O presidente norte-americano fez esta terça-feira uma nova ameaça ao Irão caso não seja alcançado um acordo. "Uma civilização inteira vai morrer esta noite", escreveu Donald Trump numa mensagem na rede social Truth Social. "Uma civilização inteira vai morrer esta noite, para nunca mais voltar. Não quero que isso aconteça, mas provavelmente vai acontecer". "No entanto, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde prevalecem mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas, talvez algo revolucionariamente maravilhoso possa acontecer, quem sabe? Vamos descobrir esta noite, num dos momentos mais importantes da longa e complexa história do Mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte vão finalmente chegar ao fim. Deus abençoe o Grande Povo do Irão!", lê-se na mensagem..Um morto e quatro feridos é o mais recente balanço do tiroteio que ocorreu perto do edifício do consulado israelita em Istambul, de acordo com as autoridades locais.O governador de Istambul, Davut Gul, informou que dois agentes da polícia ficaram "ligeiramente feridos" na troca de tiros em frente à representação diplomática israelita. Homens armados com espingardas chegaram ao local num carro, disse Davut Gul, dando conta que um dos autores do tiroteio foi morto e os outros dois atacantes ficaram feridos.Anteriormente, foi noticiada a morte de três pessoas, informação entretanto atualizada pelo governador de Istambul. .As autoridades iranianas apelaram hoje à população para participar em "correntes humanas" frente às instalações de energia do Irão, em resposta ao ultimato dos Estados Unidos.Alireza Rahimi, vice-ministro do Desporto e da Juventude e secretário do Conselho Supremo da Juventude e da Adolescência do Irão, apelou aos jovens, "figuras culturais" e artistas a juntarem-se à iniciativa.Através das redes sociais, o vice-ministro do Desporto acrescentou que a corrente humana começou às 14:00 (11:30 em Lisboa).Donald Trump reiterou o ultimato a Teerão na segunda-feira, exigindo que o regime islâmico abra o Estreito de Ormuz.Lusa."A moderação acabou". A posição é da Guarda Revolucionária do Irão que ameaçou em interromper o fornecimento de petróleo e gás aos EUA e países aliados de Washington na região "durante anos" caso Donald Trump concretize a ameaça de atacar infraestruturas de energia e pontes.A Guarda Revolucionária avisou, numa declaração citada pelos media iranianos, que "privará os EUA e os seus aliados do petróleo e gás da região "durante anos" se o presidente norte-americano, Donald Trump, cumprir a sua ameaça de atacar centrais elétricas e pontes caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto."Temos demonstrado grande contenção e tido em conta várias considerações na escolha dos alvos de retaliação, mas, a partir de agora, todas essas considerações foram postas de lado", refere a Guarda Revolucionária do Irão, citada pela imprensa internacional. De referir que o presidente norte-americano lançou um novo ultimato que termina esta noite caso o Irão não aceite um acordo que permita a reabertura do estreito de Ormuz. .A ilha de Kharg terá sido alvo de ataques, noticia esta terça-feira a Sky News, que cita a agência de notícias iraniana Mehr.As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) informaram, entretanto, nas redes sociais que concluíram "uma onda de ataques" em diversas regiões do Irão contra "dezenas de instalações de infraestruturas" do "regime terrorista iraniano".Recorde-se que a ilha de Kharg foi bombardeada a 13 de março pelos EUA, tendo sido atingidos 90 alvos militares, mas as infraestruturas energéticas foram poupadas, segundo Washington. Antes da guerra no Irão, grande parte das exportações do crude iraniano passavam pela ilha de Kharg. .Pelo menos três pessoas morreram num tiroteio em frente ao consulado israelita em Istambul, avançou esta terça-feira a Reuters, que cita os media turcos. Dois agentes da polícia terão ficado feridos. O ministro da Justiça turco informou que vai ser realizada uma investigação ao tiroteio que ocorreu perto do edifício que alberga a representação diplomática israelita em Istambul..Quando está prestes a terminar o ultimato do presidente dos EUA, o embaixador