Peter Magyar concede uma conferência de imprensa em Budapeste, Hungria
Peter Magyar concede uma conferência de imprensa em Budapeste, HungriaEPA/TIBOR ILLYES

"Não apoiamos uma via rápida para a adesão da Ucrânia à UE", avisa Péter Magyar

O homem que derrotou Viktor Orbán nas urnas, na Hungria, afirmou também que, se falar com o Presidente russo, Vladimir Putin, lhe pedirá para “parar a matança” na Ucrânia.
Publicado a
Atualizado a

O vencedor das eleições legislativas húngaras, Péter Magyar, afastou esta segunda-feira (13) uma adesão rápida da Ucrânia, um país em guerra, à União Europeia (UE) e afirmou que promoverá um referendo sobre a entrada de Kiev no bloco europeu.

“Não apoiamos uma via rápida para a adesão da Ucrânia”, comentou o líder do Tisza, em conferência de imprensa em Budapeste. Para Magyar, é “impossível que um país em guerra entre para a UE”.

Kiev deve submeter-se ao processo normal de adesão, como “todos os candidatos, e discutir os capítulos”, afirmou. “Se a Ucrânia o fizer, então a Hungria terá um referendo sobre isso e não será num futuro próximo”, comentou.

Kiev apresentou formalmente o pedido de adesão à UE em 28 de fevereiro de 2022, poucos dias depois do início da invasão russa. Tem estatuto de país candidato desde 23 de junho desse mesmo ano. Em meados de dezembro de 2023, o Conselho Europeu decidiu abrir as negociações formais de adesão à UE com a Ucrânia.

Péter Magyar afirmou também que, se falar com o Presidente russo, Vladimir Putin, lhe pedirá para “parar a matança” na Ucrânia.

“Acho que seria uma conversa muito curta”, comentou o líder do Tisza, que conquistou no domingo mais de dois terços do parlamento húngaro, derrotando o Fidesz do primeiro-ministro Viktor Orbán, há 16 anos no poder.

“Se Putin me ligar, vou atender o telefone e vou pedir-lhe para parar a matança e a guerra”, disse Magyar.

O líder do Tisza, que deverá ser o futuro primeiro-ministro da Hungria, disse ter registado que o Kremlin (presidência russa) tenha dito que respeita o resultado das eleições húngaras.

Apelo a António Costa para que países da UE "não forcem coisas"

Péter Magyar também avançou que pretende apelar ao presidente do Conselho Europeu, o ex-primeiro-ministro português António Costa, para que os membros da União Europeia “não forcem coisas uns aos outros”.

A Europa “tem o slogan ‘unidos na diversidade’”, disse. “Não temos de ter uma unidade de Estados europeus, os europeus não desejam isto”, defendeu.

Os cidadãos “querem nações funcionais e fortes e uma UE onde possam trabalhar, viajar, investir, e viver em paz”, defendeu.

Peter Magyar concede uma conferência de imprensa em Budapeste, Hungria
Novo PM húngaro Peter Magyar com 'supermaioria': "Recuperámos o nosso país"

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt