O Presidente norte-americano, Donald Trump.
O Presidente norte-americano, Donald Trump.EPA/SAMUEL CORUM / POOL

Trump confirma que rejeitou plano do Irão para reabrir Ormuz em sete dias

"Eu gosto de acordos. Mas esse acordo não seria aceitável”, disse o presidente norte-americano, garantindo que os EUA têm “controlo total” do estreito.
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O presidente dos EUA confirmou que rejeitou uma proposta do Irão para reabrir o estreito de Ormuz dentro de sete dias, tal como avançara o Wall Street Journal.

“Eles fizeram uma proposta, mas eu rejeitei-a”, disse Donald TRump aos jornalistas, no Jardim das Rosas da Casa Branca, antes de embarcar no seu helicóptero, o ‘Marine One’, avançou a EFE.

Apesar do bloqueio do estreito, Trump afirmou que os Estados Unidos (EUA) têm “controlo total” de Ormuz e que “grandes quantidades” de petróleo fluem pela via navegável todos os dias, com 29 petroleiros a passarem por lá na noite passada.

“Querem fazer um acordo, o que é ótimo, eu gosto de acordos. Mas esse acordo não seria aceitável”, acrescentou Trump.

Citando responsáveis norte-americanos não identificados, o o Wall Street Journal noticiou que Donald Trump rejeitou a proposta na sexta-feira, por desconfiar da capacidade de Teerão para corresponder às suas exigências.

Na sexta-feira à noite, o bilionário republicano voltou a publicar na plataforma que detém, a Truth Social, um mapa do estreito de Ormuz com a inscrição "Estreito Trump".

Horas antes, o chefe da diplomacia do Irão disse que apresentou uma proposta aos EUA para reabrir o estreito de Ormuz dentro de sete dias, acrescentando que a decisão cabe agora a Washington.

"O prazo de sete dias começará assim que os Estados Unidos aceitarem este plano", detalhou Abbas Araghchi, em declarações a partir da sede da ONU, em Nova Iorque.

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Irão propôs acordo para reabrir o estreito de Ormuz dentro de 7 dias

A reabertura deste estreito estratégico está no centro do conflito entre Teerão e Washington.

Araghchi já tinha divulgado que o Irão comunicou na terça-feira ao emissário norte-americano Steve Witkoff sete condições para pôr fim à guerra e reabrir o estreito de Ormuz.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou, também na sexta-feira, que Teerão deseja regressar ao memorando de entendimento assinado em junho com os Estados Unidos e saudou a "convergência de pontos de vista" entre Teerão e Pequim sobre a guerra no Médio Oriente.

Numa mensagem publicada na rede social X, Masoud Pezeshkian elogiou "o apoio ponderado e responsável do Presidente [chinês] Xi Jinping a um regresso ao Memorando de Islamabade [o memorando de entendimento] e à resolução de litígios através do diálogo e da diplomacia".

"O Irão partilha esta abordagem e sublinha a importância de regressar a este acordo, honrar os compromissos já assumidos e criar as condições necessárias para a abertura de negociações sérias, concretas e orientadas para os resultados", acrescentou.

As mensagens foram publicadas enquanto Xi Jinping realizava uma visita de Estado aos EUA. Trump revelou aos jornalistas ter conversado sobre o Irão, aliado de Pequim, com o homólogo chinês.

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Trump e Pezeshkian assinaram em junho um memorando de entendimento que visava pôr fim à guerra, reabrir o estreito de Ormuz e, posteriormente, realizar negociações sobre a questão sensível do programa nuclear iraniano.

No entanto, o texto foi alvo de interpretações divergentes por parte de ambas as partes, alimentando o retomar das hostilidades em Ormuz.

O Irão exige que os navios que pretendam atravessar o estreito obtenham autorização do país, alegando razões de segurança e soberania.

Os navios que não cumprem este requisito são frequentemente alvo de ataques, enquanto os Estados Unidos bombardeiam esporadicamente a costa iraniana.

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