O bombardeamento russo causou pelo menos quatro mortos e mais de cem feridos.
O bombardeamento russo causou pelo menos quatro mortos e mais de cem feridos.Foto: EPA/SERGEY DOLZHENKO

Líderes europeus reagem em bloco após Rússia lançar míssil com capacidade nuclear (veja fotos da destruição)

Para Ursula von der Leyen, “o terror contra civis não é força, é desespero”.
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Os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu, bem como Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Espanha, condenaram o “ataque massivo” russo contra a Ucrânia, com recurso a um míssil com capacidade nuclear. A Rússia confirmou ter utilizado o míssil hipersónico Oreshnik para atacar a Ucrânia na noite passada.

“O ataque massivo da Rússia à Ucrânia na noite passada mostra a brutalidade do Kremlin e o seu desrespeito tanto pela vida humana como pelas negociações de paz”, escreveu a líder do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, na rede social X.

Para Ursula von der Leyen, “o terror contra civis não é força, é desespero”. “Estamos firmemente ao lado da Ucrânia, com apoio adicional a caminho para reforçar os seus sistemas de defesa aérea”, disse ainda.

No mesmo sentido, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que o recurso ao sistema de mísseis Oreshnik e os “ataques massivos por toda a Ucrânia” são uma “demonstração implacável de brutalidade dirigida a civis e infraestruturas civis”.

O antigo primeiro-ministro português condenou o ataque. “Condeno fortemente esta escalada imprudente. É mais um lembrete claro de que a Rússia não tem interesse em envolver-se em negociações de paz significativas”, disse o antigo primeiro-ministro português, que insistiu que a União Europeia se mantém “firme no seu apoio à Ucrânia”.

Alemanha, Reino Unido e França

Da Alemanha, o chanceler Friedrich Merz também condenou “veementemente esta escalada imprudente”, que ocorreu na véspera do Domingo de Pentecostes, uma celebração cristã, e garantiu que Berlim se mantém "firmemente ao lado da Ucrânia”.

Também o Presidente francês, Emmanuel Macron, condenou o ataque russo e o uso do míssil balístico, considerando que “não fazem mais do que refletir uma forma de fuga em frente e o impasse da guerra de agressão russa”.

De Londres, a chefe da diplomacia britânica, Yvette Cooper, denunciou “cenas horríveis em Kiev e por toda a Ucrânia durante a noite após mais um grande ataque russo”. “Concordo com Andrii: o ataque crescente de Moscovo contra civis ucranianos revela a sua fraqueza”, comentou, ao partilhar uma mensagem do ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha.

Itália e Espanha

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, condenou o "grave ataque russo" que voltou a atingir infraestruturas civis e sublinhou o "aumento progressivo" do nível de armamento utilizado. "A nossa solidariedade vai para a população ucraniana, que há mais de quatro anos tem sofrido as consequências dramáticas desta guerra de agressão", afirmou, num comunicado oficial.

O Governo espanhol também condenou o ataque, através do chefe da diplomacia, José Manuel Albares, que acusou a Rússia de manter “a sua estratégia de terrorismo contra a Ucrânia”, reiterando o “apoio firme e unido à defesa da Ucrânia e a uma paz justa e duradoura”.

Da mesma forma, Portugal condenou “fortemente” o que descreveu como “mais um enorme ataque” russo à capital ucraniana e reiterou “toda a solidariedade” e apoio “sem reservas” à Ucrânia.

Mais de 10 mortos

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, já tinha denunciado hoje o ataque com o míssil de alcance intermédio Oreshnik na região de Kiev. Segundo o líder ucraniano, os bombardeamentos russos atingiram durante a noite uma infraestrutura de abastecimento de água, um mercado, dezenas de edifícios residenciais e várias escolas.

Além disso, o míssil foi disparado contra a cidade de Bila Tserkva, cerca de 80 quilómetros a sul de Kiev. “Eles estão mesmo loucos”, declarou Zelensky numa mensagem no Telegram. Esta terá sido a terceira vez que o míssil, com capacidade de transportar ogivas nucleares ou convencionais, foi utilizado na Ucrânia.

Veja imagens da destruição, do fotógrafo da EPA Sergey Dolzhenko

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