Israel. Eisenkot pede a PR que o deixe formar Governo para pôr fim a “ameaça” Netanyahu
O líder do bloco da oposição israelita, Gadi Eisenkot, pediu esta sexta-feira (6 de novembro) publicamente ao Presidente, Isaac Herzog, que o encarregue de formar Governo no domingo, para acabar com a “ameaça existencial” que se tornou o ainda primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.
Num comunicado divulgado nas redes sociais, o centrista Eisenkot sustentou que a coligação liderada pelo partido Likud, do primeiro-ministro cessante, na prática foi derrotada nas eleições legislativas de 27 de outubro em Israel, apesar de o partido de Netanyahu ter sido o mais votado.
Embora não tenha confirmado se conta com apoio suficiente para formar o próximo executivo israelita, o líder do partido Yashar! sublinhou que, neste momento, há 74 deputados, incluindo os do seu próprio partido, que “não depositam qualquer confiança no primeiro-ministro”.
Assegurou também que as negociações que tem mantido desde as eleições com os partidos da oposição a Netanyahu estão a avançar bem, afirmando esperar ser encarregado pelo Presidente de formar o próximo Governo.
“Muitos encontros ocorreram; alguns tornaram-se públicos, outros não. Alguns aconteceram há apenas algumas horas (…). Fizemos progressos importantes e obtivemos avanços decisivos”, declarou Eisenkot numa longa mensagem publicada na rede social X.
Apesar de, nas últimas horas, até os partidos israelo-árabes terem expressado, em princípio, o seu apoio a Eisenkot, o líder do bloco anti- Netanyahu advertiu de que qualquer partido que queira integrar a sua coligação deverá aceitar os seus quatro “princípios fundamentais”.
Entre eles, contam-se “o reconhecimento do Estado de Israel como um Estado judaico democrático” e “o reconhecimento do [movimento islamita palestiniano] Hamas como organização terrorista”, com vista ao “desmantelamento do seu poder militar”.
De qualquer modo, Eisenkot apresentou-se como a única opção possível para resgatar Israel de uma “verdadeira emergência, tangível e perigosa”, argumentando que “o atual Governo ameaça, na sua essência mais básica, a própria existência da democracia israelita”.
“Uma situação em que um primeiro-ministro interino em minoria, que perdeu tão drasticamente a confiança do povo, continua à frente do sistema de segurança e das forças da ordem, é tão perigosa que não se deve prolongar nem por um único dia”, concluiu.

