Ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov. EPA/MAXIM SHIPENKOV
Ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov. EPA/MAXIM SHIPENKOV

Lavrov considera "muito patéticas" as justificações dos EUA para bombardear o Iémen

Chefe da diplomacia russa lembrou aos EUA e ao Reino Unido que "ninguém autorizou a bombardear o Iémen, tal como ninguém autorizou a NATO a bombardear a Líbia em 2011".
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O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, classificou esta quinta-feira como patéticas as justificações dadas pelos EUA para bombardear o Iémen, ações que comparou aos ataques que aconteceram na Líbia em 2011.

"As justificações de Washington parecem, eu diria, muito patéticas", disse Lavrov durante a conferência de imprensa sobre os resultados da diplomacia russa em 2023.

Lavrov lembrou aos Estados Unidos e ao Reino Unido que "ninguém autorizou a bombardear o Iémen, tal como ninguém autorizou a NATO a bombardear a Líbia em 2011".

O ministro russo garantiu que ao bombardear a Líbia em 2011, as potências ocidentais transformaram o país norte-africano "num buraco negro".

"Sem dúvida, os Estados Unidos, juntamente com os britânicos e vários dos seus aliados, violaram e pisotearam todas as normas concebíveis do direito internacional, incluindo a resolução do Conselho de Segurança, que apenas apelava à defesa da navegação comercial", afirmou sobre os recentes ataques ao Iémen.

Moscovo condenou desde o início os ataques aéreos contra os Houthis, que são apoiados pelo Irão, em resposta ao lançamento de mísseis dos rebeldes iemenitas contra navios no Golfo de Aden e no Mar Vermelho.

Os EUA lançaram nesta quarta-feira uma nova onda de ataques contra zonas do Iémen controladas pelos rebeldes Houthis horas depois de declararem o grupo xiita "terrorista", informou o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM, em inglês).

Poucas horas antes, o CENTCOM tinha confirmado que um navio norte-americano havia sofrido um ataque com mísseis no Golfo de Aden, localizado ao largo da costa do Iémen, que não provocou feridos.

Lavrov participará pessoalmente, de 22 a 24 de janeiro, nos debates do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação no Médio Oriente e na Ucrânia.

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