A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (AESA) prolongou até 01 de maio a recomendação a todas as companhias aéreas europeias para evitarem o espaço aéreo do Irão e de outros dez países do Médio Oriente.O último Boletim de Informação para Zonas de Conflito (CZIB) da agência abrange o espaço aéreo do Bahrein, Irão, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.A AESA indicou que as companhias aéreas não devem operar dentro do espaço aéreo afetado “em nenhum nível de voo nem altitude”.No entanto, poderão operar acima dos 32.000 pés dentro dos espaços aéreos da Arábia Saudita e de Omã situados a sul dos segmentos definidos pela AESA no boletim.As companhias aéreas deverão implementar “um processo de monitorização sólido e uma avaliação de riscos atualizada” neste caso.De um modo geral, a AESA solicitou às companhias aéreas que “supervisionem de perto a evolução do espaço aéreo na região e acompanhem todas as publicações aeronáuticas disponíveis”.A agência recordou que também se mantém em vigor a recomendação de não operar em todos os níveis de voo e altitudes sobre o espaço aéreo da Síria e do Iémen.Lusa.O grupo xiita libanês Hezbollah rejeitou hoje a prorrogação do cessar-fogo no Líbano, anunciado pelo Presidente dos Estados Unidos, e anunciou que se reserva o direito de ripostar a quaisquer “atos de hostilidade” de Israel.Prolongar o cessar-fogo “não faz sentido” perante os “atos de hostilidade” persistentes de Israel, que dão à “resistência o direito de ripostar no momento oportuno”, disse o deputado do Hezbollah Ali Fayyad num comunicado citado pela agência France-Presse (AFP).O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na quinta-feira uma prorrogação de três semanas do cessar-fogo no Líbano, que deveria expirar no domingo.Em declarações também divulgadas pelo jornal libanês Al-Akhbar, considerado afeto ao Hezbollah, Fayyad disse que “o cessar-fogo não faz sentido perante a continuação dos atos hostis de assassínio, bombardeamento e disparos por parte de Israel”.Ao comentar o anúncio de Trump, o deputado libanês denunciou a “aniquilação destrutiva contínua das aldeias e cidades fronteiriças libanesas”.Criticou também a insistência de Israel na liberdade de movimento das suas tropas “sob o pretexto de perigos potenciais”.Ali Fayyad disse que a situação reflete uma “insistência israelo-americana em tentar reativar a equação anterior a 02 de março” para “justificar negociações diretas e acelerar o seu ritmo entre o inimigo israelita e a autoridade libanesa”.“Na prática, isto empurra para um compromisso de cessar-fogo o lado libanês, enquanto não impõe quaisquer obrigações, mesmo ao nível mínimo, ao lado israelita, algo com que a resistência não pode concordar”, afirmou.O Hezbollah atacou Israel em 02 de março em retaliação pela morte do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, dois dias antes, quando Israel e os Estados Unidos atacaram Teerão, arrastando o Líbano para a guerra no Médio Oriente.Fayyad insistiu que “cada ataque israelita contra qualquer alvo libanês, independentemente da natureza, confere à resistência o direito de responder proporcionalmente, de acordo com o contexto no terreno”.O jornal Al-Akhbar acrescentou que o anúncio da extensão da trégua por Trump coincidiu com uma série de ataques aéreos.“Após a meia-noite de quinta-feira, aviões de guerra e drones israelitas visaram edifícios civis e terrenos agrícolas no sul do Líbano”, referiu a publicação.O exército israelita realizou também operações de bombardeamento e demolição nas localidades de Hanin, Ainata, Khiam e Bint Jbeil, enquanto as zonas de Bint Jbeil e Qantara foram alvo de fogo de artilharia, acrescentou.Lusa.O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, falou com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, Ishaq Dar, para discutir o cessar-fogo na guerra com os Estados Unidos e Israel.Um comunicado de Abbas Araghchi informa que os dois discutiram “desenvolvimentos regionais e questões relacionadas com o cessar-fogo”, sem adiantar mais detalhes.Horas depois, um comunicado emitido em nome de Ishaq Dar confirmou a conversa, afirmando que “ambos os lados trocaram opiniões sobre os desenvolvimentos regionais, o cessar-fogo e os esforços diplomáticos em curso conduzidos por Islamabad no contexto do diálogo EUA-Irão”..A NATO esclareceu hoje que o seu tratado fundador não prevê mecanismos para suspensão de um Estado-membro, depois de os EUA levantarem a opção contra Espanha como forma de punir a falta de apoio à operação no Irão.