O governo iraquiano condenou esta segunda-feira (16 de março) "ataque terroristas" que visaram um hotel em Bagdade, a embaixada dos Estados Unidos e ainda um campo petrolífero no sul do país. São ameaças à "segurança e estabilidade" do Iraque, considerou o executivo."Estes atos criminosos têm graves repercussões para o nosso país e prejudicam os esforços do governo em prol da reconstrução e da prosperidade", indica comunicado do porta-voz do primeiro-ministro Mohammed Shia al-Sudani.Antes, o Ministério do Interior iraquiano, citado pela imprensa internacional, informou que um drone atingiu esta segunda-feira o hotel Al-Rasheed, em Bagdade, referindo que, até ao momento, não havia registo de feridos.O hotel fica na denominada zona verde da capital iraquiana, onde estão localizados prédios governamentais, a embaixada dos EUA e outras representações diplomáticas. Aliás, foi reportado, anteriormente, um ataque com projéteis contra a embaixada norte-americana..O impacto de um drone causou um incêndio no campo de gás natural de Shah, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, embora até ao momento não haja notícias de feridos."As autoridades de Abu Dhabi estão a responder a um incêndio no campo de Shah causado por um ataque de um drone. Não há registo de feridos", indicou o gabinete de imprensa de Abu Dhabi num comunicado oficial.O texto recomenda que a população se informe apenas por vias oficiais e evite "difundir rumores ou informação não verificada".Hoje ocorreu outro incêndio na Zona Industrial Petrolífera de Fuyaira, também devido ao impacto de um drone, sem que haja registo de feridos. No passado dia 15 de março, um cidadão da Jordânia ficou ferido num incêndio em Fuyaira devido à queda de restos de intercetores.O campo de Shah possui importantes reservas de gás sulfuroso e encontra-se no deserto localizado a oeste de Abu Dhabi, sendo gerido por uma 'joint venture' da Abu Dhabi National Oil Co. e da Occidental Petroleum Corp.Lusa.O presidente dos EUA disse esta segunda-feira achar que a guerra no Irão não irá terminar esta semana, mas vai acabar "em breve". Na Casa Branca, Donald Trump foi questionado sobre se os EUA poderiam anunciar o fim do conflito esta semana. "Acho que não. Mas será em breve. Não vai demorar muito", respondeu."Teremos um mundo muito mais seguro quando tudo estiver resolvido. Vai estar resolvido em breve", assegurou..O porta-voz do Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos afirmou esta segunda-feira que cerca de 200 militares norte-americanos ficaram feridos em sete países desde o início da operação Fúria Épica."A grande maioria destes ferimentos foram ligeiros, e mais de 180 soldados já regressaram ao serviço", disse o capitão Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos EUA, adiantando que "10 estão classificados como gravemente feridos".Registaram-se feridos entre os soldados norte-americanos no Bahrein, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, afirmou ainda Hawkins.Recorde-se que neste conflito no Médio Oriente já morreram 13 militares morreram norte-americanos. .Os responsáveis de cinco países ocidentais, Alemanha, Canadá, França, Itália e Reino Unido, defenderam hoje, num comunicado conjunto, que uma operação terrestre israelita de grande escala no Líbano "deve ser evitada"."Uma ofensiva terrestre israelita de grande envergadura teria consequências humanitárias devastadoras e poderia conduzir a um conflito prolongado", afirmam na nota conjunta dos líderes de Alemanha, Canadá, França, Itália e Reino Unido."A situação humanitária no Líbano, nomeadamente os deslocamentos massivos de população que continuam, já é profundamente alarmante", alertam no comunicado. Antes desta nota, o exército israelita anunciou ter lançado "operações terrestres limitadas" contra o movimento islamista Hezbollah no sul do Líbano, onde mais de um milhão de pessoas estão deslocadas desde o início da guerra. Os líderes dos cinco países também "condenaram a decisão do Hezbollah de se juntar ao Irão nas hostilidades", apelando-lhe para "depôr as armas". Lusa .As Forças de Defesa de Israel (FDI) reivindicaram hoje que "atingiram e desmantelaram", em bombardeamentos aéreos na sexta-feira, o quartel-general da Marinha da Guarda Revolucionária do Irão, em Teerão.O quartel-general estava localizado "dentro de um grande complexo militar do regime iraniano" nos arredores de Teerão, segundo um comunicado das FDI, acompanhado de uma infografia.As FDI afirmam que as operações marítimas contra Israel e outros países do Médio Oriente eram controladas a partir daí. . "A Marinha da Guarda Revolucionária do Irão é diretamente responsável pela realização de ataques terroristas contra embarcações civis. É também responsável por armar e financiar organizações terroristas afiliadas ao regime através de remessas de armas por via marítima", referem as FDI.Um porta-voz militar israelita afirmou que as FDI ainda têm "milhares de alvos" no Irão para atacar no que preveem ser uma longa guerra, com uma duração entre três e seis semanas.O novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, que ainda não apareceu em público desde a sua nomeação, indicou um antigo chefe da Guarda Revolucionária como conselheiro militar, noticiou hoje a imprensa nacional."O general Mohsen Rezaei foi nomeado conselheiro militar por ordem do