do Irão no Kuwait, Mohammad Toutounji, apelou aos países do Golfo para encontrarem uma solução diplomática para o fim do conflito.Recorde-se que Donald Trump ameaçou o Irão com ataques a infraestruturas civis, caso não seja alcançado um acordo para o fim da guerra. "Esperamos que os países da região utilizem todas as suas capacidades diplomáticas e políticas para evitar que uma tragédia deste tipo se abata sobre a região", disse Mohammad Toutounji à AFP..O Crescente Vermelho iraniano afirmou que ataques aéreos israelitas e norte-americanos visaram na manhã desta terça-feira 17 alvos civis no Irão. "Não há justificação" para atacar "civis indefesos", refere esta organização humanitária numa nota divulgada nas redes sociais, onde enumera os alvos civis atingidos pela ofensiva militar dos EUA e Israel. .Pelo menos 18 pessoas morreram num ataque aéreo contra a província iraniana de Alborz, refere a Associated Press, que cita os media estatais do Irão. Há ainda registo de 24 feridos..Um complexo petroquímico no leste da Arábia Saudita foi alvo de ataques durante a madrugada, segundo o relato de uma testemunha à AFP."Um ataque provocou um incêndio nas instalações da Sabic em Jubail. As explosões foram muito fortes", disse a fonte, que pediu para não identificada, referindo-se à Saudi Basic Industries Corporation, uma empresa química saudita.Quando contactada pela AFP, a empresa não quis prestar declarações.Na zona de Jubail está localizada uma das maiores zonas industriais do mundo.Até ao momento desconhecem-se detalhes sobre o ataque contra a Arábia Saudita.Entretanto, várias explosões foram sentidas hoje na capital do Irão testemunhou um jornalista da AFP no norte de Teerão. Anteriormente, as Forças de Defesa de Israel (IDF) reclamaram o bombardeamento de um complexo petroquímico em Shiraz (sul do Irão) na segunda-feira, além do ataque ao complexo de Pars Sur (que alberga as maiores reservas de gás natural do mundo).Lusa.O novo líder supremo do Irão estará "inconsciente" e a receber tratamento na cidade de Qom, avança esta terça-feira o The Times, com base na informação que consta de um relatório dos serviços de informação norte-americanos e israelitas. “Mojtaba Khamenei está a ser tratado em Qom em estado grave, incapaz de participar de qualquer tomada de decisão do regime”, diz o documento, que foi partilhado com países aliados dos EUA e Israel no Golfo, revelando, pela primeira vez, a localização do líder supremo iraniano, desde o início do conflito.É na cidade de Qom que vão decorrer as cerimónias fúnebres do antigo líder supremo, Ali Khamenei. A cerca de 140 km a sul de Teerão, a cidade de Qom é considerada sagrada pelos xiitas. .Um novo ataque aéreo, alegadamente por parte das forças armadas norte-americanas ou israelitas, destruiu hoje uma sinagoga na capital da República Islâmica, Teerão, segundo a agência de notícias Mehr e o jornal Shargh."Segundo informações preliminares, a sinagoga Rafi-Nia (...) foi completamente destruída nos ataques desta manhã", lê-se naqueles órgãos de Comunicação Social iranianos.O judaísmo é uma das religiões minoritárias reconhecidas no Irão, que possui uma pequena comunidade judaica, mas muitos daqueles crentes fugiram do país após a Revolução Islâmica de 1979, que instaurou o atual regime xiita conservador.O Shargh descreve que o edifício de culto era "um dos locais de encontro e celebração mais importantes para os judeus de Khorasan", referindo-se à região de Khorasan, no leste do país.Lusa.O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, considera que a crise energética ligada à guerra no Irão, deverá acelerar o desenvolvimento das energias renováveis, nucleares e dos veículos elétricos, segundo uma entrevista hoje publicada.Birol considerou "haver também motivos para ser otimista", já que "a arquitetura do sistema energético mundial vai mudar" nos próximos anos, disse ao jornal francês Le Figaro."Isso levará anos. Não será uma solução para a crise atual, mas a geopolítica da energia será profundamente transformada", declarou o economista turco, que estima que "algumas tecnologias avançarão muito mais rapidamente do que outras", assim como alguns setores, como o dos carros elétricos, que "vão desenvolver-se"."