não identificado.

As forças norte-americanas não se pronunciaram sobre as alegações dos media estatais com base em fontes anónimas.

A ilha de Qeshm é a maior ilha iraniana do Golfo Pérsico, com cerca de 150 mil habitantes, e alberga uma central de dessalinização de água.

Lusa

EUA e países do Golfo pressionam ONU para exigir que Irão reabra estreito de Ormuz

Os Estados Unidos e vários países do golfo Pérsico instaram hoje o Conselho de Segurança da ONU a exigir ao Irão que “deixe de impedir” a navegação no Estreito de Ormuz.

Esta pressão surge numa altura em que um projeto de resolução nesse sentido corre o risco de ser vetado.

“Acreditamos em princípios fundamentais, como a liberdade de navegação para todos os países do mundo. É isso que está em causa aqui”, declarou à imprensa o embaixador norte-americano na ONU, Mike Waltz, rodeado dos homólogos do Bahrein, da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Qatar e do Kuwait.

Há alguns dias, EUA e Bahrein apresentaram aos membros do Conselho de Segurança uma proposta de resolução estipulando que o Irão deve “cessar imediatamente todos os ataques e ameaças” a navios e “qualquer tentativa de impedir” a liberdade de navegação naquele estreito estratégico, incluindo “a colocação de minas” e a criação de “portagens ilegais”.

O texto exige igualmente que Teerão divulgue o número e a localização das minas e as remova e permita, além disso, a definição pela ONU de um “corredor humanitário”, em especial para a passagem de fertilizantes, para impedir uma fome global.

“O mundo precisa de tomar uma posição e dizer que não se pode, de forma indiscriminada, colocar minas no oceano só porque se tem um diferendo com outra parte”, insistiu Mike Waltz.

“Quem se oporá a isso?”, perguntou, referindo-se à ameaça de veto de alguns membros permanentes do Conselho de Segurança.

Lusa

OMI pede paciência ao setor dos transportes até ao fim da guerra

O secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI) pediu hoje paciência à cadeia de transporte marítimo mundial, até ao fim do conflito no Médio Oriente, e também que não se atravesse o estreito de Ormuz.

"Peço paciência a todos os operadores, armadores e aqueles que fazem parte da cadeia do transporte marítimo, porque é importante continuarmos a colocar em primeiro lugar a vida humana, os tripulantes, a segurança dos navios e a sustentabilidade a longo prazo", afirmou Arsenio Domínguez à imprensa.

O secretário-geral da OMI, que fez essas declarações no Panamá no âmbito da Convenção Marítima das Américas, salientou ser “melhor concentrar-se” em “pôr fim a este conflito” para, posteriormente, retomar as operações.

Na quarta-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou ter mantido nas últimas horas "conversas muito positivas" e que é "muito provável" que se chegue a "um acordo" para pôr fim à guerra contra o Irão e ao bloqueio do estreito de Ormuz.

As declarações surgiram horas depois de ter decidido suspender a operação de escolta aos navios retidos desde fevereiro no golfo Pérsico devido ao bloqueio iraniano do estreito de Ormuz ("Projeto Liberdade"), para permitir que ambas as partes cheguem a um entendimento que ponha fim ao conflito.

Lusa

Pelo menos 1500 navios e tripulações retidos devido ao bloqueio em Ormuz

Cerca de 1.500 navios e as respetivas tripulações continuam retidos no golfo Pérsico devido ao bloqueio imposto pelo Irão no estreito de Ormuz, afirmou hoje um responsável da Organização Marítima Internacional (OMI).

“Neste momento, temos cerca de 20.000 tripulantes e cerca de 1.500 navios retidos”, declarou Arsenio Dominguez, secretário-geral da agência da ONU encarregue pela segurança marítima, por ocasião da abertura da Convenção Marítima das Américas na capital do Panamá.

"São pessoas inocentes que desempenham o seu trabalho diariamente em benefício dos restantes países" e "que se veem apanhadas em situações geopolíticas que lhes são alheias", acrescentou Dominguez durante o evento que reuniu líderes da indústria e organismos internacionais do setor marítimo.

As declarações do secretário-geral da OMI surgem um dia depois da Organização Marítima e Portuária do Irão ter manifestado "total disponibilidade" para fornecer serviços como mantimentos, combustível e assistência médica, bem como artigos autorizados necessários para reparações, de acordo com um comunicado divulgado pela agência de notícias estatal IRNA.

Lusa

Presidente iraniano reúne-se com líder supremo sem revelar data

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, anunciou hoje que se reuniu com o líder supremo, Mojtaba Khamenei, que não é visto em público desde a nomeação em março, em plena guerra com Estados Unidos e Israel.