comandante-chefe, 'ayatollah' Mojtaba Khamenei", segundo a agência de notícias Mehr. Lusa.O herdeiro exilado do último Xá do Irão, Reza Pahlavi, anunciou hoje a criação de um comité de justiça de transição, que será presidido por Shirin Ebadi, vencedora do Prémio Nobel da Paz em 2003."Hoje, com orgulho e um compromisso com a justiça para cada um de vós, estabeleci um comité encarregado de elaborar o quadro regulamentar para a justiça de transição. Este comité será responsável por elaborar o quadro regulamentar para uma comissão da verdade e da justiça", escreveu Pahlavi na rede social X.A advogada de 78 anos e laureada com o Prémio Nobel da Paz em 2003, Shirin Ebadi, "concordou em presidir a este comité", acrescentou.O escritor Iraj Mesdaghi, a jurista Leyla Bahmany e o filósofo Afshin Ellian também farão parte do comité, em representação de "quatro gerações de especialistas iranianos", segundo Pahlavi.O príncipe herdeiro, que não visita o Irão desde a revolução de 1979 que derrubou a monarquia, lidera um dos vários movimentos de oposição a partir do estrangeiro e apresenta-se como uma alternativa caso o regime iraniano caia, no seguimento da ofensiva aérea dos Estados Unidos e Israel em curso desde 28 de fevereiro contra a República Islâmica.Lusa.A chefe da diplomacia da União Europeia (UE) afirmou hoje que “não há vontade” entre os Estados-membros para expandir missões navais do bloco para o Estreito de Ormuz e afirmou que a guerra no Irão “não é da Europa”.“Por agora, não há vontade em mudar o mandato da operação ‘Aspides’”, afirmou Kaja Kallas em conferência de imprensa no final de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 da UE, em Bruxelas.A Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança referia-se à missão naval “Aspides”, que visa proteger navios comerciais e mercantes no Mar Vermelho, e que poderia eventualmente ser mobilizada para o Estreito de Ormuz caso os 27 assim o decidissem.Kaja Kallas referiu que, na reunião, os ministros concordaram em reforçar essa missão, “porque não dispõe de muitos navios”, mas não quiseram expandir o seu mandato para o Estreito de Ormuz, optando por mantê-la no Mar Vermelho.“Embora o Estreito de Ormuz esteja no centro das atenções, o Mar Vermelho continua igualmente a ser crucial. O risco de os Houthis [rebeldes xiitas iemenitas] se envolverem é real, pelo que devemos permanecer vigilantes”, defendeu, considerando, contudo, que se mantém “uma prioridade urgente” retomar a exportação de fertilizantes, comida e energia através do Estreito de Ormuz.Questionada sobre como é que irá conseguir conciliar o facto de os Estados-membros não quererem expandir a presença naval para o Estreito de Ormuz mas defenderem a retoma das exportações nesse eixo central do tráfego marítimo, Kallas respondeu que “ninguém quer entrar ativamente nesta guerra” e o envolvimento que a UE tenciona ter é sobretudo diplomático.“Esta guerra não é da Europa”, disse.Lusa.A presidente da Comissão Europeia admitiu hoje que restrições prolongadas no fornecimento de petróleo e gás do Médio Oriente à União Europeia (UE) podem ter um “impacto significativo na economia europeia”, embora afastando problemas no abastecimento.Numa carta dirigida aos líderes da UE antes da reunião do Conselho Europeu de quinta e sexta-feira que será dedicada ao tema da competitividade e na qual serão debatidas medidas a adotar para aliviar os elevados preços da energia, Ursula von der Leyen alertou que “uma interrupção prolongada do fornecimento de petróleo e gás proveniente da região do Golfo poderia ter um impacto significativo na economia europeia”, dado o conflito iniciado por Israel e Estados Unidos contra o Irão e consequente resposta iraniana.“Atualmente, a segurança física do abastecimento energético da UE está assegurada. No entanto, o aumento dos preços dos combustíveis fósseis já está a pesar sobre a nossa economia e, desde o início do conflito, a Europa já gastou mais seis mil milhões de euros em importações de combustíveis fósseis, um lembrete direto do preço que pagamos pela nossa dependência”, apontou a responsável.Falando em impactos “cada vez mais visíveis” em áreas como economia, finanças, transportes e cadeias de abastecimento, a líder do executivo comunitário vincou que, “se o conflito se prolongar, as consequências podem aumentar e a resposta europeia terá de ser proporcional à gravidade das ameaças”.Quando se registam elevados preços na energia da UE, Ursula von der Leyen propõe, na missiva enviada aos líderes europeus, várias medidas urgentes para mitigar os impactos da crise energética como a libertação da maior quantidade de reservas estratégicas de petróleo coordenada pela Agência Internacional de Energia para compensar possíveis interrupções no transporte pelo Estreito de Ormuz e a coordenação para restaurar a navegação na região, incluindo a possibilidade de escolta de navios quando as condições de segurança o permitirem.A responsável sugere, também, o incentivo ao aumento da produção de energia em países capazes de substituir fornecimentos interrompidos, o apelo para evitar restrições às exportações e a monitorização próxima dos impactos no mercado de fertilizantes, considerados essenciais para os agricultores e para a segurança alimentar global.A longo prazo, Ursula von der Leyen quer a UE a adotar outras medidas para reduzir os preços da energia como acelerar o investimento em energias renováveis para diminuir a dependência do gás, promover contratos de longo prazo de eletricidade para dar maior estabilidade de preços às empresas, evitar o encerramento prematuro de infraestruturas energéticas de baixo carbono como centrais nucleares e permitir apoios estatais e compensações de custos de carbono às indústrias intensivas em energia.Acrescem outras iniciativas como melhorar e expandir as redes elétricas para integrar mais energia renovável, reduzir impostos e encargos sobre a eletricidade e ajustar o sistema europeu de comércio de emissões para limitar a volatilidade dos preços e apoiar a descarbonização industrial.Lusa.Donald Trump afirmou que os EUA conseguiram destruir 30 navios iranianos responsáveis por colocar minas na região e reiterou o apelo aos países aliados para ajudarem a garantir a segurança no estreito de Ormuz.De acordo com o presidente norte-americano "vários países" disseram-lhe que "estão a caminho", mas não revelou quais. "Alguns estão muito entusiasmados com isso, outros nem por isso", lamentou Donald Trump, citado pela imprensa internacional."Alguns são países que ajudámos durante muitos, muitos anos. Protegemo-los de ameaças externas terríveis e agora não se mostraram tão entusiastas. E o nível de entusiasmo é importante para mim", considerou. Trump disse que os países que não se mostraram disponíveis para ajudar na segurança do estreito de Ormuz porque preferiram "não se envolver". "Se alguma vez precisarmos de ajuda, eles não estarão lá para nos apoiar", criticou."Há 40 anos que vos protegemos, e não se querem envolver", disse ainda Trump aos jornalistas durante um evento na Casa Branca."Encorajamos veementemente as outras nações a envolverem-se connosco, e a envolverem-se rapidamente e com grande entusiasmo", disse o presidente dos EUA, referindo-se ao estreito de Ormuz.Donald Trump revelou que falou com o presidente de França, Emmanuel Macron, e acredita que "ele vai ajudar", dando conta que o secretário de Estado Marco Rubio irá divulgar os países disponíveis em ajudar os EUA no estreito de Ormuz. .Rangel descarta qualquer envolvimento militar de Portugal no estreito de Ormuz.O presidente norte-americano afirmou esta segunda-feira que os EUA atingiram mais de sete mil alvos no Irão. "Eles foram literalmente obliterados", declarou Donald Trump, durante uma conferência de imprensa ,referindo que a Força Aérea iraniana "desapareceu", assim como a Marinha. "Muitos navios foram afundados", disse."Desde o início do conflito, atingimos mais de 7000 alvos em todo o Irão. E esses alvos eram, na sua maioria, comerciais e militares. Conseguimos uma redução de 90% nos lançamentos de mísseis balísticos e de 95% nos ataques com drones", resumiu.Trump também afirmou que as forças norte-americanas atingiram, na segunda-feira, três instalações de fabrico de mísseis e drones.O presidente dos EUA disse acreditar que o "Irão não vai usar o estreito de Ormuz como arma de arremesso".A Guarda Revolucionária do Irão ameaçou esta segunda-feira atacar empresas norte-americanas no Médio Oriente nas próximas horas e apelou à população para se afastar dos locais em causa, segundo a Reuters, que cita a agência de notícias iraniana Tasnim, . "Advertimos o regime americano falido para evacuar todas as empresas americanas na região e apelamos à população das áreas em redor das fábricas nas quais os americanos são acionistas para se retirarem dessas áreas para que não sofram qualquer dano. Estas indústrias serão atacadas e atingidas nas próximas horas", anunciou a Guarda Revolucionária do Irão..A Agência Internacional de Energia (AIE) está disposta a libertar mais reservas estratégicas de petróleo “se necessário”, após ter desbloqueado 400 milhões na semana passada, afirmou hoje o diretor executivo, Fatih Birol.“Em termos de reservas dos governos e da indústria [...], se as combinarmos, ainda restarão mais de 1,4 mil milhões de barris, o que significa que podemos fazer mais, mais tarde, se necessário", afirmou o diretor.A decisão da agência de energia de libertar 400 milhões de barris já teve “um efeito tranquilizador nos mercados”, segundo Birol.“Os preços do petróleo estão hoje significativamente mais baixos do que estavam há uma semana, mas, embora a nossa libertação de reservas possa oferecer um amortecedor temporário, não se trata de uma solução sustentável”, afirmou.Apelou ainda à reabertura do estreito de Ormuz, por onde transita, em condições normais, 20% do consumo mundial de petróleo.Outros países estão dispostos a “dar o seu apoio”, acrescentou, citando a Índia, a Colômbia, Singapura, a Tailândia e o Vietname.A decisão dos 32 países membros da AIE na semana passada, para tranquilizar os mercados numa altura em que o preço do barril disparou desde o início da guerra no Médio Oriente, é o desbloqueio “mais importante” da história da instituição.Lusa.As decisões sobre ajudas aos consumidores e indústria caso as subidas dos preços dos combustíveis, gás e eletricidade ultrapassem a barreira crítica serão decididas pelos líderes da União Europeia (UE), disse hoje a ministra do Ambiente.