É o caso das energias renováveis, da energia solar e da eólica, cuja instalação é muito rápida. Haverá um recurso às energias renováveis, muito rapidamente, numa escala de alguns meses", afirmou do diretor executivo da AIE.Para Birol, a crise deverá também "reavivar o impulso a favor da energia nuclear, incluindo os pequenos reatores modulares", enquanto alguns países poderão contar com capacidades adicionais, graças ao prolongamento da vida útil das centrais existentes.Até lá, a curto prazo, os países terão de "utilizar a energia da forma mais prudente possível, poupando-a e melhorando a sua eficiência".Fatih Birol, igualmente "muito pessimista", voltou a sublinhar que "o mundo nunca conheceu uma perturbação do abastecimento energético de tal magnitude"."A crise atual é mais grave do que as de 1973, 1979 e 2022 juntas", afirmou, recordando que "esta guerra está a obstruir uma das artérias da economia mundial. Não apenas o petróleo e o gás, mas também os fertilizantes, a petroquímica, o hélio e muitas outras coisas".O mundo prepara-se para entrar num "abril negro", alertou: "O mês de março foi muito difícil, mas abril será muito pior", repetiu, após ter feito declarações semelhantes na semana passada."Se o estreito [de Ormuz] permanecer efetivamente fechado durante todo o mês de abril, perderemos o dobro do petróleo bruto e dos produtos refinados que em março", alertou."Setenta e cinco infraestruturas energéticas foram atacadas e danificadas, mais de um terço das quais foram gravemente ou muito gravemente afetadas", precisou o responsável. A reparação destas infraestruturas "levará muito tempo".Lusa.Guerra fez o mercado acionista global cair 6,6% em março, mas Lisboa resiste ao pessimismo.O embaixador iraniano no Paquistão disse hoje que as negociações mediadas por Islamabade no sentido do fim das hostilidades estão a aproximar-se de uma "fase delicada".O Paquistão tem atuado como país mediador entre o Irão e os Estados Unidos.O embaixador do Irão, Reza Amiri Moghadam, declarou através das redes sociais que os esforços "positivos e construtivos empreendidos pelo Paquistão", para pôr fim à guerra, aproximaram-se de uma "fase crítica e delicada".O diplomata não forneceu mais detalhes sobre os contactos. A mensagem de Moghadam foi divulgada hoje de manhã, antes do prazo estabelecido pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, que ameaçou destruir infraestruturas no Irão caso não venha a ser alcançado um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz, vital para o abastecimento global de petróleo.Lusa. O exército israelita exortou os iranianos a absterem-se de viajar hoje de comboio até às 17:30 TMG, numa mensagem publicada na rede social X, que deixa entrever futuros ataques à rede ferroviária no Irão."Caros cidadãos, para a vossa segurança, pedimos-vos que evitem utilizar os comboios ou viajar de comboio em todo o país a partir de agora e até às 21:00, hora do Irão", escreveu o exército israelita em persa na sua conta naquela rede social."A vossa presença nos comboios e nas proximidades das vias férreas coloca as vossas vidas em perigo", acrescenta a mensagem.Lusa.O exército iraniano rejeitou a "retórica grosseira e arrogante" do presidente norte-americano, Donald Trump, garantindo que esta "não tem qualquer efeito" nas suas operações. Após Trump ameaçar que forças norte-americanas poderão destruir "em quatro horas" a totalidade das pontes e as centrais elétricas do Irão, o porta-voz do comando das forças armadas iranianas, Khatam Al-Anbiya, afirmou que "a retórica grosseira e arrogante, bem como as ameaças infundadas do presidente norte-americano perturbado, que se encontra num impasse e justifica as sucessivas derrotas do exército norte-americano, não têm qualquer efeito sobre a prossecução da ofensiva e das operações esmagadoras” que afirma ter em curso. As declarações foram feitas na noite de segunda-feira à rádio e televisão estatais iranianas, após uma conferência de imprensa de Trump em Washington. O presidente norte-americano fez ao Irão um ultimato para chegar a um acordo de cessar-fogo até hoje às 20:00 de Washington (01:00 de quarta-feira em Portugal continental). A