Um painel eletrónico exibe os mediadores paquistaneses das negociações
Um painel eletrónico exibe os mediadores paquistaneses das negociaçõesSOHAIL SHAHZAD/EPA

Irão. Negociações previstas para esta sexta-feira na Suíça foram canceladas

Casa Branca justificou o cancelamento com questões logísticas. JD Vance não viajou.
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As negociações entre os Estados Unidos e o Irão, previstas para esta sexta-feira, 19 de junho, na Suíça, para implementar um acordo de paz, foram canceladas.

A Suíça informou que as negociações não se iriam realizar, uma vez que o vice-presidente JD Vance desistiu de viajar para o país, aumentando a incerteza sobre a possibilidade de um cessar-fogo duradouro.

O ministério dos Negócios Estrangeiros suíço indicou que, apesar do contratempo, "os trabalhos preparatórios em Bürgenstock continuam" e o país segue totalmente preparado para acolher e facilitar as negociações.

Antes, a Casa Branca anunciou que, devido a problemas logísticos, a delegação norte-americana, liderada pelo vice-presidente J.D. Vance, já não partiria para a Suíça para se reunir com os negociadores iranianos.

"A logística destas negociações nunca foi simples ou previsível", disse o porta-voz da Casa Branca, em comunicado, na quinta-feira à noite.

O memorando de entendimemnto já foi assinado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, e pelo homólogo iraniano e as negociações iriam decorrer num prazo de 60 dias com vista a um acord de paz definitivo.

Ao longo desse período previa-se que as partes discutissem na Suíça os detalhes do acordo final, incluindo o programa nuclear do Irão e o destino do seu urânio enriquecido, em troca do levantamento de todas as sanções a Teerão e descongelamento dos ativos iranianos no exterior.

O memorando de entendimento prevê o fim do conflito em todas frentes, incluindo no Líbano entre Israel e o grupo xiita Hezbollah, aliado de Teerão, a reabertura do estreito de Ormuz ao tráfego marítimo comercial e o levantamento do bloqueio naval norte-americano aos portos do Irão, que pode desde já voltar a comercializar bens petrolíferos.

O cancelamento das negociações ocorreu num momento em que acontecem ataques mais violentos entre Israel e o Hezbollah.

Pelo menos 18 pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas numa nova vaga de bombardeamentos levados a cabo pelo exército israelita contra vários locais no sul do Líbano, segundo informou esta sexta-feira o Ministério da Saúde Pública libanês.

Por sua vez, as forças armadas de Israel anunciaram que nos combates no Líbano morreram quatro militares israelitas, o que levou o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, a dizer que “todo o Líbano deve arder”.

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