Trump falava na Irlanda, à entrada para um jogo de golfe.
Trump falava na Irlanda, à entrada para um jogo de golfe.NEIL HALL / EPA

"Quem ganhar a IA, vence." Trump rejeita travar corrida tecnológica e aponta ameaça de Pequim

Presidente dos EUA desvaloriza apelos de líderes do setor e insiste que abrandar o desenvolvimento da Inteligência Artificial colocaria em causa a liderança americana face à China.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recusou este domingo (13 de setembro) qualquer travagem no ritmo de desenvolvimento da inteligência artificial (IA), justificando esta posição com a disputa geopolítica contra a China.

Em declarações aos jornalistas durante uma deslocação ao seu clube de golfe em Doonbeg, na Irlanda, o líder norte-americano desvalorizou os alertas recentes emitidos pelas principais tecnológicas e afirmou categoricamente que os Estados Unidos não podem abdicar da dianteira global: "Estamos a liderar face à China na IA. Somos o país mais sofisticado do mundo e, francamente, quero que continue assim porque quem ganhar a IA, vence."

O presidente dos EUA insistiu que a supremacia norte-americana nesta tecnologia é determinante para o domínio económico e estratégico à escala mundial.

Esta tomada de posição surge na sequência de um movimento inédito de convergência entre executivos de topo do setor. No sábado, Elon Musk (xAI) e Sam Altman (OpenAI) manifestaram apoio público à proposta lançada por Dario Amodei, líder da Anthropic, no sentido de abrandar temporariamente a evolução das capacidades dos modelos para reforçar os mecanismos de segurança e avaliação independente, após vários incidentes técnicos registados nos últimos meses.

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Questionado sobre estes apelos, o chefe de Estado norte-americano descartou os cenários de risco iminente, atribuindo os avisos a vozes que procuram travar o progresso nacional. "Há muitas forças negativas a falar sobre isto que não o deviam fazer, e estão a falar sobre coisas que não vão acontecer", declarou.

Apesar de ter admitido de forma vaga que a administração federal poderia vir a implementar balizas de segurança — "podemos colocar guardrails, podemos fazer isto e aquilo..." —, Trump reiterou que a sua prioridade absoluta continuará a ser a manutenção da liderança tecnológica de Washington.

O argumento da rivalidade com a China tem sido o principal pilar da estratégia da Casa Branca para recusar moratórias ou entraves burocráticos ao treino de grandes modelos e à expansão de centros de dados em território norte-americano.

Este domingo, no fim da cimeira dos BRICS, o presidente chinês, XI Jinping, prometeu acelerar o desenvolvimento tecnológico, muito especialmente em Inteligência Artificial, aos parceiros deste bloco do auto-intitulado Sul global.

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