Mergulhador militar das Maldivas morreu ao tentar resgatar corpos de quatro italianos
FOTO: SOPHIA NASIF/EPA

Mergulhador militar das Maldivas morreu ao tentar resgatar corpos de quatro italianos

Condições climáticas adversas estão a dificultar resgate. Informações do governo das Maldivas dão conta que, até ao momento, só foi encontrado o corpo do instrutor de mergulho, Gianluca Benedetti.
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Um mergulhador das Forças de Defesa Nacional das Maldivas morreu este sábado, 16 de maio, de doença descompressiva subaquática após uma tentativa de resgatar os corpos dos quatro italianos que desapareceram após um mergulho no mar deste país, avança a Associated Press.

As autoridades das Maldivas admitem que os corpos possam estar no interior de uma caverna subaquática. O militar socorrista Mohamed Mahudhee faleceu no hospital.

Esta operação deveu-se à morte de cinco italianos que, na última quinta-feira, faziam mergulho no Atol de Vaavu, a 50 metros de profundidade. Um dos corpos foi recuperado e identificado pelo governo das Maldivas como sendo do instrutor de mergulho, Gianluca Benedetti.

O porta-voz presidencial das Maldivas, Mohammed Hussain Shareef, sublinhou que “esta morte demonstra a dificuldade da missão”. As condições climáticas adversas têm dificultado os trabalhos de resgate. Sublinhe-se que o limite para mergulho recreativo nas Maldivas é 30 metros.

Os socorristas tinham preparado um plano com base na exploração da caverna realizada sexta-feira. Mahudhee fazia parte do grupo que apresentou o plano de resgate ao presidente das Maldivas, Mohamed Muizzu. 

O ministro das Relações Exteriores da Itália já afirmou que tudo será feito para trazer as vítimas de regresso a casa. O ministério está a trabalhar com a Divers Alert Network, organização especializada em mergulho, para apoiar as operações de resgate e a repatriação dos corpos.

Monica Montefalcone, professora associada de ecologia da Universidade de Génova, a sua filha, Giorgia Sommacal, o biólogo marinho Federico Gualtieri, a pesquisadora Muriel Oddenino e o instrutor de mergulho Gianluca Benedetti são as cinco vítimas.

Segundo informou sexta-feira a Universidade de Génova, Monica Montefalcone e Muriel Oddenino estavam nas Maldivas numa missão científica oficial para monitorizar ambientes marinhos e estudar os efeitos das mudanças climáticas na biodiversidade tropical.

No entanto, a atividade de mergulho durante a qual ocorreu o acidente fatal não fazia parte da pesquisa e foi “realizada de forma privada”, afirmou a universidade.

A estudante Giorgia Sommacal e o recém-formado biólogo marinho Federico Gualtieri não integravam a missão científica.

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