Pete Hegseth será primeiro alvo dos democratas em caso de viragem no Congresso
Caso o seu partido conquiste a maioria na Câmara dos Representantes nas eleições intercalares de amanhã, os democratas das Comissões das Forças Armadas da Câmara e do Senado estão a planear investigações sobre a guerra dos EUA contra o Irão. O que torna Pete Hegseth o seu principal alvo.
O objetivo é pressionar o secretário da Defesa sobre a decisão de entrar em guerra, a forma como tem sido conduzida e porque a administração tem evitado consultar o Congresso, sobretudo porque os congressistas e senadores ainda não receberam um relatório completo sobre o custo do conflito.
Com as sondagens a darem como muito provável que os democratas recuperem o controlo da Câmara dos Representantes, sendo menos certo que consigam a maioria no Senado, o secretário da Defesa - ou secretário da Guerra, como foi renomeado pelo presidente Donald Trump - corre sérios riscos de ser o primeiro membro da Administração alvo de um processo de impeachment.
E há quem não esteja disposto a esperar pela posse do novo Congresso, em janeiro. O congressista republicano Thomas Massie prometeu forçar uma votação para a destituição de Hegseth mal a Câmara dos Representantes retome os trabalhos após as intercalares. Se os republicanos perderem a maioria, Massie acredita que é possível conseguir os votos necessários para o impeachment, que requer apenas uma maioria simples. Um processo que, no entanto, exige depois o voto de dois terços no Senado, esse sim, bem mais difícil de obter.
“Os membros do Congresso que não vão regressar, que são republicanos, poderão sentir-se compelidos a votar de acordo com a sua consciência quando já não estiverem preocupados em ter o apoio de Trump ou do Partido Republicano para a sua reeleição”, disse Massie à CNN.
Uma fonte familiarizada com a posição dos republicanos confirmou à CNN que a tentativa de destituição está a ser levada a sério e que existe a possibilidade real de alguns republicanos votarem a favor, tendo-se muitos mostrado frustrados com Hegseth e com o Pentágono.
Apesar destas “ameaças de caça às bruxas infundadas”, o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, disse ao Washington Post que Hegseth está “100% empenhado” em liderar o Departamento de Defesa “até ao fim” do mandato do presidente Trump e em levar por diante a agenda do presidente.

