NATO promete mais apoio à Ucrânia após ataques de drones russos junto à fronteira com a Polónia
O secretário-Geral da NATO prometeu esta segunda-feira, 14 de setembro, mais apoio à Ucrânia após os ataques de drones russos junto à fronteira com a Polónia.
“Os ataques de ontem contra comboios na Ucrânia, perto do território da NATO, demonstram mais uma vez o desespero de Putin e também o seu desejo de semear o medo e o terror”, afirmou Mark Rutte na sede da aliança atlântica, em Bruxelas.
“A Rússia está a tornar-se cada vez mais imprudente à medida que continua a sua terrível guerra contra a Ucrânia", acrescentou, prometendo aumentar o apoio à Ucrânia e reforçar as defesas da aliança ao longo da extensa fronteira leste com a Rússia.
“Ele [Vladimir Putin] pensa que pode impedir-nos de apoiar a Ucrânia e que pode minar a nossa unidade. Está enganado”, vincou.
Antes, a representante da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, tinha afirmado que o ataque contra o comboio foi um ato de intimidação para perturbar as relações dos países ocidentais com a Ucrânia.
Os ataques de domingo ocorreram uma semana depois da visita de emissários norte-americanos a Moscovo e Kiev, destinada a retomar as negociações conduzidas sob a égide de Washington para pôr fim ao conflito.
Um drone russo atingiu a locomotiva do comboio de passageiros que fazia a ligação entre Kiev e Varsóvia, a dois quilómetros da fronteira com a Polónia, país-membro da NATO e da UE, sem fazer vítimas, disseram as autoridades de ambos os países.
Varsóvia disse que um outro drone atingiu um posto de abastecimento de combustível junto a um posto fronteiriço, também do lado ucraniano.
A companhia ferroviária ucraniana, que já tinha referido um ataque contra as infraestruturas de caminho-de-ferro, esclareceu que a locomotiva atingida estava na estação fronteiriça de Yahodyn e pertencia a um comboio que tinha sido evacuado 15 minutos antes.
No entanto, segundo a operadora Ukrzaliznytsia, "é muito provável" que o ataque russo tivesse como alvo um outro comboio, que transportava "consultores de segurança e antigos líderes europeus, incluindo o antigo primeiro-ministro britânico Boris Johnson", e que tinha acabado de passar por Yahodyn.
Paralelamente, esta segunda-feira decorre no norte da Finlândia uma cimeira que reúne líderes europeus para discutir a forma de reforçar a presença do bloco europeu no Ártico, região onde as tensões geopolíticas se agravaram nos últimos meses.
A cimeira vai decorrer sete meses depois de o Presidente norte-americano Donald Trump ter ameaçado, pela terceira vez, tomar a Gronelândia, território autónomo dinamarquês, desencadeando uma crise entre os aliados ocidentais.

