A Agência Internacional de Energia (AIE) alertou esta quarta-feira que as reservas mundiais de petróleo estão a esgotar-se "a um ritmo recorde" em resultado das quebras no abastecimento, uma consequência das perturbações nos fluxos através do estreito de Ormyz, causadas pela guerra no Irão."Os produtores e consumidores estão a reagir aos sinais do mercado, com as exportações de petróleo bruto do Atlântico a dispararem e as refinarias a reduzirem a produção", indica o organismo numa publicação nas redes sociais sobre o relatório mensal do mercado de petróleo da AIE."O mundo está a esgotar as reservas de petróleo a um ritmo recorde, à medida que os países importadores enfrentam perturbações sem precedentes no abastecimento do Médio Oriente", referiu a AIE no relatório mensal sobre o mercado petrolífero. "A rápida redução das reservas, num contexto de perturbações contínuas, pode prenunciar futuros picos de preços", alertou.No relatório, é referido que a Agência Internacional de Energia baixou a previsão da procura mundial de petróleo para este ano para 104 milhões de barris por dia, devido ao impacto económico da guerra e ao encerramento do estreito de Ormuz.Uma descida que representa menos 1,3 milhões de barris por dia do que a projeção anterior.A maior descida da procura irá ocorrer no segundo trimestre deste ano, altura em que se prevê que caia em 2,45 milhões de barris diários, indica a AIE no documento..AIE desce previsão da procura mundial de petróleo para 2026 para 104 milhões de barris por dia .O ministro da Defesa de Itália, Guido Crosetto, anunciou esta quarta-feira que a Marinha italiana tem dois navios caça-minas a caminho da região do Golfo. As duas embarcações estão a aproximar-se do estreito de Ormuz para uma eventual missão internacional, no caso de um acordo para pôr fim à guerra no Irão. Só nesse caso é que os dois navios seriam utilizados, disse o ministro."Caso a paz se instale, demoraria quase um mês de navegação para que todas as unidades das nações aliadas chegassem ao Golfo", justificou Crosetto numa audição no parlamento italiano."Por precaução, estamos a providenciar para que dois caça-minas sejam posicionados relativamente perto do Estreito: inicialmente no Mediterrâneo Oriental, depois no Mar Vermelho, no âmbito de missões em curso, como as missões Mediterraneo Sicuro e Aspides, dentro do quadro autorizado da missão internacional da Itália", informou o governante, citado pela agência de notícias Ansa.Um eventual envolvimento de Itália numa coligação internacional para uma missão no estreito de Ormuz só poderá acontecer com a aprovação dos deputados, disse o ministro. "Não queremos pedir autorização para uma nova missão militar no Golfo, mas queremos partilhar o compromisso do governo com a paz e o caminho que poderá conduzir ao nosso envolvimento na coligação internacional", disse o vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, segundo a Ansa. "Este envolvimento, sublinho, só ocorreria após a cessação definitiva das hostilidades", sublinhou..O Ministério da Saúde do Líbano informou esta quarta-feira que os ataques israelitas que atingiram dois carros numa autoestrada no sul do país fizeram oito mortos. Em comunicado, o ministério indica que "os três ataques" que visaram uma autoestrada no sul do Líbano, "especificamente em Barja, Jiyeh e Saadiyat, resultaram em oito vítimas mortais, incluindo duas crianças"..O Governo iraniano ameaçou hoje que os Estados Unidos “devem esperar uma repetição das suas derrotas passadas no campo de batalha” se não aceitarem a proposta de paz apresentada por Teerão.“Se o inimigo não ceder às justas exigências do Irão através dos canais diplomáticos, deve esperar uma repetição das suas derrotas passadas no campo de batalha”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa iraniano, Reza Talaei-Nik, sublinhando que “se estes direitos razoáveis e definitivos não forem alcançados, o inimigo não conseguirá livrar-se do pântano em que está preso”.Talaei-Nik enfatizou que qualquer agressão futura será respondida com uma resposta "decisiva e final", afirmando ainda que "a retirada repetida de navios norte-americanos da zona de conflito demonstra a determinação e a capacidade das Forças Armadas iranianas", segundo a televisão iraniana Press TV.As declarações de Talaei-Nik surgiram depois de o presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, ter declarado na terça-feira que o curso de ação "mais racional" e benéfico para Teerão é "completar a vitória no campo de batalha" através de um processo de negociação com Washington, quando as conversações entre as partes estão paralisadas.Por sua vez, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, disse que "não há alternativa" para o fim da guerra a não ser que os Estados Unidos aceitem a proposta