O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez. EPA / J.J. GUILLEN

Sánchez admite que navios marroquinos entraram em águas de Ceuta em julho

Líder espanhol reconheceu a coincidência em termos temporais, mas não quis relacionar a entrada das embarcações marroquinas em águas espanholas com a chegada dos imigrantes a Ceuta.
Publicado a: 
Atualizado a: 

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, avançou esta segunda-feira que navios marroquinos entraram em águas de Ceuta na altura da chegada em massa de mais de 80 mil migrantes à cidade autónoma nos dias 30 e 31 de julho, mas classificou o episódio como um "facto pontual" e celebrou o progressivo regresso à normalidade na cidade autónoma de Espanha no norte de África, que será visitada esta terça-feira pelos reis Felipe VI e Letizia.

O El País havia noticiado que uma fragata e vários navios-patrulha da Marinha de Marrocos tinham entrado nas águas de Ceuta sem aviso prévio.

O líder do governo admitiu ainda que aqueles foram "dias muito intensos" e, embora reconheça a coincidência em termos temporais, não quis relacionar a entrada das embarcações marroquinas em águas espanholas com a chegada dos imigrantes a Ceuta vindos de Marrocos. E sublinhou que a questão dos barcos se resolveu graças a uma comunicação "muito fluida" entre as Marinhas dos dois países.

Sánchez notou ainda que entre países vizinhos acontecem estes "factos pontuais" e que a situação não se repetiu desde então.

Sobre a visita dos reis esta terça-feira a Ceuta (e na quarta-feira a Melilla), o primeiro-ministro espanhol assinalou que marca um regresso à normalidade e sublinhou que esta trata-se de uma viagem a "cidades espanholas", em resposta à crise diplomática causada em 2007 aquando da visita de Juan Carlos à duas cidades autónomas disputadas por Marrocos.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.
Desmantelado último acampamento de migrantes em Ceuta antes da visita do rei Felipe VI
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.
Delegado do governo espanhol em Ceuta demite-se dois meses após crise migratória
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.
Serviços de informação espanhóis deram alerta na véspera da entrada maciça de migrantes em Ceuta
Diário de Notícias
www.dn.pt