“O tratado fundador da NATO [o Tratado de Washington] não contém quaisquer disposições relativas à suspensão da adesão à NATO, à expulsão ou à participação limitada” de um Estado-membro, afirmou hoje um porta-voz da organização militar citado pela agência de notícias Europa Press.A única forma de um Estado-membro abandonar a Aliança Atlântica é por sua própria vontade, conforme estipulado no artigo 13.º do Tratado de Washington, que refere que “qualquer parte pode deixar de ser parte” um ano após “notificar o Governo dos Estados Unidos da sua retirada”.A agência de notícias Reuters, que cita uma fonte governamental norte-americana, noticiou hoje que um e-mail interno do Pentágono (departamento de Defesa) avança opções para o Governo dos EUA “punirem os aliados” da NATO que, no entender de Washington, não apoiaram as operações dos ataques ao Irão iniciados em final de fevereiro.Entre essas opções estão a suspensão de Espanha da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e a revisão da posição dos EUA relativamente à reivindicação britânica sobre as ilhas Malvinas, revelou a mesma fonte à Reuters.Lusa.Os voos internacionais no Aeroporto Internacional Imam Khomeini, em Teerão, um dos dois principais aeroportos da capital iraniana, vão ser retomados no sábado, anunciou hoje a agência de notícias iraniana ISNA.A autoridade de aviação civil iraniana já tinha avançado na segunda-feira que tanto este aeroporto como o segundo maior de Teerão, o Mehrabad, iam retomar as operações, mas sem adiantar a data estimada.“De acordo com um comunicado do Aeroporto Internacional Imam Khomeini, os voos internacionais para Istambul [Turquia] e Mascate [Omã] serão retomados amanhã [sábado]”, noticiou a ISNA.O tráfego aéreo de passageiros no Irão foi interrompido no início da ofensiva israelo-americana, a 28 de fevereiro, como medida de segurança imediata.Apesar da reabertura técnica dos aeroportos, muitas companhias internacionais mantêm suspensões ou restrições devido aos riscos de segurança e escassez de combustível na Europa.Lusa.Os Estados Unidos admitem suspender Espanha da NATO e rever a sua posição sobre a reivindicação britânica das ilhas Malvinas, como retaliação pela falta de apoio às operações norte-americanas no Médio Oriente, avança a Reuters.Segundo a agência noticiosa, estas opções estão descritas num e-mail do Pentágono como opções em cima da mesa e resultam, segundo uma fonte, da frustração com a aparente relutância ou recusa de alguns aliados em conceder aos Estados Unidos direitos de acesso, base e sobrevoo para a guerra contra o Irão.Esse email não sugere que os EUA saim da NATO nem propõe o enecerramento de bases na Europa.Questionado sobre o e-mail, o secretário de imprensa do Pentágono, Kingsley Wilson, respondeu: “Como disse o presidente Trump, apesar de tudo o que os Estados Unidos fizeram pelos nossos aliados da NATO, eles não estiveram lá para nos apoiar”.“O Departamento de Guerra garantirá que o presidente tenha opções credíveis para assegurar que os nossos aliados deixem de ser um tigre de papel e, em vez disso, cumpram a sua parte. Não temos mais comentários sobre quaisquer deliberações internas nesse sentido”, afirmou ainda.Esta manhã, Pedro Sánchez voltou a manufestar-se contra a guerra no Médio Oriente ao considerar que esta mostrou o “fracasso da força bruta” e a necessidade de se respeitar o direito internacional, salientando que a “lei do mais forte tornou o mundo mais fraco”..Pedro Sánchez: Guerra no Médio Oriente mostrou "fracasso da força bruta" .A Agência Internacional de Energia alertou hoje que as consequências da guerra no Médio Oriente na produção de gás natural liquefeito (GNL) vão fazer-se sentir durante os próximos dois anos.Na mesma linha, a Agência Internacional de Energia frisou que o mercado de GNL "vai manter-se restrito" em 2026 e 2027, por causa da guerra que começou no dia 28 de fevereiro.Os Estados Unidos e Israel bombardearam o Irão e, apesar do cessar-fogo em vigor, os constrangimentos no estreito de Ormuz condicionaram o transporte de gás e crude provocando efeitos a nível global. Num relatório publicado hoje, a Agência Internacional de Energia, estimou que os danos nas infraestruturas de liquefação de gás do Qatar, em particular, vão agravar-se. Lusa.O exército de Israel lançou hoje um ataque contra o Líbano, após ter detetado vários disparos de lança-foguetes, poucas horas após Donald Trump ter anunciado o prolongamento do