Irão volta a fechar estreito de Ormuz em resposta a ataques israelitas no sul do Líbano
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Irão volta a fechar estreito de Ormuz em resposta a ataques israelitas no sul do Líbano

Pelo menos 15 pessoas morreram este sábado em novos ataques aéreos israelitas no sul Líbano, apesar do cessar-fogo anunciado na sexta-feira.
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O comando central das Forças Armadas do Irão anunciou este sábado, 20 de junho, que voltou a fechar o Estreito de Ormuz em resposta aos ataques israelitas no sul do Líbano, que, segundo o país, violam o memorando de entendimento assinado com os Estados Unidos.

"Anunciamos que o Estreito de Ormuz será encerrado ao tráfego marítimo... esta primeira medida é uma resposta à violação dos compromissos do inimigo", declarou o Estado-Maior Central, Khatam-al Anbiya, num comunicado transmitido pela televisão estatal. "Caso a agressão se mantenha, serão planeadas e implementadas outras medidas para obrigar o inimigo a cumprir as suas obrigações", acrescentou.

Apesar desta mensagem, a televisão estatal iraniana avançou que a equipa de negociação daquele país estava a caminho da Suíça, uma viagem originalmente planeada para sexta-feira, mas depois cancelada, com vista à continuação das negociações do acordo definitivo.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmail Bagahei, sinalizou, no entanto, que poucas coisas deverão acontecer até que o Irão sinta que os EUA estão a cumprir o acordo.

“Esta viagem visa, portanto, exigir que o outro lado cumpra as suas obrigações”, disse, acrescentando que as negociações para um acordo final só começarão quando os principais compromissos, incluindo o fim dos combates no Líbano, forem respeitados.

“Se qualquer parte destes entendimentos, qualquer parte destes compromissos, não for implementada, então o memorando de entendimento como um todo estará em risco”, acrescentou Bagahei.

Também este sábado, o vice-presidente dos Estados Unidos afirmou, numa entrevista à Fox News, que espera ir em breve à Suíça para conversações com o Irão. JD Vance manifestou-se confiante de que o cessar-fogo acordado entre Washington e Teerão seria mantido e que não via qualquer evidência de que o Estreito de Ormuz estivesse fechado.

Pelo menos 15 pessoas morreram este sábado em novos ataques aéreos israelitas no sul Líbano, apesar do cessar-fogo anunciado na sexta-feira, após a assinatura de um memorando de entendimento entre Teerão e Washington para pôr fim à guerra no Médio Oriente.

O regime iraniano tinha encerrado o estreito de Ormuz, passagem estratégica entre o oceano Índico e o golfo Pérsico, por onde passava um quinto da produção mundial de petróleo, após os ataques de Israel e EUA, em 28 de fevereiro.

A reabertura do estreito estava prevista no memorando de entendimento assinado na quarta-feira pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, e o homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian, com vista ao início de negociações para pôr um fim ao conflito no Médio Oriente.

Na quinta-feira, 25 navios atravessaram o estreito de Ormuz, um volume cinco vezes superior à média dos primeiros dez dias de junho e sem precedentes desde meados de abril.

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