“O que mais me marcou neste encontro foi a visão e a abordagem humilde e sincera do líder supremo da Revolução Islâmica”, declarou Pezeshkian num vídeo transmitido pela televisão estatal.

Pezeshkian não precisou quando ocorreu a reunião, referindo apenas que se realizou durante uma visita ao Ministério da Indústria, Minas e Comércio e durou cerca de duas horas e meia.

Acrescentou que se centrou em questões fundamentais de governação, noticiou a agência estatal IRNA, citada pela espanhola EFE.

No primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro, Mojtaba Khamenei terá ficado ferido em ataques israelo-americanos que causaram a morte do pai e antecessor no cargo de líder supremo, Ali Khamenei.

A designação de Mojtaba Khamenei pela Assembleia dos Peritos, o órgão de 88 membros responsável pela escolha do novo líder da República Islâmica do Irão, foi anunciada na televisão estatal em 9 de março.

Desde então, Mojtaba Khamenei expressou-se apenas através de comunicados.

Com 56 anos, sucedeu ao pai, morto aos 86 anos após mais de três décadas na chefia do Estado.

Ali Khamenei tinha sucedido, em 1989, ao fundador da República Islâmica, o ‘ayatollah’ Rouhollah Khomeini.

Apesar de o retrato de Mojtaba Khamenei ser omnipresente nas ruas do Irão, o novo dirigente destaca-se pela ausência na cena pública, ao contrário da presença mediática regular que era mantida pelo pai.

Lusa

Israel diz que matou comandante do Hezbollah num ataque aéreo a Beirute

Israel informou esta quinta-feira que um comandante da força de elite Radwan do Hezbollah num ataque aéreo em Beirute, o primeiro ataque israelita à capital libanesa desde o cessar-fogo acordado no mês passado, noticia a Reuters.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que se trata do "mesmo terrorista de alto nível que liderou o plano para conquistar o norte".

"Ele acreditava que poderia continuar a dirigir ataques contra as nossas forças e as nossas comunidades a partir do seu quartel-general terrorista secreto em Beirute", disse Netanyahu num vídeo. “Nenhum terrorista tem imunidade. Qualquer pessoa que ameace Israel coloca a sua própria vida em risco”, acrescentou.

Croatia Airlines cancela 900 voos até julho devido à crise de combustível

A companhia aérea nacional croata Croatia Airlines cancelou cerca de 900 voos até julho devido ao aumento do preço do combustível para aviões provocado pelo bloqueio do estreito de Ormuz, no contexto da guerra no Irão.

De acordo com o diretor comercial da companhia aérea estatal croata, Slaven Zabo, os cortes representam cerca de 5% dos 27.000 voos programados para esse período.

O responsável anunciou ainda um aumento nos preços dos bilhetes a partir de junho devido a diversos fatores, como a procura e a elevada concorrência, os preços do combustível ou o aumento das taxas aeroportuárias.

“O preço do combustível para aviões duplicou desde o início da crise e aumentou mais do que o do petróleo bruto. Os custos atuais do combustível para as companhias aéreas, incluindo a Croatia Airlines, provocarão perdas multimilionárias neste período”, afirmou o responsável da companhia aérea.

Várias companhias aéreas europeias estão a tentar reduzir as perdas, suspendendo voos de curta distância e menos rentáveis.

A Croatia Airlines já tinha reduzido a rede de voos em março e abril, eliminando várias rotas que ligam a Croácia a destinos como Amesterdão, Milão, Bucareste, Tirana e Skopje.

Apesar dos cortes, a companhia espera manter até 100 voos diários durante a época alta, designadamente entre junho e agosto.

No entanto, os preços dos bilhetes irão aumentar na sequência do recente anúncio do aeroporto de Zagreb, capital da Croácia, que aumentou as taxas em 20% a partir de junho.

Lusa

Rubio viaja para Roma para reaproximar Washington do papa e de Meloni

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, partiu esta quarta-feira com destino a Roma com o objetivo de restabelecer as relações com o Papa Leão XIV e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.

Rubio, de confissão católica, chegará esta manhã à capital italiana e deslocar-se-á ao Vaticano para uma audiência com o pontífice, enquanto na sexta-feira será recebido por Meloni antes de regressar a Washington.

Leão XIV, o primeiro papa norte-americano da história e que, antes da sua eleição, há agora um ano, tinha criticado as políticas migratórias de Trump, tem mantido um desentendimento à distância com o Presidente norte-americano, Donald Trump, desta vez por causa da guerra no Irão.

No passado dia 7 de abril, o papa classificou de "inaceitável" a ameaça do presidente norte-americano de acabar com "uma civilização inteira" na guerra contra o Irão, ao que Trump respondeu, considerando-o "fraco" e "péssimo em política externa".

