Ucrânia volta a atacar refinarias russas apesar da pressão de Trump
A Ucrânia voltou a atacar na madrugada desta sexta-feira, 30 de outubro, uma refinaria russa, apesar das pressões reiteradas do presidente dos Estados Unido, Donald Trump. Após um alegado ataque de um drone ucraniano, terá deflagrado um incêndio na refinaria de Novokuibyshevsk, na região de Samara (sudoeste da Rússia).
Este ataque surge depois de o The Wall Street Journal ter avançado que o exército ucraniano suspendeu os ataques às refinarias de petróleo russas, após pressão do presidente norte-americano.
As unidades ucranianas que realizam ataques de logo alcance teriam sido informadas, em meados deste mês, de que a campanha contra as refinarias estava suspensa. Segundo o jornal, que citava fontes com conhecimento das operações, esperava-se que a pausa durasse até depois das eleições intercalares nos Estados Unidos, a 3 de novembro.
De acordo com o The Kyiv Independente, a refinaria de petróleo de Novokuybyshevsk pertence à Rosneft, a empresa petrolífera estatal russa, e já foi alvo de ataques anteriores com drones ucranianos, incluindo um em agosto de 2026.
Ainda na noite de quinta-feira, pelo menos uma pessoa morreu na sequência de um novo ataque russo com mísseis balísticos contra a capital da Ucrânia, Kiev. O presidente da câmara da cidade, Vitali Klitschko, indicou que o alvo dos mísseis russos foram vários armazéns no bairro de Darnitsia.
A Força Aérea ucraniana reportou ainda outros ataques com mísseis e drones realizados pela Rússia durante a noite e a madrugada de sexta-feira contra a capital e outras regiões da Ucrânia. Segundo a EFE, na cidade de Kremenchuk, na região de Poltava, no centro da Ucrânia, foi atingida uma infraestrutura industrial e na região de Dnipropetrovsk (centro-leste), ataques ao sistema energético deixaram cerca de 350 mil consumidores sem energia elétrica.

