Kiev iniciou a sua incursão na região russa de Kursk no passado dia 6.
Kiev iniciou a sua incursão na região russa de Kursk no passado dia 6.TATYANA MAKEYEVA / AFP

Rússia nega estar a negociar com a Ucrânia

Kiev garante ter atingido uma segunda ponte em Kursk. Moscovo diz estar a avançar em direção à cidade ucraniana de Pokrovsk.
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Moscovo negou este domingo a informação de que a incursão da Ucrânia em solo russo teria prejudicado as negociações indiretas com Kiev com vista à suspensão dos ataques a alvos energéticos, garantido à Reuters que não existiram conversações entre as duas partes sobre instalações civis.

A existência destas negociações foi avançada no sábado pelo The Washington Post, com o jornal norte-americano a noticiar que Rússia e Ucrânia iriam enviar delegações ainda este mês ao Qatar para tentar chegar a uma trégua parcial nos ataques às instalações energéticas de ambos os lados. Uma tentativa que, escreveu ainda o Post, teria caído por terra devido à incursão de Kiev na região russa de Kursk, lançada no passado dia 6.

Comentando esta notícia em declarações à Reuters, Maria Zakharova, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, garantiu que “ninguém interrompeu nada porque não havia nada para interromper”. “Não houve negociações diretas ou indiretas entre a Rússia e o regime de Kiev sobre a segurança de instalações civis críticas”, acrescentou Zakharova.

Do lado da Ucrânia, segundo o Post, as informações são de que o encontro em Doha terá sido adiado devido à situação no Médio Oriente - de recordar que o Qatar é um dos três mediadores das negociações entre Israel e o Hamas - e que teria sido reagendado para a próxima quinta-feira num formato de videoconferência. 

Depósito atingido

No terreno, a Ucrânia afirmou este domingo ter destruído uma segunda ponte estratégica na região russa de Kursk, enquanto o Exército russo assegurava continuar o seu avanço em direção à cidade de Pokrovsk, importante para a logística das tropas de Kiev. 

“A força aérea continua a privar o inimigo de capacidades logísticas graças a ataques aéreos de precisão”, declarou o comandante da força aérea ucraniana, Mikola Oleschuk, publicando um vídeo do ataque no Telegram. Oleschuk não especificou quando o ataque ocorreu, mas parece ter afetado uma ponte sobre o rio Seim, a cerca de 15 quilómetros a norte da fronteira.

Paralelamente à sua ofensiva, a Ucrânia continua a tentar interromper o abastecimento das forças de Moscovo em território russo. Na noite de sábado, atacou com drones um depósito de petróleo na região de Rostov, no sul da Rússia. Segundo o governador regional, Vasili Golubev, “as defesas aéreas repeliram o ataque”, mas “como resultado da queda de escombros nas instalações de armazenamento industrial na cidade de Proletarsk, ocorreu um incêndio”.

Moscovo reiterou este domingo que está a “repelir” os ataques ucranianos graças ao envio de reforços e causando baixas significativas ao inimigo. 

ana.meireles@dn.pt

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