“As decisões finais serão tomadas no Conselho Europeu, na quinta e sexta-feira, esta foi uma reunião preparatória”, disse Maria da Graça Carvalho aos jornalistas, à margem do Conselho de ministros da tutela dos 27 Estados-membros.Há sistemas para ajudar as pessoas e as empresas, nomeadamente ao nível das tarifas sociais da eletricidade e do gás, referiu..Irão: Medidas para preços dos combustíveis nas mãos do Conselho Europeu.Um petroleiro com bandeira do Paquistão atravessou no domingo o Estreito de Ormuz com o sistema de rastreio ligado, podendo ter beneficiado de acordo de passagem, segundo dados hoje divulgados por um 'site' de informação marítima.A embarcação, com 237 metros de comprimento e carregada com crude, entrou na zona económica exclusiva iraniana no domingo e transitou pelo estreito, indicou hoje o ‘site’ especializado em dados de navegação marítima MarineTraffic.Segundo o MarineTraffic, a travessia ocorre após várias semanas de tráfego significativamente reduzido naquela via marítima estratégica, devido à retaliação do Irão à ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.Dados da agência informativa Bloomberg indicam que o navio se encontrava ainda atracado a 28 de fevereiro na ilha de Das, um importante centro de exportação de petróleo dos Emirados Árabes Unidos.Lusa.A Amnistia Internacional pediu hoje a responsabilização dos autores do ataque, atribuído aos Estados Unidos, a uma escola no Irão, que matou mais de 100 crianças, acusando as forças norte-americanas de violarem o direito humanitário.Segundo as conclusões de uma investigação feita pela organização internacional de defesa dos direitos humanos, hoje divulgadas, os Estados Unidos foram responsáveis por um ataque a uma escola repleta de crianças que, no total, matou 168 pessoas.“Os EUA violaram o direito internacional humanitário ao não tomarem todas as precauções possíveis para evitar danos a civis”, acusou a Amnistia Internacional, adiantando que vai pedir uma audiência ao Presidente da República, primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros para apresentar as conclusões da investigação e as suas recomendações.Segundo a investigação, o edifício da escola - situado em Minab, na província de Hormozgan, no Irão - “foi diretamente atingido” juntamente com outras 12 estruturas num complexo adjacente da Guarda Revolucionária Islâmica com armas guiadas.“Isto aponta para uma falha das forças dos EUA em tomar as precauções possíveis para evitar danos a civis na execução do ataque”, aponta a Amnistia Internacional, em comunicado, defendendo que os responsáveis pelo planeamento e execução do ataque devem ser responsabilizados.De acordo com a organização, as forças norte-americanas podem ter baseado a sua decisão em informações desatualizadas, já que o edifício que era atualmente uma escola tinha feito parte anteriormente do complexo da Guarda Revolucionária.“Este ataque angustiante a uma escola, com salas de aula cheias de crianças, é uma ilustração repugnante do preço catastrófico e inteiramente previsível que os civis estão a pagar durante este conflito armado”, considera a Amnistia, que defende que as escolas devem ser locais seguros de aprendizagem.“Em vez disso, esta escola em Minab tornou-se um local de matança em massa”, acusou a organização.“As autoridades dos EUA podiam, e deviam, saber que se tratava de um edifício escolar. Atacar um objeto civil protegido, como uma escola, é estritamente proibido pelo direito internacional humanitário”, afirmou a diretora sénior de Investigação, Defesa, Políticas e Campanhas da Amnistia Internacional, Erika Guevara-Rosas, citada no comunicado.Face a isto, adiantou a diretora da organização internacional, as autoridades dos EUA devem “garantir que a investigação que anunciaram seja imparcial, independente e transparente” e devem tornar públicos os resultados.“Quando existirem provas suficientes, as autoridades competentes devem processar judicialmente qualquer pessoa suspeita de responsabilidade criminal”, defendeu, lembrando que as vítimas e as suas famílias têm direito à verdade e à justiça e devem receber uma reparação integral, incluindo restituição, reabilitação e indemnização pelos danos causados a civis.Se os atacantes não identificaram o edifício como uma escola, isso constitui “uma falha vergonhosa dos serviços de inteligência”, apontou Erika Guevara-Rosas.Mas “se os EUA estavam cientes de que a escola ficava adjacente ao complexo da Guarda Revolucionária e prosseguiram com o ataque sem tomar todas as precauções possíveis, tais como atacar à noite, quando a escola estaria vazia, ou dar um aviso prévio eficaz aos civis suscetíveis de serem afetados”, o caso deve ser “investigado como um crime de guerra”, defendeu.Por seu lado, alertou, as autoridades iranianas devem retirar o mais rapidamente possível os civis das proximidades de alvos militares e permitir a entrada de observadores independentes no país.Além disso, devem também restabelecer o acesso à Internet “para garantir que os 92 milhões de pessoas no Irão tenham acesso a informações que salvam vidas e possam contactar os seus familiares e amigos”, recomendou a responsável.Lusa.Berlim defendeu hoje que a guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irão “não tem nada a ver com a NATO”, depois de o Presidente norte-americano ter pedido ajuda dos aliados para desbloquear o estreito de Ormuz.A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) é uma "aliança para a defesa do território” dos seus membros e “falta o mandato que permitiria a intervenção” da Aliança Atlântica fora das fronteiras da organização, afirmou o porta-voz do Governo alemão, Stefan Kornelius, numa conferência de imprensa.