"O meu trabalho está feito", disse o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, no discurso de despedida de Downing Street, dizendo estar a fechar o seu livro enquanto chefe do governo. "Levei o meu partido de uma derrota histórica em 2019, transformei-o para que estivesse apto a enfrentar o país e conquistei uma vitória esmagadora nas eleições de 2024", afirmou, dizendo ter sido a maior honra da sua vida servir como chefe de governo."O Reino Unido está mais forte e justo do que há dois anos", disse Starmer, enumerando conquistas a nível económico, social e a queda de imigração. E deixou também uma palavra para a Ucrânia.Num "mundo onde os nossos inimigos não hesitarão em fazer tudo para nos dividir", em parte devido à "nossa firme determinação para com o bravo povo da Ucrânia", é vital que o país se una.Starmer diz que o sucessor, Andy Burnham, tem todo o seu apoio para o futuro, desejando-lhe que tenha sucesso. "Vou com um sorriso e orgulhoso de tudo o que conseguimos", concluiu, numa intervenção de menos de cinco minutos.O último discurso de Starmer como primeiro-ministro, pouco mais de dois anos depois de ter assumido o cargo, foi feito numa Downing Street cheia dos seus aliados e funcionários, incluindo a ministra das Finanças, Rachel Reeves, o vice-primeiro-ministro David Lamy e o presidente da câmara de Londres, Sadiq Khan.Após o discurso, Starmer seguiu com a mulher para o Palácio de Buckingham para entregar formalmente a demissão ao rei Carlos III, que chamará então Andy Burnham (eleito oficialmente novo líder do Labour na sexta-feira, 17 de junho) para o convidar a formar governo. O palácio emitiu uma declaração a confirmar a demissão, que o rei "teve a gentileza de aceitar"..Burnham declarado líder do Partido Trabalhista britânico. Promete "devolver a esperança" aos britânicos.As lições do gato Larry após seis primeiros-ministros.Starmer demite-se e deixa a porta aberta à “coroação” do “rei do Norte”.Burnham promete rutura à esquerda, mas terá de unir fações trabalhistas