O inquilino da Casa Branca partilhou ainda nas redes sociais uma imagem gerada por inteligência artificial na qual se representava a si próprio como Jesus Cristo, algo que indignou parte da comunidade católica.

Uma semana depois, Leão XIV deu o assunto por encerrado, assegurando que não teme a Administração Trump nem tem interesse em debater com o presidente.

Trump voltou, no entanto, a atacar o papa esta semana, já depois da viagem de Rubio ao Vaticano ser anunciada oficialmente, acusando o pontífice de "colocar em risco muitos católicos" porque "acredita que não há problema em o Irão possuir uma arma nuclear".

Numa conferência de imprensa na terça-feira na Casa Branca, Rubio negou que a viagem a Itália fosse motivada por esse desentendimento e revelou que pretende abordar com o papa a distribuição de ajuda humanitária em Cuba, uma vez que o Vaticano tem sido, desde há anos, mediador entre Washington e Havana.

Também o vice-presidente norte-americano, JD Vance, a figura católica de maior hierarquia na Administração dos Estados Unidos, criticou o papa, afirmando que deve concentrar-se na teologia e não na política.

Tanto Marco Rubio como JD Vance reuniram-se no ano passado com Leão XIV no Vaticano, no início do seu pontificado, mas o responsável pela gestão das relações diplomáticas entre Washington e a Santa Sé é Rubio, não Vance.

O confronto com o pontífice também interferiu na relação entre a Casa Branca e Governo italiano de Meloni, considerada até agora uma das principais aliadas de Trump na Europa.

A primeira-ministra saiu em defesa do papa perante os ataques do presidente norte-americano, ao que Trump respondeu classificando a sua postura de "inaceitável".

"É ela que é inaceitável porque não se importa se o Irão tem uma arma nuclear e faria a Itália voar pelos ares em dois minutos se tivesse a possibilidade", acusou o líder republicano.

A tensão aumentou ainda mais na sequência da recusa dos países europeus em se juntarem aos Estados Unidos numa operação militar para reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão, pelo que Trump ameaçou reduzir as tropas norte-americanas destacadas na Itália, Espanha e Alemanha.

Meloni defendeu esta segunda-feira que não concorda com essa decisão e alegou que a Itália "sempre respeitou os seus compromissos e os acordos assinados" com os seus aliados, mesmo quando os seus interesses diretos não estavam em jogo.

Lusa

Irão deve responder esta quinta-feira à proposta de paz dos EUA

O Irão deve responder esta quinta-feira à proposta de paz dos Estados Unidos, através dos mediadores paquistaneses, segundo a CNN, tendo como base uma informação avançada por uma fonte da região.

O Irão tem estado a analisar o memorando de uma página apresentado pelos EUA, e, segundo a fonte, ambos os lados estão a avançar para um acordo que visa pôr fim à guerra, adianta a estação de televisão.

Na quarta-feira, o presidente norte-americano considerou "muito possível" um acordo de paz com o Irão, dando conta de "discussões muito positivas".

Antes, Donald Trump ameaçou o Irão com a intensificação dos bombardeamentos caso Teerão não aceite o acordo.

Forças de Teerão acusam EUA de violarem cessar-fogo
EUA e Irão contrariam notícias de acordo com críticas e ameaças

Bolsas europeias sobem e petróleo cai perante possível acordo de paz no Irão

As principais bolsas europeias abriram hoje com cautela e em alta ligeira, perante um possível acordo de paz no Irão e desbloqueamento do estreito de Ormuz, que leva novamente a uma queda no preço do barril de petróleo Brent.

Cerca das 08h30 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a subir 0,17% para 624,28 pontos.

As bolsas de Paris e Frankfurt avançavam 0,67% e 0,28%, bem como as Madrid e Milão que subiam 0,18% e 0,16%, respetivamente.

Londres era a exceção e descia 0,27%.

A bolsa de Lisboa invertia a tendência da abertura, com o principal índice, o PSI, a recuar 0,31% para 9.237,72 pontos, depois de ter terminado num novo máximo desde junho de 2008 em 09 de abril (9.484,93 pontos).

O euro estava em alta e subia 0,14% para 1,1765 dólares, no mercado de câmbios de Frankfurt.

A esta hora, os futuros do Dow Jones e do Nasdaq apontam para ganhos de 0,35% e de 0,28%, respetivamente.

Os principais índices bolsistas dos Estados Unidos terminaram na quarta-feira em alta, o Dow Jones a avançar 1,24% e o Nasdaq 2,02%.

Depois de as bolsas terem subido mais de 2% na quarta-feira, os investidores optam esta quinta-feira por aproveitar os recentes aumentos nos preços de muitos valores para recolher benefícios.

