Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros.
Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros.FOTO: TIAGO PETINGA/LUSA

Paulo Rangel diz que Cisjordânia está sob "verdadeiro cerco"

Ministro dos Negócios Estrangeiros recebeu a homóloga palestiniana, Varsen Shahin, no Palácio da Necessidades.
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O chefe da diplomacia portuguesa considerou esta segunda-feira, 14 de setembro, que as instituições palestinianas na Cisjordânia estão sujeitas a “um verdadeiro cerco” e a população está sob “uma pressão enorme”, reiterando a condenação dos planos israelitas de expansão dos colonatos.

“Estamos a falar de um verdadeiro cerco. Há um conjunto de instituições palestinianas que permitiam, apesar de tudo, manter alguma funcionalidade da Autoridade Palestiniana e da sua sociedade civil”, afirmou Paulo Rangel, numa declaração à imprensa com a homóloga palestiniana, Varsen Shahin, que recebeu no Palácio da Necessidades.

Paulo Rangel salientou que a situação na Cisjordânia “é, de facto, uma situação difícil”.

“Para além de várias mortes, tem havido uma pressão enorme sobre a população. A economia não funciona, os impostos que pertencem à Palestina e eram arrecadados por Israel continuam sem ser entregues. Isso está a criar uma enorme paralisia. Significa 65% das receitas que a Palestina teria para cobrir as suas despesas e, portanto, é de facto um estrangulamento enorme”, descreveu.

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