Pels 9h40 os primeiros passageiros do navio MV Hondius foram retirados da embarcação. Segundo o El País, trata-se de um grupo de cinco pessoas, de nacionalidade espanhola, como previsto no plano.Com máscaras e fatos completos de proteção sanitária, foram encaminhadas para um autocarro que as levará ao aeroporto de Tenerife Sul.Recorde-se que os primeiros a sair do navio serão 14 cidadãos espanhóis, que serão levadas para um hospital militar em Madrid para cumprir quarentena..O desembarque e repatriamento das pessoas a bordo faz-se em zonas isoladas do porto industrial de Granadilla e do aeroporto Tenerife Sul, sem qualquer contacto com a população local.Está também isolado o percurso de cerca de 10 quilómetros entre o porto e o aeroporto.O transporte neste percurso será feito em veículos militares.O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), que chegou a Tenerife no sábado, tentou tranquilizar os residentes da ilha, dizendo que o vírus não é “outro Covid”.“Sei que estão preocupados. Sei que, quando ouvem a palavra ‘surto’ e veem um navio navegar em direção às vossas costas, surgem memórias que nenhum de nós colocou completamente de lado. A dor de 2020 ainda é real, e não a desvalorizo por um único momento,” disse Tedros Adhanom Ghebreyesus.“Mas preciso que me ouçam claramente: Isto não é outro Covid. O risco atual do hantavírus para a saúde pública continua baixo. Os meus colegas e eu dissemos isto de forma inequívoca, e digo-o novamente a vocês agora”, acrescentou..Depois da ancoragem do navio, subiu a bordo, por volta das 7:45 locais, uma equipa médica do serviço Saúde Exterior do Governo espanhol, um organismo que tem como missão "organizar e garantir a prestação de atenção sanitária" a pessoas em trânsito internacional por Espanha.Após a avaliação dessa equipa médica, deverão começar a ser desembarcadas, em lanchas e outras pequenas embarcações, os ocupantes do "MV Hondius".Segundo a ministra da Saúde de Espanha, Mónica García, todas as pessoas que estão a bordo estão sem sintomas de doença..A operação nas ilhas Canárias para desembarcar e repatriar mais de 100 pessoas que estão no navio onde houve um surto de hantavírus vai prolongar-se até segunda-feira à tarde, disse o Governo espanhol.Estas pessoas serão serão repatriadas a partir de um aeroporto desta ilha, em aviões de vários países e da União Europeia (UE).Em declarações hoje aos jornalistas no porto de Granadilla, a ministra da Saúde de Espanha, Mónica García, explicou que o primeiro grupo que vai sair do barco e que será transportado a partir do aeroporto Tenerife Sul é o de cidadãos espanhóis (14 pessoas), que serão levadas para um hospital militar em Madrid para cumprir quarentena.. Seguir-se-ão os ocupantes do navio que vão ser repatriados pelos Países Baixos, que têm várias nacionalidades.Também hoje desembarcarão e serão repatriados os nacionais do Canadá, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.O último voo de repatriamento está previsto para segunda-feira à tarde, com destino à Austrália, em que viajarão seis pessoas, de várias nacionalidades, disse a ministra.Deverão manter-se no barco cerca de 30 membros da tripulação, que seguirão viagem, previsivelmente na segunda-feira, para levar o paquete até aos Países Baixos, país onde está registada a propriedade do "MV Hondius" e de onde é o armador.. A operação está a ser coordenada por Espanha, pelos Países Baixos, pela OMS e pelo ECDC..O navio de cruzeiro MV Hondius, no qual se registou um surto de hantavírus, entrou pelas 06:00 (hora local e em Lisboa) no porto de Granadilla de Abona, onde permanecerá ancorado até que os passageiros sejam desembarcados.. A entrada do navio foi precedida por uma lancha do porto e o cruzeiro foi seguido por um rebocador, que o estão a ajudar nas manobras de entrada e ancoragem no porto - e não atracagem, para que sejam evitada a contaminação em terra..Siga aqui toda a atualidade sobre o hantavírusBom diaAcompanhe aqui toda a operação de desembarque do navio MV Hondius, em Tenerife. A embarcação, onde foram detetados casos de infeção por hantavírus transporta 147 pessoas, de 23 nacionalidades, incluindo passageiros, tripulação e pessoal médico da OMS e do Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC, na sigla em inglês).A OMS confirmou até agora seis casos de oito suspeitos de infeção com hantavírus em pessoas que viajaram neste barco. Três pessoas morreram e nenhum dos doentes ou suspeitos de estarem infetados estão já a bordo.O barco viajava desde a Argentina até Cabo Verde, pelo Atlântico Sul, e suscitou um alerta sanitário internacional no passado fim de semana.O hantavírus transmite-se geralmente a partir de roedores infetados. A variante detetada no paquete, o hantavírus Andes, é rara e pode transmitir-se de pessoa para pessoa.A OMS considera que o risco atual para a saúde pública causado pelo hantavírus é baixo..Hantavírus. Ministra da Saúde espanhola diz que está "tudo pronto" para receber cruzeiro de domingo