Primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu
Primeiro-ministro israelita, Benjamin NetanyahuEPA/RONEN ZVULUN

Presidente de Israel chama Netanyahu e procuradores para acordo no caso de corrupção

Isaac Herzog acredita que os esforços para chegar a um acordo "devem ser esgotados primeiro" antes de poder considerar o pedido de perdão de Netanyahu em relação ao caso de corrupção em curso.
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O presidente de Israel, Isaac Herzog, convocou esta terça-feira, 28 de abril, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e os procuradores, para intermediar um acordo para pôr fim ao caso de corrupção em curso contra o chefe do Governo.

O gabinete do presidente Herzog emitiu o convite dias depois de anunciar que não iria decidir sobre o pedido de perdão de Netanyahu e, em vez disso, instaria as partes a chegarem a um acordo.

O convite para a ida à residência oficial, assinado pelo conselheiro jurídico de Herzog, refere que o presidente acredita que os esforços para chegar a um acordo "devem ser esgotados primeiro" antes de poder considerar o pedido de perdão.

O documento diz que o objetivo é que as discussões decorram "de coração aberto e sincera boa intenção" e pede uma resposta até domingo.

Em novembro, Netanyahu pediu a Herzog que cancelasse o seu julgamento, dizendo que a retirada das acusações ajudaria a unificar o país.

O presidente dos EUA, Donald Trump, fez vários apelos a Herzog para que encerrasse o julgamento.

Netanyahu é acusado de abuso de confiança, fraude e aceitação de subornos em três processos distintos, nos quais é acusado de trocar favores com associados ricos. O chefe do Governo nega todas as acusações.

O julgamento arrasta-se há seis anos e dividiu profundamente a opinião pública israelita.

Netanyahu e os seus apoiantes alegam que é vítima de uma perseguição política orquestrada pelos media, polícia e procuradores.

Não houve comentários imediatos do gabinete de Netanyahu nem da Procuradoria-Geral.

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