Os Estados Unidos e o Irão estão a aproximar-se de um acordo sobre um memorando para pôr fim à guerra, informou a CNN, que cita uma fonte regional próxima das negociações.

Espera-se que o Irão responda hoje à proposta norte-americana através dos mediadores.

Neste contexto, o preço do petróleo Brent, o de referência na Europa, para entrega em julho, recua 2,95% para 98,28 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), para entrega também em julho, de referência nos EUA, baixava 2,70% para 88,77 dólares.

O gás natural para entrega a um mês no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, descia 3,08% para 42,551 euros por megawatt-hora (MWh).

Lusa

Donald Trump considera "muito possível" um acordo de paz com o Irão

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerou "muito possível" um acordo de paz com o Irão, o que provocou uma queda do preço do petróleo e uma subida acentuada das bolsas.

"Tivemos discussões muito positivas nas últimas 24 horas e é muito possível que cheguemos a um acordo", afirmou Trump, na quarta-feira, durante uma sessão com jornalistas no Salão Oval.

"Se o Irão aceitar dar o que foi acordado, (...) a já lendária operação 'Fúria Épica' estará concluída", tinha escrito, horas antes, o Presidente na rede social que detém, Truth Social.

Mas, se os iranianos "não aceitarem, os bombardeamentos começarão e serão, infelizmente, a um nível e com uma intensidade muito maiores do que antes", advertiu, numa referência à campanha norte-americano-israelita levada a cabo de 28 de fevereiro até ao cessar-fogo de 8 de abril.

O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, considerou, por sua vez, que Washington procura forçar a rendição de Teerão através de uma "nova estratégia" destinada a "destruir a coesão do país".

A República Islâmica absteve-se, no entanto, de bater com a porta, tendo o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmail Baghai, afirmado que "o Irão continua a analisar o plano e a proposta norte-americana".

Na terça-feira, sublinhando alegados "grandes progressos alcançados no sentido de um acordo completo e definitivo com os líderes iranianos", Trump anunciou a suspensão da operação norte-americana, lançada na véspera, para permitir que centenas de navios retidos no Golfo atravessassem o estreito de Ormuz.

Teerão bloqueia a passagem estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos desde o início da guerra, que causou milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano.

Washington mantém o bloqueio aos portos iranianos iniciado a 13 de abril, e o Pentágono anunciou na quarta-feira que um petroleiro iraniano que tentou forçá-lo foi neutralizado com a destruição do leme.

Num aparente sinal de evolução no terreno, o porta-aviões francês Charles-De-Gaulle dirige-se para a região do Golfo, segundo Paris, no quadro de uma coligação franco-britânica, formada para garantir a segurança do estreito de Ormuz após um eventual acordo de paz.

Israel está "preparado para todos os cenários" face ao Irão

Na ONU, Washington e os Estados do Golfo prepararam uma resolução no Conselho de Segurança exigindo que Teerão cesse os ataques, revele a localização das minas marítimas e se abstenha de cobrar portagem à navegação no estreito, segundo o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. A votação deverá ocorrer nos próximos dias.

Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão, que acolheu, a 11 de abril, negociações diretas entre o Irão e os Estados Unidos, disse ter "boas esperanças" de que a dinâmica atual conduza a uma paz duradoura.

Num outro cenário do conflito, Israel está "preparado para todos os cenários" face ao Irão, advertiu o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que sublinhou que o exército do país também está pronto para retomar uma operação "forte e poderosa".

Na frente libanesa, Netanyahu afirmou na quarta-feira à noite que o exército tinha alvejado um comandante de alto escalão do Hezbollah em Beirute.

Uma fonte próximo do grupo pró-iraniano confirmou à agência de notícias AFP que um dirigente do Hezbollah foi morto no ataque — o primeiro nos subúrbios a sul da capital desde o cessar-fogo de 17 de abril.

O Ministério da Saúde libanês registou 11 mortos no sul e no leste do país na quarta-feira, em resultado de bombardeamentos israelitas, apesar da trégua imposta pelos Estados Unidos.

O exército israelita anunciou a interceção de um "alvo aéreo suspeito" proveniente do Líbano após o disparo de sirenes no norte do país na noite de quarta-feira para quinta-feira.

Lusa

Forças de Teerão acusam EUA de violarem cessar-fogo
EUA e Irão contrariam notícias de acordo com críticas e ameaças

Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre a guerra no Médio Oriente

Bom dia,

Siga aqui os principais desenvolvimentos desta quinta-feira (7 de maio) sobre a guerra no Irão.

Forças de Teerão acusam EUA de violarem cessar-fogo
Trump ameaça com bombardeamentos se Irão não aceitar acordo. China apresenta proposta de paz aos iranianos
Diário de Notícias
www.dn.pt