A primeira-dama dos EUA, Melania Trump
A primeira-dama dos EUA, Melania TrumpANNABELLE GORDON/EPA

Cessar-fogo em Oleshky alargado para garantir "passagem segura" de ajuda humanitária, diz Melania Trump

O cessar-fogo deverá ser estendido até domingo, segundo o líder parlamentar do partido do presidente ucraniano. "Cada esforço de desescalada como este aproxima a tão esperada paz na Ucrânia", disse.
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Entrou esta terça-feira, 27 de outubro, em vigor o cessar-fogo localizado em Oleshky, no sul da Ucrânia, e, segundo a primeira-dama dos EUA, Melania Trump, a trégua vai ser alargada além desta cidade, na região de Kherson, para assegurar uma "passagem segura" da ajuda humanitária.

"O calendário foi antecipado em dois dias em relação ao previsto, a fim de proteger a segurança dos civis e facilitar a entrega de ajuda humanitária essencial", afirmou Melania Trump numa publicação na rede social X. "A área geográfica abrangida pelo cessar-fogo foi alargada além de Oleshky, na região de Kherson, de modo a garantir uma passagem segura aos comboios humanitários", anunciou a primeira-dama norte-americana.

O cessar-fogo nesta cidade ucraniana, sob ocupação russa desde as primeiras semanas da ofensiva de Moscovo, que começou a 24 de fevereiro de 2022, deverá, aliás, ser estendido até domingo (1 de novembro), de acordo com David Arakhamia, líder parlamentar do partido do presidente ucraniano.

"No âmbito da iniciativa da primeira-dama dos EUA, Melania Trump, para desbloquear Oleshki, hoje, às 03h00, horário de Kiev, teve início o maior cessar-fogo da história na maior secção da frente de batalha no sul da Ucrânia. Trata-se da maior desescalada desde 2022", afirmou o deputado ucraniano numa mensagem divulgada no Telegram.

O cessar-fogo durará até às 22h59 de 1 de novembro, adiantou Arakhamia, destacando que "cada esforço de desescalada como este aproxima a tão esperada paz na Ucrânia".

Oleshky, uma cidade isolada no sul da Ucrânia, que enfrenta escassez de mantimentos, está a ser alvo de uma trégua acordada por ambos os lados e que decorre numa altura em que o presidente dos EUA, Donald Trump, mostra sinais de aproximação em relação ao presidente russo, Vladimir Putin.

Em Oleshky, os cerca de dois mil residentes estão cercados - sem acesso a alimentos e medicamentos - tendo Kiev e Moscovo confirmado a suspensão localizada dos combates, como previsto, ao início da última madrugada.

Embora a Rússia tenha vindo a rejeitar um cessar-fogo geral desde o início da invasão, a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, anunciou na sexta-feira a trégua localizada para facilitar o envio de ajuda humanitária.

Melania Trump afirmou que os residentes que desejassem sair da região receberiam assistência coordenada, bem como transporte "para o destino" que definirem.

O Ministério da Defesa russo informou no mesmo dia que as tropas iriam realizar um "reconhecimento técnico" ao local para garantir a segurança de uma passagem, assegurar a entrega de ajuda humanitária e permitir a retirada de civis.

No domingo, o chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky acusou a Rússia de querer dominar a zona de Oleshky e fazer com que os civis abandonem a cidade em direção "ao lado russo". 

Com Lusa

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