Hantavírus. 94 pessoas de navio repatriadas desde Tenerife em oito voos
Foto: EPA/ALBERTO VALDES

Hantavírus. 94 pessoas de navio repatriadas desde Tenerife em oito voos

O navio de cruzeiro "MV Hondius" chegou hoje de manhã a Tenerife, no arquipélago das Canárias, com 147 pessoas a bordo, sendo que pelo menos 104 deverão desembarcar e ser repatriadas nesta ilha.
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94 pessoas de navio repatriadas hoje desde Tenerife em oito voos

A operação que decorre nas Canárias com o navio afetado por um surto de hantavírus desembarcou e repatriou 94 pessoas hoje e vai prosseguir e terminar os procedimentos na segunda-feira, disse o Governo espanhol.

Foram retiradas do barco na ilha de Tenerife, no arquipélago espanhol das Canárias, 94 tripulantes e passageiros de 19 nacionalidades desde as 09:30 (hora local e em Lisboa), segundo um balanço feito numa conferência de imprensa no local pela ministra da Saúde espanhola, Mónica García

Essas 94 pessoas foram transportadas e repatriadas em oito voos para Madrid (14), França (5), Canadá (4), Países Baixos (26), Reino Unido (22), Irlanda (2), Turquia (3) e Estados Unidos (18).

Lusa

Francês com sintoma do vírus

Um dos cinco franceses retirados do MV Hondius, o navio de cruzeiro afetado por um surto de hantavírus, e repatriado este domingo para França, apresenta sintomas, indicou o primeiro-ministro Sébastien Lecornu na rede social X.

“Ele apresentou sintomas no avião de repatriação”, informou. “Estes cinco passageiros foram imediatamente colocados em isolamento rigoroso até nova ordem, estão a receber cuidados médicos e serão submetidos a testes e a um exame de saúde”, acrescentou.

Além disso, o governo vai aprovar “ainda esta noite” um decreto para implementar as medidas de isolamento adequadas a estes casos de contacto.

Lusa

76 pessoas já retiradas de navio e repatriadas a partir de Tenerife

A operação que decorre nas ilhas Canárias com o navio do surto de hantavírus já retirou do barco e repatriou 76 pessoas de várias nacionalidades, disse hoje o Governo espanhol.

O navio de cruzeiro "MV Hondius" chegou hoje de manhã a Tenerife, no arquipélago das Canárias, com 147 pessoas a bordo, sendo que pelo menos 104 deverão desembarcar e ser repatriadas nesta ilha.

Ao longo do dia foram retirados os 14 espanhóis que estavam no barco, que já foram transportados para um hospital militar em Madrid, a partir do aeroporto Tenerife Sul, a cerca de 10 quilómetros do porto de Grandilla, onde estão a ser feitos os desembarques.

Seguiram-se cinco franceses, que voaram para Paris; 26 pessoas de diversas nacionalidades que foram transportadas para os Países Baixos num mesmo voo; 20 britânicos, um alemão e um japonês que saíram para Inglaterra numa aeronave do Reino Unido; dois cidadãos da Irlanda e três da Turquia, que foram repatriados para os respetivos países em dois voos.

Saiu também de Tenerife, durante a tarde, um avião para o Canadá com quatro pessoas. Ainda hoje serão desembarcados e repatriados pelos Estados Unidos os 17 norte-americanos que viajavam no cruzeiro, disse o Ministério da Saúde, num balanço feito por volta das 18:00 locais (mesma hora em Lisboa).

Lusa

Após desembarque, navio seguirá para Roterdão

Após o desembarque de todos os passageiros e de parte da tripulação, o MV Hondius irá abastecer e receber os mantimentos necessários em Santa Cruz, Tenerife, para seguir viagem para os Países Baixos.

De acordo com um comunicado da empresa Oceanwide Expeditions, a embarcação seguirá para o porto de Roterdão, com os restantes tripulantes. A viagem deverá demorar aproximadamente 5 dias.

Desembarque e repatriamento a decorrer com normalidade

A ministra da Saúde de Espanha, Mónica Garcia, assegurou que todo o processo de desembarque e transporte dos passageiros que seguiam a bordo do Hondius está a decorrer com toda a normalidade e segurança.

O diretor da Organização Mundial de Saúde voltou a salientar que o hantavírus "não é outra Covid" e que o risco para a população é baixo. "Não devem ter medo nem entrar em pânico. Este vírus é muito bem conhecido", insistiu Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Recorde-se que a operação nas ilhas Canárias para desembarcar e repatriar estas pessoas, mais de 100, vai prolongar-se até segunda-feira à tarde, segundo disse o Governo espanhol.

Alteração no plano de desembarque

Após o desembarque dos passageiros de nacionalidade espanhola serão os franceses a sair do navio MV Hondius, segundo anunciou o ministério da Saúde de Espanha. Uma alteração ao plano inicial que está relacionada com a chegada dos voos de repatriamento.

O avião que transporta os cidadãos espanhóis para Madrd já partiu.

14 espanhóis já no aeroporto

Os 14 cidadãos espanhóies que estavam a bordo do navio já desembarcaram e já estão no aeroporto de Tenerife Sul para seguir viagem para Madrid, onde irão passar por uma quarentena no hospital Gómez Ulla.

