Pelo menos 13 pessoas morreram e 30 ficaram feridas na região do Tartaristão, no centro da Rússia, atacada durante a noite por drones ucranianos, anunciaram esta segunda-feira (10 de agosto) as autoridades russas.“De acordo com as informações disponíveis neste momento, 13 pessoas morreram e outras 39 ficaram feridas na sequência de um ataque com drones inimigos contra Nizhnekamsk”, indicou o governo do Tartaristão num comunicado, posterior às primeiras informações.Segundo as autoridades, este ataque “massivo” teve como alvo “instalações industriais e civis” nesta cidade, situada a cerca de 1.600 quilómetros (km) da fronteira ucraniana, que alberga, nomeadamente, refinarias de petróleo e uma importante fábrica petroquímica.Foi declarado um dia de luto no Tartaristão na segunda-feira, por decisão do líder local, Rustam Minnikhanov.Num comunicado, o Ministério da Defesa russo indicou anteriormente que os sistemas de defesa aérea russos intercetaram e destruíram, durante a noite passada, 456 drones ucranianos, que tiveram como alvo cerca de 15 regiões russas e a Crimeia anexada.Por seu lado, as autoridades da região de Belgorod, na fronteira com a Ucrânia, relataram a morte de uma mulher num ataque com drones que teve como alvo uma casa na localidade de Novaya Tavolyanka.Mais de quatro anos após o início da ofensiva russa em grande escala contra a Ucrânia, a diplomacia encontra-se num impasse e os dois países intensificam os seus ataques de longo alcance, causando um número crescente de vítimas civis.Do outro lado do conflito, pelo menos cinco pessoas morreram num ataque aéreo russo na região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, anunciaram as autoridades locais.As forças russas realizaram um "bombardeamento de artilharia massivo" contra uma zona residencial de uma aldeia no distrito de Chuhuiv, informou a procuradoria-geral na rede social Telegram, divulgando imagens de casas destruídas.Ataques ucranianos à Crimeia querem tornar península "inutilizável" para operações militaresO comandante responsável pela guerra de drones da Ucrânia afirmou que os recentes ataques na Crimeia representam a primeira fase de uma campanha destinada a tornar a península, anexada pela Rússia em 2014, inutilizável para operações militares.O major Robert Brovdi, um dos comandantes mais proeminentes da nova geração de militares ucranianos, disse à agência Associated Press (AP) que as suas forças poderiam atingir sete vezes mais alvos militares na Crimeia se o financiamento prometido pelos aliados ocidentais chegasse mais rapidamente.Apesar dessa limitação, a campanha de verão já provocou danos significativos, atingindo pontes ferroviárias, depósitos de combustível e infraestruturas elétricas para cortar linhas de abastecimento e cegar as defesas aéreas russas à medida que os drones avançam.“A Crimeia insere‑se nos pilares conceptuais essenciais para pôr fim à guerra”, declarou.Segundo Brovdi, as suas forças dispõem apenas de 14% da capacidade necessária para executar a campanha na Crimeia em pleno.Antigo empresário do comércio internacional de cereais, Brovdi juntou‑se voluntariamente à defesa territorial nos primeiros dias da invasão e rapidamente ascendeu ao comando de uma das brigadas de drones mais eficazes do país, antes de ser nomeado líder das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, uma estrutura sem precedentes antes da guerra. .Drones e mísseis russos provocam duas mortes e 40 feridos na Ucrânia.Ucrânia: Ataque ucraniano à Rússia com número recorde de drones