Missão humanitária entra em Oleshky para levar alimentos e medicamentos e para retirar habitantes
THE OFFICE OF THE COMMISSIONER FOR HUMAN RIGHTS IN THE RUSSIA/EPA

Missão humanitária entra em Oleshky para levar alimentos e medicamentos e para retirar habitantes

Cerca de 2.000 pessoas permanecem nesta cidade ocupada pelas forças russas desde 2022. Cessar-fogo localizado foi mediado pela primeira-dama dos Estados Unidos com apoio do Vaticano.
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Uma missão humanitária conjunta de responsáveis ucranianos e russos entrou esta sexta-feira, 30 de outubro, na cidade ocupada de Oleshky, no sul da Ucrânia, para distribuir ajuda e retirar civis, no quarto dia da trégua mediada pelos Estados Unidos.

Um comboio de 25 autocarros e várias ambulâncias chegou à cidade, situada na região de Kherson, transportando alimentos e medicamentos e preparando a retirada dos habitantes que desejem deslocar-se para território controlado pela Ucrânia ou pela Rússia.

Oleshky situa-se na margem esquerda do rio Dniepre, em frente à cidade de Kherson, que permanece sob controlo ucraniano.
Oleshky situa-se na margem esquerda do rio Dniepre, em frente à cidade de Kherson, que permanece sob controlo ucraniano.THE OFFICE OF THE COMMISSIONER FOR HUMAN RIGHTS IN THE RUSSIA/EPA

Segundo as autoridades e organizações de voluntários, cerca de 2.000 pessoas permanecem em Oleshky, ocupada pelas forças russas desde 2022.

"Neste momento, a operação humanitária está em curso em Oleshky", anunciou nas redes sociais o chefe do gabinete presidencial ucraniano, Kyrylo Budanov.

A operação constitui uma rara iniciativa conjunta entre responsáveis dos dois países, no âmbito de um cessar-fogo localizado, mediado pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, e com apoio do Vaticano, considerado o mais significativo desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022.

A trégua, iniciada na terça-feira, deverá manter-se até domingo à noite.

"Todos os que desejem abandonar Oleshky terão a oportunidade de o fazer em segurança", afirmaram as autoridades russas e ucranianas em comunicados separados, mas com conteúdo idêntico.

A população não tem acesso regular a alimentos e medicamentos.
A população não tem acesso regular a alimentos e medicamentos.THE OFFICE OF THE COMMISSIONER FOR HUMAN RIGHTS IN THE RUSSIA/EPA

"Aqueles que optarem por ficar poderão permanecer e receberão todo o apoio humanitário de que necessitem", acrescentaram as autoridades.

O conflito teve um forte impacto na região
O conflito teve um forte impacto na regiãoTHE OFFICE OF THE COMMISSIONER FOR HUMAN RIGHTS IN THE RUSSIA/EPA

O comboio humanitário foi organizado em Armiansk, na península da Crimeia, ocupada pela Rússia, a cerca de 85 quilómetros a sul de Oleshky, segundo o provedor de Justiça ucraniano e principal negociador da operação, Dmytro Lubinets.

As operações de desminagem das estradas de acesso à cidade ficaram concluídas na quinta-feira à noite, mas provocaram a morte de duas pessoas, de acordo com as autoridades.

A presença de representantes ucranianos na operação é considerada importante por alguns habitantes, que receiam ser interrogados ou detidos pelas autoridades russas durante a retirada, acrescentou.

Embora Oleshky esteja situada a poucos quilómetros de território controlado pela Ucrânia, na margem oposta do rio Dniepre, a televisão pública ucraniana noticiou que os civis com destino a zonas sob controlo de Kiev poderão ter de percorrer centenas de quilómetros através da Rússia e da Bielorrússia, antes de atravessarem a fronteira norte da Ucrânia.

A suspensão das hostilidades limita-se a uma parte da região de Kherson, mantendo-se os combates noutras zonas da frente de guerra.

As autoridades convidaram um número limitado de órgãos de comunicação social russos, ucranianos e norte-americanos para acompanhar a operação humanitária em Oleshky.

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