Foram dias de protestos, com um número impreciso de mortos.
Foram dias de protestos, com um número impreciso de mortos.Foto: ABEDIN TAHERKENAREH / EPA

Irão restabelece serviço de SMS, mas continua sem internet

Volta do serviço de mensagens de texto via telemóvel foi anunciada pela agência Tasnim.
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Após nove dias, está restabelecido o serviço de mensagens SMS no Irão. A informação foi avançada pela agência Tasnim. Citada pela Lusa, a agência Efe confirmou que o serviço voltou, mas apenas para mensagens dentro do país. O Irão continua também sem internet.

A comunicação com o estrangeiro, neste momento, só pode ser realizada através de chamadas telefónicas. Os serviços de telecomunicações foram cortados pelo Governo do Irão no dia 8 de janeiro, data em que os protestos se intensificaram no país.

As manifestações começaram a 28 de dezembro passado na capital, Teerão, e espalharam-se por todo o território. Inicialmente, os protestos foram motivados por questões económicas, como a inflação e a queda do valor do rial, a moeda iraniana. No entanto, os atos transformaram-se em reivindicações pela queda do regime islâmico.

Houve relatos de gritos de ordem como “Morte à República Islâmica” e “Morte a Khamenei”. Foram registados atos de vandalismo e incêndios em pelo menos 50 mesquitas. A reação do regime de Khamenei foi rápida e traduziu-se numa repressão violenta contra os manifestantes.

Não é avançado um número preciso de mortos e feridos. O Governo do Irão afirma não dispor desses dados, enquanto entidades como a Iran Human Rights falam em mais de 3.400 mortos, além de milhares de pessoas feridas. Em meio aos protestos e à violência, Portugal determinou o encerramento da Embaixada do Irão na passada quinta-feira, 15 de janeiro.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, cogitou uma intervenção no país para derrubar o regime, mas recuou. Arábia Saudita, Catar, Omã, Egito, Turquia e Israel transmitiram todos a mesma mensagem aos EUA: um ataque norte-americano em solo iraniano poderia trazer consequências negativas, quer pela possibilidade de o conflito se alastrar, quer pelas consequências económicas globais.

O Kremlin anunciou, na sexta-feira, 16 de janeiro, que o Presidente Vladimir Putin conversou sobre o Irão com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu. De acordo com o Kremlin, citado pela Reuters, Putin ofereceu a ajuda da Rússia para a mediação nos conflitos.

*Com Lusa

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