Onda de calor ligada a mais de 5000 mortes na Alemanha, segundo instituto de saúde pública
A onda de calor que atingiu a Alemanha no fim do mês de junho está ligada às cerca de 5.120 mortes que se estimam ter sido devido aos efeitos das altas temperaturas, indicou o Instituto Robert Koch para a saúde pública citado pela Reuters.
Deste número, cerca de 4,270 tinham 75 ou mais anos de idade e a maioria eram mulheres, pelo facto de serem uma parte maior da população mais velha, acrescentam.
Estes números já se aproximam dos recordes nos últimos 10 anos. No ano inteiro de 2018, 8.400 pessoas morreram devido aos efeitos do calor. Os números aproximam-se ainda mais da situação em 2019, ano em que se registaram 6.900 mortes.
O mês de junho deste ano foi o mais quente desde que há registos na Europa Ocidental, de acordo com o Serviço de Mudanças Climáticas do Copernicus, programa de observação da União Europeia.
Em Portugal, a estimativa é de que 125 pessoas tenham morrido devido aos efeitos das ondas de calor de junho e início de julho, avançou o DN em exclusivo esta semana. Em Espanha, os números atingem os 1556 mortos desde o início da fase de vigilância pelas autoridades, em meados de maio, noticiou o jornal El Democrata, explicando que 496 óbitos foram só no mês de julho.
Já em França, apenas na semana entre 22 e 28 de junho, mais de duas mil pessoas morreram devido à onda de calor, segundos dados da Saúde Pública de França.