cessar-fogo por três semanas.As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) disseram que os disparos de lança-foguetes vindos do Líbano atingiram a aldeia fronteiriça de Shtula, no norte do país.A mensagem, publicada na plataforma Telegram, não clarifica se o alegado ataque ocorreu antes ou depois do anúncio do Presidente dos Estados Unidos.Na quinta-feira, Donald Trump adiantou que Israel e o Líbano concordaram em prolongar o cessar-fogo por três semanas, após negociações que decorreram na Casa Branca.O exército israelita acrescentou que foi neutralizado um "outro lança-mísseis carregado e pronto a disparar" que "representava uma ameaça para os soldados das IDF e para o Estado de Israel".O embaixador de Israel junto da Organização das Nações Unidas (ONU), Danny Danon, admitiu, em entrevista à emissora norte-americana CNN, que o cessar-fogo alargado com o Líbano "não é a 100%"."O Governo libanês não tem controlo sobre o Hezbollah, e o Hezbollah está a lançar foguetes para tentar sabotar o cessar-fogo. Israel, temos de retaliar. Sempre que vemos uma ameaça, agimos", disse Danon na quinta-feira.Lusa.A Comissão Europeia comprometeu-se, durante a cimeira informal dos líderes da UE em Chipre, a apresentar um plano que define como é que o bloco deve responder em caso de agressão a um Estado-membro, indicou o Presidente de Chipre.Em declarações hoje aos jornalistas à chegada ao segundo dia da cimeira informal de chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE), em Nicósia, Nikos Christodoulides foi questionado sobre o que é que os líderes acordaram quanto ao artigo 42.7 dos tratados, que consagra o princípio de defesa mútua em caso de agressão a um Estado-membro, e que discutiram esta quinta-feira à noite.“O que concordámos ontem [quinta-feira] à noite é que a Comissão vai preparar um plano sobre como responderemos caso um Estado-membro ative o artigo 42.7. Há várias questões para as quais precisamos de ter uma resposta”, afirmou.O Presidente de Chipre disse que, por exemplo, se França decidir ativar o artigo 42.7, é preciso perceber “qual é que vai ser o primeiro Estado-membro a responder” e que meios é que poderão ser mobilizados.“Todas essas questões vão estar no plano [da Comissão] para que se perceba qual é o plano operacional caso um Estado-membro decida ativar o artigo 42.7”, referiu.Questionado se ficou contente com essa discussão, Christodoulides respondeu: “Muito contente”.“Fico muito contente que todos os Estados-membros – seja os que pertencem à NATO, seja os que não pertencem – vejam a necessidade de ter um plano operacional”, disse.O artigo 42.7, que consagra o princípio de defesa coletiva em caso de agressão a um Estado-membro, só foi ativado uma vez na história da UE: pela França, em 2016, após os atentados terroristas em Paris.No entanto, após os ataques atribuídos ao Irão que visaram Chipre no início de março, Nikos Christodoulides tem insistido que é necessário que os Estados-membros da UE “deem substância” a esse artigo.O Presidente de Chipre, país que não pertence à NATO, tem designadamente apelado a que os Estados-membros estabeleçam procedimentos operacionais claros caso esse artigo seja ativado.Lusa.O embaixador de Israel junto da Organização das Nações Unidas (ONU), Danny Danon, admitiu, em entrevista à emissora norte-americana CNN, que o cessar-fogo alargado com o Líbano "não é a 100%"."O Governo libanês não tem controlo sobre o Hezbollah, e o Hezbollah está a lançar foguetes para tentar sabotar o cessar-fogo. Israel, temos de retaliar. Sempre que vemos uma ameaça, agimos", disse Danon na quinta-feira.Horas antes, o grupo pró-Irão Hezbollah revelou que disparou foguetes contra o norte de Israel e o exército israelita reivindicou um ataque contra infraestruturas da milícia xiita no sul do Líbano, que matou três militantes.Ainda assim, Danon declarou que "a situação está significativamente melhor. Não é perfeita, mas espero que o exército libanês seja capaz de implementar e fazer cumprir este cessar-fogo", acrescentou.Também na quinta-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiantou que Israel e o Líbano concordaram em prolongar o cessar-fogo por três semanas, após negociações que decorreram na Casa Branca.Lusa.O jornal oficial do Partido Comunista Chinês afirmou hoje que a ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão expõe uma “hegemonia predatória” que poderá acelerar o declínio da influência global de Washington.Num artigo de opinião assinado por 'Zhong Sheng', pseudónimo usado pelo Diário do Povo para expressar posições oficiais, Pequim sustenta que a política externa norte-americana assenta numa lógica de extração de benefícios de aliados e adversários, tratando as relações internacionais numa “lógica de tudo ou nada”.Segundo o texto, os Estados Unidos (EUA) passaram de “construtor da ordem internacional” a “violador de regras” e “sabotador da cooperação”, recorrendo à “lei da selva” para manter uma posição dominante.