Presidente da Rússia, Vladimir Putin
Presidente da Rússia, Vladimir PutinEPA/VYACHESLAV PROKOFYEV/SPUTNIK/KREMLIN POOL MANDATORY CREDIT

Putin e Netanyahu conversam sobre Irão, com Rússia a oferecer-se para ajudar na mediação

O presidente russo manifestou-se "a favor da intensificação dos esforços políticos e diplomáticos com o objetivo de garantir a estabilidade e a segurança" no Médio Oriente, disse o Kremlin.
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O Médio Oriente, incluindo o Irão, foi tema na conversa telefónica desta sexta-feira, 16 de janeiro, entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

De acordo com o Kremlin, citado pela Reuters, Putin ofereceu a ajuda da Rússia para a mediação em relação ao Irão, onde mais de duas mil pessoas terão morrido nos protestos que têm sido fortemente reprimidos pelas autoridades iranianas.

Na conversa com Netanyahu, o presidente russo manifestou-se "a favor da intensificação dos esforços políticos e diplomáticos com o objetivo de garantir a estabilidade e a segurança da região", segundo um comunicado do Kremlin.

"O lado russo confirmou o seu compromisso em continuar os esforços de mediação e promover um diálogo construtivo envolvendo todas as partes interessadas", indicou Moscovo.

Putin e Netanyahu concordaram em manter os contactos a vários níveis, referiu ainda o Kremlin, numa altura em que tem subido de tom a tensão entre o Irão e os EUA, com ameaças mútuas.

O presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou Teerão com uma possível intervenção militar no país devido à violenta repressão contra os milhares de manifestantes que têm participado em vários protestos. Já o Irão avisou os EUA que irão atacar as bases norte-americanas caso sejam alvo de um ataque.

Trump, no entanto, parece ter recuado nas ameaças quando anunciou, na quarta-feira à noite, ter sido informado “por fontes muito importantes” que “os massacres chegaram ao fim”. “Vamos observar e ver qual será o próximo passo", declarou na sua rede social, a Truth Social.

A instabilidade da região levou o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) a determinar o encerramento temporário da Embaixada de Portugal no Irão, "tendo oito cidadãos nacionais já abandonado território iraniano".

"Alguns cidadãos encontram-se em processo de saída do país (com diligências reservadas por motivos de segurança) e os restantes dez cidadãos nacionais (sete dos quais detêm dupla nacionalidade (portuguesa e iraniana) quiseram permanecer no país", informou o ministério tutelado por Paulo Rangel.

O MNE desaconselhou todas e quaisquer viagens ao Irão "em face do vigente contexto de tensão e da situação de conflito armado latente na região, o que resulta em significativo risco securitário"

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