Pelo menos 24 pessoas morreram na Ucrânia na sequência de ataques aéreos russos que atingiram Kiev na madrugada de quinta-feira (14 de maio), de acordo com um novo balanço das autoridades que coordenam as equipas de resgate.O último balanço indicava a morte de 21 pessoas, no distrito de Darnytskyi, Kiev, onde um edifício residencial foi atingido pela Força Aérea da Rússia.Segundo as autoridades ucranianas, pelo menos 24 pessoas morreram, incluindo três crianças, e 47 civis ficaram feridos.Nesta sexta-feira (15 de maio), o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou o fim dos trabalhos de remoção dos escombros no bairro atingido onde um míssil russo destruiu parte de um edifício residencial de vários andares.“Os russos demoliram praticamente toda uma secção do edifício no ataque”, afirmou Zelensky nas suas redes sociais, quando se cumpre um dia de luto pelo ataque.O presidente da Ucrânia prestou "homenagem" às vítimas mortais no local atingido pelo ataque russo. "Aqui, a Rússia tirou a vida a 24 pessoas, incluindo três crianças. As minhas sinceras condolências a todos aqueles que perderam familiares e entes queridos devido a este terror selvagem", declarou."O mundo deve recordar o preço que a Ucrânia paga todos os dias para que a agressão russa não se espalhe a outras nações", declarou Zelensky. . Do lado russo, ataques aéreos ucranianos contra a cidade de Ryazan, a sudeste de Moscovo, mataram três pessoas e feriram 12 civis, disseram hoje as autoridades locais.Os militares russos disseram ainda ter abatido 355 drones ucranianos durante a última madrugada, sobretudo sobre regiões fronteiriças entre a Ucrânia e a Rússia..Moscovo e Kiev trocam 205 prisioneiros de guerra.A Federação Russa e a Ucrânia trocaram esta sexta-feira 205 prisioneiros de cada lado.A informação foi divulgada uma semana após o presidente norte-americano ter avançado com a possibilidade de um novo acordo do género."A 15 de maio, 205 militares russos foram repatriados de territórios" controlados por Kiev, afirmou o exército russo em comunicado nas redes sociais.A mesma fonte declarou que “em troca, foram entregues 205 prisioneiros de guerra das forças armadas ucranianas"."Atualmente, os militares russos estão em território da República da Bielorrússia, onde estão a receber a assistência psicológica e médica necessária", lê-se, sendo que os Emirados Árabes Unidos "forneceram esforços de mediação humanitária".O presidente ucraniano assinalou, por sua vez, que "205 ucranianos estão de volta a casa". "Hoje, combatentes das Forças Armadas da Ucrânia, da Guarda Nacional e do Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras regressam do cativeiro russo", afirmou Zelensky, dando conta que "esta é a primeira fase da troca de 1000 por 1000" prisioneiros.Na mensagem publicada nas redes sociais, acompanhada por imagens dos prisioneiros de guerra, o presidente da Ucrânia refere que "entre os libertados encontram-se soldados rasos, sargentos e oficiais" e que "a maioria estava em cativeiro na Rússia desde 2022". "Defenderam a Ucrânia em Mariupol e em Azovstal, nos setores de Donetsk, Luhansk, Kharkiv, Kherson, Zaporizhzhia, Sumy e Kiev, e na central nuclear de Chernobyl", detalhou Zelensky, que agradeceu a todos os que ajudaram "a libertar os ucranianos do cativeiro".. A anterior troca de prisioneiros entre as partes tinha envolvido 193 pessoas de cada lado, em 24 de abril..Um cessar-fogo de três dias foi anunciado pelos Estados Unidos antes das comemorações do fim da Segunda Guerra Mundial na Rússia que se assinalaram no passado sábado.Os ataques diários russos contra cidades ucranianas foram retomados durante a madrugada de segunda para terça-feira.O cessar-fogo foi marcado por acusações de violações de ambos os lados..A ofensiva de larga escala lançada pela Rússia sobre a Ucrânia e respetivos contra-ataques, há mais de quatro anos, constituem o conflito mais sangrento na Europa desde a II Guerra Mundial, com centenas de milhares de mortes de uma lado e de outro da fronteira, segundo estimativas, além de numerosos prejuízos em infraestruturas, sobretudo energéticas. .Após o fim da trégua de três dias, Kiev e Moscovo realizam ataques com drones.Ex-chefe de gabinete de Zelensky em prisão preventiva por corrupção