apresentada por Teerão, antes de alertar que qualquer outra opção "só levará a um fracasso após o outro", após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter classificado o documento apresentado por Teerão como "totalmente inaceitável".Os Estados Unidos e o Irão estão num processo de diálogo mediado pelo Paquistão, embora as divergências entre as suas posições tenham impedido, até ao momento, um segundo encontro em Islamabad, cidade que acolheu a primeira reunião presencial após o acordo de cessar-fogo assinado em 8 de abril, posteriormente prorrogado indefinidamente por Trump.Lusa.Ataques aéreos israelitas atingiram esta quarta-feira dois automóveis na autoestrada de Jiyyeh, no sul do Líbano, informou a agência nacional notícias libanesa (NNA).Até ao momento, não há informações sobre possíveis vítimas. Segundo a NNA, ataques aéreos israelita visaram esta manhã a área entre as cidades de Braachit e Shaqra, em Bint Jbeil, e na cidade de Majdal Zoun, em Tyre . .Antes de partir para a China, onde deverá chegar ao início da tarde desta quarta-feira, o presidente dos EUA foi questionado sobre os impactos na guerra no Irão. Afirmou que o foco nas negociações é não permitir que o regime iraniano tenha armamento nuclear. "Não penso na situação financeira dos americanos", disse aos jornalistas sobre as negociações com Teerão. "Só penso numa coisa. Não podemos deixar o Irão ter uma arma nuclear. Mais nada", vincou o presidente norte-americano. .O Infarmed pediu aos agentes económicos do setor do medicamento que avaliem potenciais riscos indiretos da guerra no Médio Oriente nas cadeias de fornecimento, assim como a dependência de fornecedores e matérias-primas.Segundo uma nota divulgada no ‘site’, o Infarmed pediu igualmente aos fabricantes, titulares, importadores, distribuidores por grosso e outros operadores que reforcem os mecanismos de monitorização dos níveis de ‘stock’ e da capacidade de fornecimento de produtos críticos e que comuniquem ao Infarmed “com a maior brevidade possível” quaisquer constrangimentos “atuais ou previsíveis” que possam comprometer a disponibilidade de medicamentos ou dispositivos médicos.Esta posição, segundo explica a informação divulgada, foi tomada após uma reunião, em abril, entre o Infarmed, a Associação Portuguesa das Empresas de Dispositivos Médicos (APORMED) e a Associação Portuguesa de Medicamentos pela Equidade em Saúde, que representa a indústria dos genéricos e biossimilares.A Autoridade do Medicamento e Produtos de Saúde admite que eventuais perturbações na região do Médio Oriente poderão ter impacto na continuidade do abastecimento de determinados produtos de saúde no mercado europeu, mas reforçou que, até meados de abril (a reunião foi dia 14), não tinham sido comunicadas roturas.O Infarmed manifestou ainda disponibilidade para “dar a máxima prioridade” à avaliação de processos relacionados com o registo de novos fabricantes, como consequência da situação de conflito no Médio Oriente, e pediu às empresas que apresentassem uma análise detalhada sobre os eventuais impactos associados a aumentos de preços.Adiantou que continuará a acompanhar “de forma próxima” a evolução da situação, mantendo a articulação com as instâncias europeias competentes e adotando, sempre que necessário, as medidas adequadas de prevenção, mitigação e gestão de risco para salvaguardar a continuidade do abastecimento e a proteção da saúde pública.Lusa.Um homem foi enforcado hoje no Irão depois de ter sido condenado por ligações aos serviços de informações israelitas, anunciou agência de notícias oficial do poder judicial, Mizan.Tratou-se da mais recente execução desde o início da guerra no Médio Oriente, que começou com um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, a 28 de Fevereiro.Desde o início da guerra, as detenções e execuções têm aumentado no Irão."Ehsan Afreshteh, espião treinado pelo Mossad no Nepal vendeu informações confidenciais a Israel, foi executado", informou a Mizan.De acordo com organizações de defesa dos direitos humanos, incluindo a Amnistia Internacional, o Irão é o país que mais frequentemente aplica a pena de morte depois da República Popular da China.Na segunda-feira, o Irão anunciou a execução de um estudante de engenharia aeroespacial suspeito de espionagem para os serviços de informação israelitas e norte-americanos.Na terça-feira um cidadão iraniano foi executado por envolvimento em atos considerados terroristas pelo regime de Teerão.Lusa.Bom dia,Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre a guerra no Irão, numa altura em que se mantém o impasse nas negociações entre Teerão e Washington para chegar a um acordo com vista ao fim do conflito. .Irão ameaça enriquecer urânio a 90% se for atacado. Reino Unido lança missão de segurança no estreito de Ormuz