Recuperados os corpos dos cinco mergulhadores italianos que morreram nas Maldivas
Os dois últimos corpos do grupo de cinco mergulhadores que morreram nas Maldivas foram recuperados, segundo informou esta quarta-feira, 20 de maio, um porta-voz do governo local.
"Uma identificação preliminar confirmou as identidades dos italianos e os trabalhos vão continuar para confirmar através de ADN com a Interpol e outros parceiros", disse o porta-voz Mohamed Hussain Shareef à Reuters.
O grupo de cinco mergulhadores morreu depois de entrar numa gruta em águas profundas na semana passada, tendo obtido a autorização necessária para pesquisar corais moles no canal Devana Kandu, um dos principais pontos de mergulho do atol Vaavu.
Desconhece-se ainda as circunstâncias em que ocorreram as mortes, já que se tratavam de mergulhadores experientes, embora na altura do mergulho as condições meteorológicas fossem adversas.
O grupo era liderado por Monica Montefalcone, de 51 anos, professora na Universidade de Génova e ecologista marinha, que mergulhava regularmente nas águas das Maldivas, no Oceano Índico, e incluía também a sua filha, Giorgia Sommacal. O corpo do instrutor do grupo, Gianluca Benedetti, foi recuperado na sexta-feira, e os restos mortais de outros dois mergulhadores foram recuperados na terça-feira, depois de uma equipa especializada da Finlândia se ter juntado ao resgate.
Os corpos dos cinco mergulhadores serão repatriados para Itália.
As autoridades das Maldivas estão a investigar várias possíveis causas para as suas mortes, incluindo se o grupo desceu a uma maior profundidade do que deveria.
No ´sbado, um mergulhador da Força de Defesa Nacional das Maldivas que participava nas buscas morreu de doença descompressiva subaquática.

