Os protestos no Irão são contra o elevado custo de vida, mas nas palavras de ordem nas ruas o que se ouve são apelos à queda do regime dos ayatollahs, com gritos de "Javid Shah", que significa "vida longa ao xá", e "Pahlavi vai voltar".Reza Pahlavi, de 65 anos, é o filho mais velho de Mohammad Reza Pahlavi, o último xá do Irão, que morreu no Egito um ano depois de ter sido derrubado na revolução liderada pelo ayatollah Khomeini em 1979."Meus compatriotas, tomastes as ruas nas vossas próprias mãos. Estou convosco. A vitória é nossa porque a nossa causa é justa e porque estamos unidos", escreveu Pahlavi no X no dia 29 de dezembro. Desde então, as mensagens de apoio aos manifestantes têm sido diárias.."A vossa presença nas ruas de todo o Irão acendeu a chama de uma revolução nacional. A continuidade e a expansão desta presença, bem como a tomada do controlo das ruas, são hoje a nossa principal e vital prioridade", escreveu no dia 30, apelando a uma greve geral.Pahlavi foi nomeado príncipe herdeiro em 1967, após a coroação do pai - que apesar de ter modernizado o Irão e da proximidade com o Ocidente, governava de forma autocrática suprimindo qualquer dissidência. Quando a Revolução Islâmica derrubou o pai, tinha apenas 18 anos..Irão envia carta ao líder da ONU em protesto contra ingerência de Donald Trump. Desde o exílio (tem vivido a maior parte do tempo nos EUA, depois de passagens iniciais pelo Egito e Marrocos), Pahlavi tem sido um crítico do regime iraniano, defendendo um Irão democrático e secular. Não pretende restaurar a monarquia (em 2013, fundou o "Conselho Nacional do Irão por Eleições Livres"), mas para muitos da diáspora iraniana e da oposição tem um papel simbólico a desempenhar e pode ser um potencial líder durante a transição."O atual regime chegou ao fim da linha. Encontra-se no seu momento de maior fragilidade: fraco, profundamente dividido e incapaz de abafar a coragem de uma nação em ascensão. Os crescentes protestos demonstram que este ano será o momento decisivo para a mudança", indicou no dia 31, apelando à comunidade internacional para apoiarem o Irão não apenas com palavras, mas ações.Pahlavi também lembrou aqueles que já morreram nos protestos – terão sido sete. "Aqueles que foram mortos por este regime nos últimos dois dias são verdadeiros heróis desta terra. Os seus nomes e memórias viverão para sempre na nossa consciência nacional", afirmou, apelando aos "corajosos compatriotas" para que se mantenham "unidos" e "focados no objetivo", prevendo que "a vitória será nossa"..Trump ameaça atacar Irão para "socorrer" manifestantes. Teerão já respondeu.Depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçar atacar o Irão se mais manifestantes forem mortos, Pahlavi agradeceu a sua "forte liderança e apoio" nas redes sociais. "Enquanto [os iranianos] arriscam a vida para pôr fim aos 46 anos de caos e terror deste regime, enviam-me com uma responsabilidade e uma mensagem: procurar a relação que o Irão outrora teve com os Estados Unidos, a relação que trouxe paz e prosperidade ao Médio Oriente", indicou no X. "Tenho o plano para uma transição estável para o Irão e o apoio do meu povo para o concretizar. Com a sua liderança do mundo livre, podemos deixar um legado de paz duradoura", acrescentou..Depois de Israel ter iniciado os seus ataques ao Irão, em junho do ano passado, Pahlavi intensificou os seus apelos à mudança de regime, confiante de que a República Islâmica que derrubou o pai tinha chegado ao fim. Mas os ataques israelitas contra o programa nuclear iraniano acabaram, depois de os EUA terem também eles próprios bombardeado instalações nucleares do Irão, e a situação não mudou..14 bombas fura 'bunker', 7 bombardeiros furtivos e dezenas de mísseis. O que os EUA usaram no ataque ao Irão.Mas agora que os iranianos voltaram a sair às ruas em protesto, manifestando-se contra a hiperinflação, a desvalorização da moeda ea estagnação económica, Pahlavi voltou a intensificar os seus esforços desde o exílio..Elevado custo de vida leva iranianos a protestos apoiados pelo presidente