“Esta guerra não tem nada a ver com a NATO. Não é a guerra da NATO”, insistiu o porta-voz do chanceler Friedrich Merz.Na sexta-feira, Merz apelou ao fim da guerra no Médio Oriente, sublinhando que o conflito “não beneficia ninguém e prejudica economicamente muita gente”.Mas, no domingo, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressionou a China e a NATO para que ajudem a desbloquear o estreito, por onde transita um quinto da produção mundial de petróleo bruto e gás.Trump previu “consequências muito negativas para o futuro da NATO” em caso de recusa.A Alemanha “tomou conhecimento” desse apelo, respondeu Kornelius.Berlim pretende saber “da parte de Israel e dos Estados Unidos”, aliados históricos, “em que momento os objetivos militares no Irão terão sido alcançados”, sublinhou hoje um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão.“Será então possível iniciar conversações com vista a uma solução diplomática”, acrescentou.Opondo-se a qualquer “nova escalada militar” na região, a Alemanha não oferecerá “qualquer participação militar”, mas está pronta “a garantir, pela via diplomática, a segurança da passagem no estreito de Ormuz”, declarou ao mesmo tempo o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius.“Estamos perante uma situação que não provocámos. […] Esta guerra começou sem qualquer consulta prévia”, acrescentou, sublinhando que a prioridade militar de Berlim é a sua “responsabilidade muito importante” face à ameaça russa no “flanco leste” da NATO e no “Grande Norte”.“O que espera Donald Trump de, digamos, um punhado ou mesmo dois de fragatas europeias, ali, no estreito de Ormuz? Que façam o que a poderosa marinha norte-americana, por si só, não consegue fazer?”, questionou publicamente.A Alemanha juntou-se assim à Austrália e ao Japão, que indicaram hoje que não enviarão navios de guerra para o Estreito de Ormuz.“Não enviaremos nenhum navio para o Estreito de Ormuz. Sabemos o quanto isso é extremamente importante, mas não é algo que nos tenha sido pedido nem para o qual estejamos a contribuir”, declarou a ministra dos Transportes australiana, Catherine King, em declarações à emissora nacional ABC.Também o Japão indicou hoje que “não prevê” uma operação de segurança marítima no estreito de Ormuz.“Na situação atual no Irão, não tencionamos ordenar uma operação de segurança marítima”, declarou perante o Parlamento o ministro da Defesa nipónico, Shinjiro Koizumi.Lusa.Mais de 11.000 cidadãos da UE foram repatriados do Médio Oriente desde o início da guerra iniciada por Israel e Estados Unidos contra o Irão, incluindo portugueses, anunciou hoje a Comissão Europeia.“Desde o início da escalada da tensão na região, no final de fevereiro, o Centro de Coordenação de Resposta a Emergências da UE prestou apoio a cerca de 90 voos, que trouxeram de volta cerca de 11.000 cidadãos europeus para Áustria, Bélgica, Bulgária, República Checa, Estónia, França, Itália, Chipre, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal, Roménia, Eslováquia e Suécia”, indicou Bruxelas em comunicado.De acordo com a instituição, o quinto voo de evacuação do Médio Oriente, fretado e financiado na totalidade pela Comissão Europeia, aterrou no domingo, em Bucareste, permitindo “o repatriamento seguro de 134 cidadãos europeus após um pedido das autoridades romenas”.Partindo de Omã, o voo transportou 96 cidadãos romenos e 38 cidadãos de outros países europeus, retidos nos Emirados Árabes Unidos.A UE também cobriu até 75% dos custos de transporte rodoviário que os passageiros tiveram para chegar a Omã.Citada pela nota, a comissária europeia para a gestão de crises, Hadja Lahbib, disse que “a guerra no Médio Oriente mostra novamente que, quando as crises ultrapassam as capacidades nacionais, a Europa intervém”.“Já ajudámos a repatriar mais de 11.000 europeus e continuaremos a trabalhar até que todos os que precisam de ajuda a recebam”, adiantou.Qualquer país na Europa e fora dela pode solicitar assistência de emergência ativando o Mecanismo de Proteção Civil da UE.O repatriamento de cidadãos europeus a partir do Médio Oriente é coordenado através desse mecanismo, gerido pela Comissão Europeia.Quando um país da UE não tem capacidade suficiente para retirar os cidadãos de uma zona de crise, pode pedir apoio ao sistema europeu e, nesse caso, o Centro de Coordenação de Resposta de Emergência da UE organiza a logística em cooperação com os países envolvidos, incluindo voos de evacuação ou outros meios de transporte.A Comissão Europeia também financia até 75% dos custos de transporte, como voos 'charter' ou deslocações terrestres necessárias para chegar aos pontos de evacuação, enquanto os restantes custos são suportados pelos Estados-membros participantes.Este mecanismo permite também que cidadãos de vários países da UE sejam repatriados no mesmo voo, tornando as operações mais rápidas e eficientes em situações de emergência.Lusa.O primeiro-ministro britânico afirmou hoje estar a avaliar com os países aliados, incluindo europeus, um "plano coletivo viável" garantir a passagem de navios pelo estreito de Ormuz, ameaçada pelo conflito no Médio Oriente. "Já agimos em conjunto com outros