Primeiros passageiros já começaram a sair do navio

Pels 9h40 os primeiros passageiros do navio MV Hondius foram retirados da embarcação. Segundo o El País, trata-se de um grupo de cinco pessoas, de nacionalidade espanhola, como previsto no plano.

Com máscaras e fatos completos de proteção sanitária, foram encaminhadas para um autocarro que as levará ao aeroporto de Tenerife Sul.

Recorde-se que os primeiros a sair do navio serão 14 cidadãos espanhóis, que serão levadas para um hospital militar em Madrid para cumprir quarentena.

Desembarque e repatriamento sem que haja contacto com a população local

O desembarque e repatriamento das pessoas a bordo faz-se em zonas isoladas do porto industrial de Granadilla e do aeroporto Tenerife Sul, sem qualquer contacto com a população local.

Está também isolado o percurso de cerca de 10 quilómetros entre o porto e o aeroporto.

O transporte neste percurso será feito em veículos militares.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), que chegou a Tenerife no sábado, tentou tranquilizar os residentes da ilha, dizendo que o vírus não é “outro Covid”.

“Sei que estão preocupados. Sei que, quando ouvem a palavra ‘surto’ e veem um navio navegar em direção às vossas costas, surgem memórias que nenhum de nós colocou completamente de lado. A dor de 2020 ainda é real, e não a desvalorizo por um único momento,” disse Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“Mas preciso que me ouçam claramente: Isto não é outro Covid. O risco atual do hantavírus para a saúde pública continua baixo. Os meus colegas e eu dissemos isto de forma inequívoca, e digo-o novamente a vocês agora”, acrescentou.

Equipa médica a bordo. Não há pessoas com sintomas

Depois da ancoragem do navio, subiu a bordo, por volta das 7:45 locais, uma equipa médica do serviço Saúde Exterior do Governo espanhol, um organismo que tem como missão "organizar e garantir a prestação de atenção sanitária" a pessoas em trânsito internacional por Espanha.

Após a avaliação dessa equipa médica, deverão começar a ser desembarcadas, em lanchas e outras pequenas embarcações, os ocupantes do "MV Hondius".

Segundo a ministra da Saúde de Espanha, Mónica García, todas as pessoas que estão a bordo estão sem sintomas de doença.

A operação de desembarque deverá prolongar-se até segunda-feira à tarde

A operação nas ilhas Canárias para desembarcar e repatriar mais de 100 pessoas que estão no navio onde houve um surto de hantavírus vai prolongar-se até segunda-feira à tarde, disse o Governo espanhol.

Estas pessoas serão serão repatriadas a partir de um aeroporto desta ilha, em aviões de vários países e da União Europeia (UE).

Em declarações hoje aos jornalistas no porto de Granadilla, a ministra da Saúde de Espanha, Mónica García, explicou que o primeiro grupo que vai sair do barco e que será transportado a partir do aeroporto Tenerife Sul é o de cidadãos espanhóis (14 pessoas), que serão levadas para um hospital militar em Madrid para cumprir quarentena.

Miguel Barreto/EPA

Seguir-se-ão os ocupantes do navio que vão ser repatriados pelos Países Baixos, que têm várias nacionalidades.

Também hoje desembarcarão e serão repatriados os nacionais do Canadá, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.

O último voo de repatriamento está previsto para segunda-feira à tarde, com destino à Austrália, em que viajarão seis pessoas, de várias nacionalidades, disse a ministra.

Deverão manter-se no barco cerca de 30 membros da tripulação, que seguirão viagem, previsivelmente na segunda-feira, para levar o paquete até aos Países Baixos, país onde está registada a propriedade do "MV Hondius" e de onde é o armador.

A operação está a ser coordenada por Espanha, pelos Países Baixos, pela OMS e pelo ECDC.

Navio MV Hondius chegou a Tenerife esta madrugada

O navio de cruzeiro MV Hondius, no qual se registou um surto de hantavírus, entrou pelas 06:00 (hora local e em Lisboa) no porto de Granadilla de Abona, onde permanecerá ancorado até que os passageiros sejam desembarcados.

Miguel Barreo/EPA

A entrada do navio foi precedida por uma lancha do porto e o cruzeiro foi seguido por um rebocador, que o estão a ajudar nas manobras de entrada e ancoragem no porto - e não atracagem, para que sejam evitada a contaminação em terra.

A comunicação social que aguarava a chegada do navio
A comunicação social que aguarava a chegada do navioMiguel Barreto/EPA

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Bom dia

Acompanhe aqui toda a operação de desembarque do navio MV Hondius, em Tenerife. A embarcação, onde foram detetados casos de infeção por hantavírus transporta 147 pessoas, de 23 nacionalidades, incluindo passageiros, tripulação e pessoal médico da OMS e do Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC, na sigla em inglês).

A OMS confirmou até agora seis casos de oito suspeitos de infeção com hantavírus em pessoas que viajaram neste barco. Três pessoas morreram e nenhum dos doentes ou suspeitos de estarem infetados estão já a bordo.

O barco viajava desde a Argentina até Cabo Verde, pelo Atlântico Sul, e suscitou um alerta sanitário internacional no passado fim de semana.

O hantavírus transmite-se geralmente a partir de roedores infetados. A variante detetada no paquete, o hantavírus Andes, é rara e pode transmitir-se de pessoa para pessoa.

A OMS considera que o risco atual para a saúde pública causado pelo hantavírus é baixo.

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