Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel.
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel.EPA/RONEN ZVULUN

Julgamento de Netanyahu por corrupção novamente adiado

Advogado do primeiro-ministro israelita alegou questões de segurança.
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O depoimento do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, no julgamento por corrupção foi esta segunda-feira, 27 de abril, novamente adiado por motivos de segurança, noticiou a imprensa de Israel.

O depoimento do primeiro-ministro, que estava previsto ser retomado esta segunda-feira após um adiamento relacionado com a guerra de Israel contra o Irão, foi suspenso uma hora antes do início, devido a "preocupações de segurança" evocadas pelo advogado, Amit Hadad.

De acordo com os meios de comunicação israelitas Canal 12 e Ynet, que citaram o advogado de Netanyahu, não foi ainda anunciada a nova data para a continuação do julgamento do primeiro-ministro.

Netanyahu solicitou formalmente um indulto ao presidente israelita, Isaac Herzog, a 30 de novembro do ano passado.

No domingo, Herzog afirmou que não vai analisar o pedido até que as tentativas de chegar a um acordo extrajudicial com a acusação se esgotem.

Antes da guerra com o Irão, o primeiro-ministro israelita comparecia em tribunal três vezes por semana para o julgamento dos casos de alegada corrupção em que está envolvido.

Benjamin Netanyahu enfrenta três processos judiciais: dois casos por fraude e abuso de confiança, e um caso de corrupção considerado grave.

Este último relaciona-se com alegados favores concedidos pelo primeiro-ministro — quando ainda era ministro das Comunicações — ao empresário Shaul Elovich, que controlava a empresa de telecomunicações Bezeq e o portal Walla News, em troca de uma cobertura mediática favorável.

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel.
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