países para libertar reservas de petróleo de emergência a um nível totalmente sem precedentes, mas, em última análise, temos de reabrir o estreito de Ormuz para garantir a estabilidade do mercado", sublinhou Keir Starmer, numa conferência de imprensa em Londres.Starmer disse estar a trabalhar "com todos os aliados, incluindo os parceiros europeus, para elaborar um plano coletivo viável que possa restaurar a liberdade de navegação na região o mais rapidamente possível e atenuar os impactos económicos". Questionado sobre qual poderá ser o plano, Starmer confirmou que está a ser coordenado com os Estados Unidos, tendo falado sobre o assunto ao telefone com o Presidente norte-americano, Donald Trump, no domingo à noite. "Queremos garantir que esse plano envolva o maior número possível de parceiros. Esse tem sido o nosso objetivo declarado, nomeadamente nas conversações com os parceiros europeus, inevitavelmente com os parceiros do Golfo e com os EUA, porque precisamos de um plano credível e viável", salientou. No entanto, admitiu que "isto não é, no mínimo, fácil". Sobre a participação britânica, o primeiro-ministro disse que o Reino Unido já mobilizou "sistemas autónomos de deteção de minas" para a região e que também poderão ser mobilizados meios antidrones.No domingo, Trump afirmou ter pedido a cerca de sete países que enviassem navios de guerra para manter o estreito de Ormuz aberto devido aos ataques iranianos a petroleiros e cargueiros nesta via marítima. "Exijo que estes países intervenham e protejam o próprio território, porque é o próprio território", disse aos jornalistas, no regresso de avião da Flórida (sudeste) para Washington. Trump não identificou os países, mas anteriormente tinha já apelado para China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido.O Presidente norte-americano afirmou também que não esquecerá os países que se recusarem a ajudar e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que, disse, inicialmente se recusou a colocar porta-aviões britânicos "em perigo"."Quer recebamos apoio ou não, posso dizer isto, e disse-lhes: vamos lembrar-nos", afirmou Trump.Na conferência de imprensa, convocada para anunciar apoios financeiros a pessoas afetadas pelo aumento do custo de combustíveis nas últimas semanas, Keir Starmer disse ter discutido o assunto "tal como seria de esperar entre dois aliados e dois líderes"."A minha liderança consiste em defender com firmeza os interesses britânicos, independentemente da pressão. E acredito que o tempo vai demonstrar que estamos certos desde o início", argumentou.Lusa.A Comissão Europeia considerou hoje que a União Europeia (UE) enfrenta uma “crise de preços” na energia devido ao conflito no Médio Oriente, admitindo medidas “direcionadas e de curto prazo” sem alterar o sistema energético europeu.“Vou falar hoje com os ministros da Energia [da UE] para ouvir a análise da situação e perceber quão grave ela é. Para mim é importante salientar que não estamos perante uma crise de abastecimento, porque isso, naturalmente, implicaria a necessidade de outras medidas, mas neste momento estamos numa crise de preços e o facto de os preços estarem tão elevados é algo que não podemos ignorar”, disse o comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen.Em declarações aos jornalistas antes do Conselho de Energia, em Bruxelas, o responsável garantiu que a instituição está a “analisar diferentes tipos de medidas”.“Não posso entrar em muitos detalhes neste momento, mas há um ponto importante que quero sublinhar: não estamos a falar de mudanças estruturais no sistema energético europeu”, realçou.De acordo com o responsável europeu pela tutela, estão antes em causa “medidas direcionadas e de curto prazo”.“Aquilo que nos coloca numa posição melhor para lidar com a situação agora, comparando com 2022, é que conseguimos integrar muito mais energias renováveis nos nossos sistemas”, apontou.Já quanto à possibilidade de alterar o modelo de funcionamento do mercado da eletricidade, “temos claramente interesse em mantê-lo como está [porque] precisamos que o mercado funcione e de garantir segurança de abastecimento, algo que o sistema de preço marginal assegura, e também precisamos de preços o mais baixos possível, algo que é garantido pelas forças de mercado”, elencou Dan Jørgensen.O comissário europeu adiantou que, em comparação com 2022, aquando da acentuada crise energética, hoje “existe em muito maior medida um desacoplamento entre os preços do gás e da eletricidade porque são menos as horas em que é o preço do gás que acaba por determinar o preço da eletricidade”.As declarações surgem numa altura em que os preços da energia (gás e luz) sobem no espaço comunitário.Entre as opções em discussão na UE estão a possibilidade de limitar temporariamente o preço do gás, reduzir impostos e encargos nas faturas de energia e permitir apoios estatais a empresas e setores industriais mais afetados pelos custos elevados da energia.Bruxelas avalia ainda eventuais ajustes no mercado europeu de carbono e a utilização de reservas estratégicas de energia para ajudar a estabilizar os preços.Paralelamente, a Comissão Europeia defende medidas de proteção aos consumidores e insiste que a resposta estrutural passa por acelerar o investimento em energias renováveis, redes elétricas e eficiência energética, mantendo