destruição de pontes e centrais elétricas "será feita no espaço de quatro horas — se assim o quisermos", acrescentou Trump numa conferência de imprensa na Casa Branca, centrada no resgate de um piloto norte-americano no Irão no passado fim de semana. "Temos um plano, graças ao poder das nossas forças armadas, que prevê que todas as pontes do Irão sejam destruídas até à meia-noite de amanhã (terça-feira), que todas as centrais elétricas do Irão fiquem fora de serviço (...) e nunca mais possam ser utilizadas”, afirmou Trump. "O Irão na sua totalidade poderia ser destruído numa única noite, e essa noite poderia muito bem ser a de amanhã (terça-feira)”, ameaçou Donald Trump. Trump classificou hoje como um "passo muito significativo" a proposta de cessar-fogo de 45 dias no Irão apresentada por países mediadores, embora insista que ainda é insuficiente. "Ainda não é suficiente, mas é um passo muito significativo", afirmou Trump à margem de uma cerimónia de Páscoa na Casa Branca, em Washington. Lusa.Irão rejeita cessar-fogo horas antes de expirar ultimato de Trump.O Conselho de Segurança da ONU agendou para hoje a votação de um projeto de resolução exigindo reabertura de Estreito de Ormuz, após vários adiamentos e atenuando o texto inicialmente proposto pelos países árabes. A última versão do texto, a que a AFP teve acesso, continua a condenar os ataques iranianos contra navios e “encoraja vivamente os Estados" em causa "a coordenarem esforços, de natureza defensiva e proporcionados às circunstâncias, para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, incluindo a escolta de navios mercantes e comerciais". O projeto de resolução "exige" igualmente que o Irão "cesse imediatamente qualquer ataque contra os navios" que transitam por esta rota comercial crucial e "qualquer tentativa" de impedir a liberdade de navegação. O texto indica também que o Conselho estaria disposto a "considerar outras medidas” contra aqueles que comprometem essa liberdade de navegação. Apoiado pelos países do Golfo, o Bahrein, membro eleito do Conselho, tinha iniciado há duas semanas negociações sobre um texto que teria conferido um mandato claro da ONU a qualquer Estado que pretendesse recorrer à força para libertar esta via marítima crucial, paralisada pelo Irão, por onde passa perto de um quinto das exportações globais de petróleo e gás. Mas, face às objeções de vários membros permanentes, o texto foi gradualmente enfraquecido e a votação, inicialmente prevista para quinta-feira, foi adiada várias vezes devido ao risco de vetos por parte da Rússia e da China. A votação está agora prevista para hoje às 11:00 de Nova Iorque (16:00 de Portugal continental), algumas horas antes do termo do ultimato estabelecido pelo Presidente norte-americano Donald Trump, que ameaçou destruir o Irão "na totalidade" à noite se Teerão não reabrisse o Estreito de Ormuz.Na sexta-feira, o Conselho de Cooperação do Golfo (GCC na sigla em inglês, e que inclui a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Qatar, Kuwait e Omã) pediu à ONU que autorize o uso da força para desobstruir o Estreito de Ormuz. "O Irão fechou o estreito de Ormuz, impedindo a passagem de navios comerciais e petroleiros e impondo condições para permitir que alguns o façam", declarou, na quinta-feira, o secretário-geral do GCC. "Pedimos ao Conselho de Segurança que assuma as suas plenas responsabilidades e tome todas as medidas necessárias para proteger os corredores marítimos e garantir a continuidade segura da navegação internacional", insistiu Jassem Al-Budaiwi, em Nova Iorque. A declaração do dirigente do GCC surgiu perante resistências à resolução por parte da França, a Rússia e, em particular, a China. Lusa.Alto-conselheiro do Irão ameaça com corte de outro estreito vital no Médio Oriente: Bab al-Mandeb.Bom dia, Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre a operação conjunta que os Estados Unidos e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro contra o Irão. Conflito no Médio Oriente já terá provocado mais de três mil mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano. .Trump diz que Irão pode ser aniquilado "numa noite" e considera proposta de cessar-fogo insuficiente