'Baratas' voltaram a protestar em Nova Deli.
'Baratas' voltaram a protestar em Nova Deli. Foto: RAJAT GUPTA/EPA

Os "baratas" voltam às ruas na Índia em protestos contra Comissão Eleitoral. Veja as imagens

Movimento liderado por jovens nasceu como sátira nas redes sociais e ganhou projeção nacional este ano. Contestação exige agora a demissão do chefe da Comissão Eleitoral, Gyanesh Kumar.
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Os "baratas" estão de volta às ruas da Índia. O movimento liderado sobretudo por jovens, que nasceu como sátira nas redes sociais e se transformou num grupo de pressão política, intensifica esta sexta-feira, 2 de outubro, a contestação à Comissão Eleitoral do país.

Protestos na Índia nesta sexta-feira, 3 de outubro.
Protestos na Índia nesta sexta-feira, 3 de outubro.RAJAT GUPTA
Polícia detém homem em protestos em Nova Deli.
Polícia detém homem em protestos em Nova Deli. Foto: RAJAT GUPTA/EPA

Conhecido oficialmente como Cockroach Janta Party (CJP), o grupo convocou uma manifestação em Mumbai para exigir a demissão do chefe da Comissão Eleitoral, Gyanesh Kumar, no meio da polémica em torno da revisão dos cadernos eleitorais.

Narendra Modi,  primeiro-ministro indiano, é satirizado por manifestantes em Nova Deli.
Narendra Modi, primeiro-ministro indiano, é satirizado por manifestantes em Nova Deli. Foto: RAJAT GUPTA/EPA
Detenção em Nova Deli.
Detenção em Nova Deli. Foto: RAJAT GUPTA/EPA

O CJP começou como um movimento satírico online, mas rapidamente ganhou dimensão política, sobretudo entre os jovens. Em julho, alcançou a primeira grande vitória depois de semanas de protestos por reformas na educação que culminaram na demissão do então ministro da Educação, Dharmendra Pradhan.

Agora, os "baratas" voltaram-se para o sistema eleitoral. A contestação tem como pano de fundo uma revisão dos cadernos eleitorais que a Comissão Eleitoral diz servir para retirar registos duplicados e eleitores inelegíveis.

Manifestante com cartaz da Federação Democrática da Juventude da Índia.
Manifestante com cartaz da Federação Democrática da Juventude da Índia.Foto: RAJAT GUPTA/EPA

Partidos da oposição e ativistas alegam, porém, que eleitores legítimos estão a ser excluídos e que o processo favorece o Bharatiya Janata Party (BJP), do primeiro-ministro Narendra Modi. Tanto o partido como a Comissão Eleitoral rejeitam as acusações.

A pressão sobre Gyanesh Kumar aumentou depois de o Indian Express noticiar que dois dos três membros da Comissão Eleitoral levantaram objeções pelo menos 14 vezes nos últimos dez meses a decisões relacionadas com a revisão dos cadernos eleitorais, incluindo registos, exclusões e segurança das listas.

Cartazes como 'Gyanesh Kumar assassinou a democracia' ganharam as ruas da capital indiana.
Cartazes como 'Gyanesh Kumar assassinou a democracia' ganharam as ruas da capital indiana. Foto: RAJAT GUPTA/EPA

A Comissão Eleitoral sustenta que as divergências fazem parte do processo normal de decisão e que as medidas adotadas são legais. Paralelamente, em Nova Deli, centenas de manifestantes concentraram-se esta sexta-feira (2) em Jantar Mantar para exigir a saída de Kumar.

Houve detenções e confrontos quando as autoridades tentaram impedir o acesso ao local, enquanto foram mobilizados canhões de água e equipamentos para lançamento de gás lacrimogéneo. O protesto na capital não foi organizado pelo CJP, mas contou com grupos estudantis, ativistas e membros da oposição.

Policiais indianos fazem cordão em manifestação nesta sexta-feira (2).
Policiais indianos fazem cordão em manifestação nesta sexta-feira (2).Foto: RAJAT GUPTA/EPA.

O CJP pretende levar a mobilização a várias cidades indianas ao longo de outubro, numa série de manifestações que deverá culminar em Nova Deli. Partidos da oposição também anunciaram novos protestos contra Kumar nos próximos dias.

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