o atual modelo do mercado europeu de eletricidade.Lusa.O grupo parlamentar da IL pediu hoje a marcação de um debate de urgência no parlamento para a próxima quinta-feira, dia 19, sobre os efeitos da guerra no Irão e da “sobrecarga fiscal no dia-a-dia dos portugueses”..Iniciativa Liberal convoca debate de urgência contra sobrecarga fiscal nos combustíveis para esta quinta-feira.As forças armadas israelitas anunciaram hoje ter destruído o avião do anterior ‘líder supremo’ do regime conservador xiita do Irão, Ali Khamenei, num ataque ao aeroporto de Mehrabad, em Teerão.Em comunicado, as Forças da Defesa de Israel (IDF) indicaram que a operação militar para destruir a aeronave, também utilizada por outros altos funcionários, foi realizada durante na madrugada de segunda-feira com "um ataque preciso"."Mais um ativo estratégico do regime foi enfraquecido", lê-se no texto dos responsáveis militares de Israel, referindo-se ao avião que era usado pelo ‘ayatollah’, morto nos primeiros ataques da ofensiva conjunta israelo-americana.Lusa.Um ataque com um drone provocou hoje um incêndio na zona industrial petrolífera de Fujairah, na costa leste dos Emirados Árabes Unidos, informaram as autoridades locais.Segundo o gabinete de imprensa do complexo petrolífero de Fujairah, um aparelho aéreo não tripulado (drone) provocou o incêndio na zona industrial, não se tendo registado feridos.As autoridades acrescentaram que as equipas de emergência estão ainda a tentar extinguir as chamas.O local situa-se na costa dos Emirados Árabes Unidos no Golfo de Omã, para além do Estreito de Ormuz, que foi encerrado pelo Irão.Lusa.Combustíveis já subsidiados sobem 10% a 20% em Portugal desde início da guerra do Irão, mas em Malta é 0%.As Forças Armadas do Irão ameaçaram os países da região que cooperam com a televisão Iran International, sediada em Londres, afirmando que as infraestruturas regionais do canal foram consideradas objetivos militares.No domingo, as autoridades iranianas anunciaram a detenção de pelo menos 18 pessoas no Irão acusadas de enviar imagens e informações para a estação de televisão. O Centro de Comando Conjunto Khatam al-Anbiya num comunicado divulgado no domingo à noite disse que o canal de televisão utiliza satélites e infraestruturas mediáticas de "certos países da região".Para os militares de Teerão o canal de televisão cria tensões, "fabrica narrativas falsas" que servem os interesses dos Estados Unidos e o Governo de Israel.Em 2022 o Irão classificou a Iran International como "organização terrorista" relacionando-a com o Governo de Israel, alertando que qualquer cooperação com o canal estaria sujeita a sanções.Lusa.Um palestiniano foi hoje morto nos arredores da capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi, quando um míssil atingiu o carro em que seguia, anunciaram as autoridades.As autoridades "intervieram na sequência de um incidente ocorrido na zona de Al Bahia, que envolveu o impacto de um míssil num veículo civil, o que resultou na morte de um cidadão palestiniano", declarou o gabinete de imprensa de Abu Dhabi em comunicado.A morte ocorre numa altura em que Teerão prossegue os ataques no Golfo em retaliação à agressão americano-israelita ao Irão.Em resposta à ofensiva iniciada em 28 de fevereiro, o Irão lançou ataques com mísseis e drones contra Israel e contra os países vizinhos, visando em particular bases militares e outros interesses norte-americanos mas também infraestruturas económicas, sobretudo energéticas.Lusa.A chefe da diplomacia da UE disse hoje ter falado com o secretário-geral da ONU para pedir uma iniciativa que permita exportar petróleo pelo estreito de Ormuz, semelhante ao acordo que permitiu a saída de cereais da Ucrânia.“Durante o fim de semana, falei com o secretário-geral da ONU, António Guterres, sobre se seria possível ter o mesmo tipo de iniciativa [no estreito de Ormuz] que tivemos no Mar Negro para tirar cereais da Ucrânia”, referiu Kaja Kallas em declarações aos jornalistas à chegada para uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, em Bruxelas.A Alta Representante da UE referiu que o encerramento do estreito de Ormuz é “muito perigoso” para o abastecimento de petróleo, em particular para a Ásia, “mas também é problemático para os fertilizantes”.“Se houver falta de fertilizantes este ano, vai haver privação alimentar no próximo ano. Portanto, discutimos com o António Guterres como é que seria possível concretizar” essa iniciativa, indicou.Na menção que fez à Ucrânia, Kaja Kallas referia-se à designada Iniciativa dos Cereais do Mar Negro, mediada pela ONU e pela Turquia em julho de 2022, que, após ter sido assinada por Kiev e Moscovo, permitiu exportações de cereais a partir dos portos ucranianos apesar da guerra entre os dois países, antes de a parte russa suspender o acordo em julho de 2023.Nestas declarações aos jornalistas, Kaja Kallas referiu que os ministros dos Negócios Estrangeiros vão também discutir hoje se alteram o mandato da missão Aspides, que tem como missão atualmente proteger navios comerciais e mercantes na região do Mar Vermelho.