“As ações dos Estados Unidos expuseram a sua hegemonia predatória (…) tudo isto demonstra claramente que os EUA estão a degenerar rapidamente para um sistema em que ‘a força faz o direito’”, refere o artigo.O comentário aponta duas tendências: uma degradação do papel internacional dos EUA, que abandonaram a imagem de “país responsável”, e uma mudança estratégica motivada pela ansiedade face ao declínio relativo do poder norte-americano.Citando dados do Banco Mundial, o texto assinala que a fatia norte-americana do PIB global caiu de cerca de 40% em 1960 para 25% em 2023, num contexto de ascensão de outras economias e do Sul Global, os países em desenvolvimento.O artigo recupera o conceito de “hegemonia predatória”, proposto pelo académico norte-americano Stephen Walt, para argumentar que essa abordagem mina a credibilidade internacional dos EUA e acelera a perda de aliados.“Quando cada interação visa extrair o máximo benefício, os aliados deixam de se sentir seguros e os países neutros procuram alternativas”, lê-se no texto, que cita uma sondagem da Gallup segundo a qual a aprovação dos EUA em 44 países caiu mais de 10 pontos percentuais em 2025.O comentário sustenta ainda que esta estratégia ignora a crescente multipolaridade global e defende que o mundo caminha para um sistema mais plural, impulsionado pela “automarginalização” das potências hegemónicas.“A hegemonia predatória contém as sementes da sua própria destruição”, acrescenta, citando um artigo de Stephen Walt na revista Foreign Affairs, segundo o qual, a longo prazo, os EUA se tornarão “mais pobres, menos seguros e perderão influência”.Lusa.Os Estados Unidos, um dos países anfitriões do Mundial de futebol que decorre este verão, não estão a tentar excluir o Irão da competição, garantiu na quinta-feira o secretário de Estado, Marco Rubio.Rubio reagiu depois de um responsável norte-americano ter sugerido que a Itália, que não se qualificou, poderia substituir o Irão, país devastado pela guerra."O problema com o Irão não seriam os seus atletas. Seriam algumas das outras pessoas que eles querem trazer, algumas das quais têm ligações à Guarda Revolucionária Islâmica", frisou Rubio aos jornalistas."Não sei de onde surgiu isto. É especulação de que o Irão possa decidir não vir e que a Itália o substituiria", acrescentou o chefe da diplomacia norte-americana.Embora a guerra no Médio Oriente lance dúvidas sobre a participação do Irão, um conselheiro de Donald Trump disse ao Financial Times, na quinta-feira, que sugeriu a Trump e ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, o improvável cenário de substituir o Irão pela Itália no torneio coorganizado pelos Estados Unidos, Canadá e México, de 11 de junho a 19 de julho.As autoridades italianas já descartaram a possibilidade de 'repescagem' para os tetracampeões mundiais, que não conseguiram qualificar-se para o seu terceiro Mundial consecutivo depois de terem sido eliminados na final da repescagem europeia pela Bósnia e Herzegovina no final de março."Se os jogadores iranianos decidirem não vir por conta própria, é porque decidiram não vir", continuou Rubio."O que não podem fazer é trazer um bando de terroristas da Guarda Revolucionária Islâmica para o nosso país, fazendo-se passar por jornalistas e preparadores físicos", sublinhou.O Irão garantiu a qualificação para a competição, embora tenha solicitado a transferência dos jogos da fase de grupos para fora do território norte-americano após o início do conflito na região.Lusa.Acompanhe aqui todas as incidências sobre a guerra no Médio Oriente, depois de, na quinta-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, adiantou que Israel e o Líbano concordaram em prolongar o cessar-fogo entre israelitas e o movimento xiita pró-iraniano Hezbollah por três semanas, após as negociações que decorreram na Casa Branca.O cessar-fogo inicial de 10 dias, que entrou em vigor na passada sexta-feira, expiraria na segunda-feira. .Trump diz que Israel e Líbano concordam prolongar cessar-fogo por três semanas