Hillary Clinton foi ouvida por uma comissão da Câmara dos Representantes sobre Jeffrey Epstein.
Hillary Clinton foi ouvida por uma comissão da Câmara dos Representantes sobre Jeffrey Epstein. EPA / Olga Fedorova

“Quero que a verdade venha à tona”. Hillary Clinton foi ouvida mais de seis horas sobre Jeffrey Epstein

O antigo presidente Bill Clinton será ouvido esta sexta-feira sobre o mesmo tema pelos congressistas da Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes.
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Depois de ter sido ouvida durante mais de seis horas à porta fechada pelos congressistas da Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes, Hillary Clinton disse aos jornalistas na quinta-feira à noite que “quer ver a verdade vir à tona" sobre o caso Epstein. Esta sexta-feira, 27 de fevereiro, é a vez do Bill Clinton ser ouvido.

Em frente ao Centro de Artes de Chappaqua, a cidade no Estado de Nova Iorque onde o casal mora, a antiga secretária de Estado elogiou o presidente da comissão, o republicano James Comer, por levantar uma série de questões importantes sobre a natureza da investigação e por ouvi-la sobre as áreas que a democrata considera que precisam de ser exploradas.

"Agradeci isso. Quero que a verdade venha à tona, então essa foi uma maneira tranquilizadora de encerrar um depoimento muito longo e repetitivo", disse no final da audição.

A antiga primeira-dama confirmou que respondeu repetidamente à mesma pergunta dos congressistas sobre se conhecia o criminoso sexual. "Não sei quantas vezes tive que dizer que não conhecia Jeffrey Epstein", declarou, afirmando que o marido havia encerrado as ligações com Epstein antes que os abusos sexuais cometidos pelo magnata se tornassem conhecidos. E disse ter a certeza que o antigo presidente dos EUA não sabia nada sobre os crimes de Jeffrey Epstein.

Como já havia afirmado publicamente, Clinton disse aos congressistas que conhecia Ghislaine Maxwell – a cumprir 20 anos de prisão por tráfico sexual de adolescentes em ligação com os crimes de Epstein – “casualmente como uma conhecida”, tendo acrescentando que a britânica “foi como acompanhante, convidada de alguém que foi convidado” para o casamento da sua filha Chelsea Clinton em 2010.

Hillary Clinton criticou ainda os republicanos, que controlam o Congresso, por se terem "recusado a realizar uma audição pública", obrigando-a a descrever o seu depoimentos, mais tarde, aos jornalistas. Nesse sentido, tinha também publicado nas redes sociais a declaração inicial que iria ler perante os congressistas.

Falando também aos jornalistas após a audição, o republicano James Comer, presidente da Comissão de Supervisão da Câmara, disse iria tentar divulgar o vídeo do testemunho de Clinton num espaço de 24 horas. Comer descreveu a audição como tendo sido “produtiva” e que “aprendeu muito”, mas que Hillary Clinton encaminhava frequentemente as perguntas para o marido. “Temos muitas perguntas para o marido dela amanhã [esta sexta-feira]”, acrescentou o republicano.

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