“Vamos ver se os Estados-membros estão verdadeiramente disponíveis para usar esta missão. Se quisermos ter segurança na região, era mais fácil usar esta missão que já temos na região e mudá-la um pouco”, disse, referindo que, apesar de a França já ter anunciado que pretende criar uma missão para ajudar a abrir o estreito de Ormuz, “é preciso ver o que é que poderia funcionar mais rápido”.Questionada sobre as declarações do Presidente dos Estados Unidos, que disse este domingo que a NATO teria um “futuro muito mau” se os aliados não ajudarem a abrir o estreito de Ormuz, Kaja Kallas respondeu: “É do nosso interesse manter o estreito de Ormuz aberto”.“Por isso é que também estamos a ver o que é que podemos fazer do lado europeu. Temos estado em contacto com os nossos colegas americanos a vários níveis”, referiu.Kallas observou, contudo, que o estreito de Ormuz “está fora da área” da Aliança e “não há países da NATO no estreito de Ormuz”, salientando que é por isso que a missão Aspides, ou outra missão voluntária que seja criada por Estados-membros da UE para o estreito de Ormuz, é importante.Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) reúnem-se hoje em Bruxelas para discutir as consequências da guerra no Irão e decidir um eventual reforço da presença naval no Médio Oriente para proteger a circulação marítima na região.Lusa.Donald Trump alerta para "futuro muito mau" da NATO se aliados não ajudarem no estreito de Ormuz.O Japão vai libertar as reservas estratégicas de petróleo, dando início a uma operação global coordenada pela Agência Internacional de Energia, mas não considera enviar navios de guerra para o Estreito de Ormuz, como pediu Donald Trump.Os 32 países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) decidiram na quarta-feira a libertação de 400 milhões de barris de petróleo para amortecer a subida vertiginosa dos preços provocada pela guerra no Irão.Trata-se do maior desbloqueio de reservas alguma vez decidido pela instituição, criada há mais de 50 anos.A agência tinha dito no domingo que as reservas dos países da Ásia e da Oceânia seriam descongeladas "de imediato" enquanto as das Américas e da Europa sê-lo-iam "no final de março".O Japão, muito dependente do petróleo da região em guerra, confirmou hoje que iria recorrer - a partir de hoje - às suas reservas estratégicas.O Governo reduziu o nível das reservas privadas obrigatórias de petróleo bruto e produtos petrolíferos, o que implica a libertação de um volume correspondente a 15 dias de consumo nacional.Na semana passada, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, manifestou a intenção de libertar também 'stock' proveniente das reservas do Estado, representando um mês de consumo. Tal poderá ocorrer no final de março.Em dezembro, as reservas estratégicas de petróleo do Japão, estatais e privadas, ascendiam a mais de 400 milhões de barris, representando 254 dias de consumo nacional."As importações de petróleo bruto para o Japão deverão registar uma queda significativa a partir do final de março, enquanto persiste uma situação em que os petroleiros se encontram, na prática, impossibilitados de atravessar o Estreito de Ormuz", referiu hoje o porta-voz do Governo japonês, Minoru Kihara.Cerca de 95% das importações de crude do Japão provém do Médio Oriente e 70% transitava pelo Estreito de Ormuz antes do conflito."Para garantir que nenhuma perturbação venha a comprometer o abastecimento de produtos petrolíferos, como a gasolina, decidimos que o Japão tomaria a iniciativa de recorrer às reservas estratégicas nacionais, em coordenação com as nações do G7 e a AIE", acrescentou Kihara.No total, a AIE regista compromissos "nesta fase" relativos a 172,2 milhões de barris provenientes das reservas norte-americanas, cerca de 110 milhões da Ásia-Oceânia (dos quais 66,8 milhões provenientes de reservas estatais e 41,8 milhões de reservas industriais) e um número semelhante da Europa (entre os quais, um terço proveniente de reservas estatais).A guerra "está a provocar a maior perturbação no abastecimento de petróleo da história do mercado mundial do petróleo", sublinhou a AIE no domingo.De acordo com a agência internacional, "esta ação coletiva de emergência constitui um amortecedor importante e bem-vindo". "No entanto, o fator mais importante para um regresso à estabilidade dos fluxos é a retoma (...) da navegação através do Estreito de Ormuz", por onde transita habitualmente 20% do petróleo bruto mundial, continuou.O preço do petróleo disparou desde o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, a 28 de fevereiro, que provocou a quase paralisia do estreito.O Japão indicou também hoje que "não prevê" uma operação de segurança marítima, numa reação ao apelo do Presidente norte-americano, Donald Trump, que no domingo pressionou países aliados, entre os quais os membros da Aliança AtLantica, mas tamém a China, a juntarem esforços para garantir a segurança do Estreito de Ormuz."Na situação atual no Irão, não tencionamos ordenar uma operação de segurança marítima", declarou no Parlamento nipónico o ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi.A própria Sanae Takaichi considerou hoje que qualquer operação de segurança marítima seria "extremamente difícil do ponto de vista jurídico".O envio das Forças de Autodefesa para o estrangeiro é politicamente sensível num Japão oficialmente pacifista, cuja Constituição de 1947, adotada sob a égide dos Estados Unidos, implica a renúncia à guerra.Lusa.Bom dia!Acompanhe aqui todas as incidências desta segunda-feira, 16 de março, relacionadas com a guerra no Médio Oriente.