Trump assina criação do Conselho da Paz sem aliados europeus e promete trabalhar com a ONU
FOTO: EPA/GIAN EHRENZELLER

Trump assina criação do Conselho da Paz sem aliados europeus e promete trabalhar com a ONU

O presidente norte-americano garantiu que este organismo por si criado poderá trabalhar "em conjunto com as Nações Unidas" que aproveitou para criticar por "não ter feito o suficiente".
Publicado a
Atualizado a

O presidente norte-americano Donald Trump assinou esta quinta-feira, 22 de janeiro, a carta de criação dum Conselho da Paz em Davos, na Suíça, momentos depois de ter garantido que o organismo iria trabalhar “em coordenação” com as Nações Unidas.

“A carta está agora em vigor e o Conselho da Paz é agora uma organização internacional oficial”, anunciou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, na cerimónia, que contou com a presença de vários líderes que aceitaram o convite de Washington para participar no Conselho.

Pelo menos 35 dos cerca de 50 chefes de Estado e de Governo convidados concordaram em participar no Conselho de Paz, segundo avançou a Casa Branca na terça-feira, mas Trump convidou todos os países a aderir à organização.

O líder norte-americano reafirmou que o Conselho da Paz vai começar por se focar em Gaza, mas depois terá uma atuação global.

"Penso que podemos expandir para outras áreas, pois, à medida que tivermos sucesso em Gaza - e teremos muito sucesso em Gaza -, podemos fazer inúmeras outras coisas. Uma vez que este conselho esteja completamente formado, podemos fazer praticamente o que quisermos", afirmou Trump.

Apesar de ter prometido trabalhar "em conjunto com as Nações Unidas", Trump criticou a ONU por "não ter feito o suficiente" historicamente.

"Penso que a combinação do Conselho da Paz com o tipo de pessoas que temos aqui pode ser algo muito, muito singular para o mundo", referiu, acrescentando querer "trabalhar com muitas nações, incluindo as Nações Unidas".

Trump tem sido muito crítico da ONU e retirou os EUA de várias organizações internacionais, tendo expressado recentemente a ambição de que o novo conselho internacional possa replicar, se não competir com a ONU, como um mediador internacional.

Apesar da ambição global, o logótipo do Conselho da Paz retrata apenas a América do Norte e partes da América do Sul.

Muitos dos aliados dos EUA na Europa rejeitaram participar no conselho, como França, Noruega, Eslovénia e Suécia, e muitos outros ainda não responderam ao convite, como Portugal, Reino Unido, Alemanha e a Comissão Europeia.

Da União Europeia, apenas a Hungria participa na criação da organização, bem como Argentina, Arménia, Azerbaijão, Bahrein, Bielorrússia, Egito, Indonésia, Cazaquistão, Kosovo, Marrocos, Paquistão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Uzbequistão e Vietname, entre outros.

Trump assina criação do Conselho da Paz sem aliados europeus e promete trabalhar com a ONU
Documentos que visam o fim da guerra "quase prontos". Reunião entre Ucrânia, Rússia e EUA nos próximos dias
Trump assina criação do Conselho da Paz sem aliados europeus e promete trabalhar com a ONU
Conselho de Paz para Gaza ou Nações Unidas de Trump?

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt