O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-unKCNA/EPA

Kim Jong-un diz sentir “orgulho” da aliança com Putin e reafirma apoio à Rússia

Líder norte-coreano garante que Moscovo prevalecerá na guerra contra a Ucrânia e promete aprofundar uma relação que já inclui tropas e armas de Pyongyang no conflito.
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 O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, expressou orgulho pela relação com a Rússia, numa carta enviada ao Presidente russo Vladimir Putin, informou este domingo (16 de agosto) a imprensa oficial de Pyongyang.

A Coreia do Norte já se envolveu diretamente ao lado da Rússia na guerra contra a Ucrânia, enviando tropas e armas, e Kiev acusou Pyongyang de estar a preparar um novo destacamento de tropas para apoiar Moscovo.

Sinto-me sempre orgulhoso por poder vislumbrar um futuro ainda mais risonho nas relações bilaterais, liderando, juntamente consigo, os laços entre a República Popular Democrática da Coreia [nome oficial da Coreia do Norte] e a Rússia, que perpetuaram a história da nossa luta comum”, disse Kim a Putin, citado pela KCNA.

De acordo com a agência de notícias estatal norte-coreana, Kim reafirmou ainda o apoio a Moscovo na guerra contra a Ucrânia, dizendo estar convicto de que o aliado prevalecerá sob a “sábia liderança” de Vladimir Putin.

Na sexta-feira, Putin enviou uma carta a Kim por ocasião do 81º aniversário da libertação, no final da Segunda Guerra Mundial, da península coreana da ocupação por parte do Japão.

Nessa mensagem, o Presidente da Rússia elogiou a relação bilateral, classificando-a como estando num “nível sem precedentes de parceria estratégica abrangente”.

Na terça-feira, o Presidente ucraniano afirmou que o exército russo usou "mísseis balísticos norte-coreanos" para atacar a cidade de Zaporijia, no sul da Ucrânia, matando pelo menos seis pessoas.

Um dia antes, Volodymyr Zelensky afirmou que a Rússia vai reforçar-se com tropas da Coreia do Norte, que também terá fornecido a Moscovo mais mísseis balísticos.

Zelensky exortou o Japão e a Coreia do Sul, rivais do regime norte-coreano, a prestarem assistência a Kiev na defesa aérea, considerando-a necessária para conter o crescente poder de Pyongyang, alimentado pela experiência adquirida no apoio a Moscovo. 

Em junho de 2024, Putin deslocou-se a Pyongyang — a sua primeira visita à Coreia do Norte em quase um quarto de século — e assinou com Kim uma aliança militar entre dois Estados nucleares.

O tratado inclui disposições de assistência militar mútua, violando diretamente as sanções do Conselho de Segurança da ONU relativamente a Pyongyang. 

Nos dois anos seguintes ao pacto, tropas norte-coreanas combateram ao lado das forças russas na guerra contra a Ucrânia, e mísseis e munições de artilharia fabricados por Pyongyang chegaram à frente de batalha para alimentar a máquina de guerra russa.

No início de 2026, serviços de informações sul-coreanos estimaram que cerca de seis mil soldados norte-coreanos, mais de um terço dos destacados em território russo, tinham morrido ou ficado feridos nos combates. 

A Rússia começou a usar mísseis balísticos norte-coreanos contra a Ucrânia no final de 2023, tendo desde então ajudado a melhorar a sobrevivência e precisão do sistema.

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