Duas irmãs frente ao prédio onde moram, no sul de Teerão, atingido pelos ataques, no dia 15 de março.
Duas irmãs frente ao prédio onde moram, no sul de Teerão, atingido pelos ataques, no dia 15 de março.Foto: ABEDIN TAHERKENAREH/EPA

Ataque ao Iraque: rockets atingem o aeroporto de Bagdade e fazem cinco feridos

No 16.º dia de guerra no Médio Oriente, continuou o impasse relativo ao bloqueio do estreito de Ormuz por parte do Irão.
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Rockets atingem o aeroporto de Bagdade e fazem cinco feridos

Vários rockets atingiram este domingo o aeroporto de Bagdade e os arredores causando ferimentos a cinco pessoas, de acordo com as forças de segurança do Iraque.

Entre os feridos estão quatro funcionários da segurança do aeroporto e um engenheiro.

Além disso, foi também atingida com rockets e drones a base norte-americana contígua ao aeroporto, que fornece apoio logístico às operações dos EUA.

O Irão tem atacado instalações dos Estados Unidos no Iraque, tendo as autoridades norte-americanas apelado aos seus cidadãos para deixarem aquele país o mais rapidamente possível, tendo a embaixada dos EUA afirmado que existe uma "ameaça significativa" das milícias apoiadas pelo Irão.

Starmer falou com Trump sobre a reabertura do estreito de Ormuz.

O primeiro-ministro britânico Keir Starmer conversou este domingo, via telefone, com o presidente norte-americano Donald Trump para analisar a "situação atual no Oriente Médio", disse uma porta-voz de Downing Street, citada pela Sky News.

A mesma fonte revela que a conversa foi sobre a "importância de reabrir o estreito de Ormuz para acabar com o bloqueio ao transporte marítimo global, que está a aumentar os preços em todo o mundo".

“O primeiro-ministro também expressou suas condolências aos militares americanos que perderam a vida durante o conflito”, revelou a porta-voz, acrescentando que ambos "concordaram em manter contato".

Índia revela progressos nas negociações para reabrir o estreito de Ormuz

Subrahmanyam Jaishankar, ministro dos Negócios Estrangeiros da Índia, diz terem sido feitos alguns progresso nas negociações com o Irão sobre a reabertura da navegação no estreito de Ormuz.

"No momento, estou em contato com eles e minhas conversas já renderam alguns resultados", disse em entrevista ao Financial Times.

Duas primeiras semanas de guerra custaram de 12 mil milhões de dólares aos EUA

O principal conselheiro económico da Casa Branca, Kevin Hassett, confirmou hoje que as primeiras duas semanas de guerra com o Irão custaram aos Estados Unidos cerca 12 mil milhões de dólares (10,5 mil milhões de euros).

Hassett confirmou este valor à cadeia NBC News, no seguimento da informação que recebeu na semana passada à porta fechada de altos militares norte-americanos durante uma reunião com membros do Congresso e responsáveis da administração em Washington.

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Von der Leyen pede uso de "todos os instrumentos de diplomacia migratória"

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, apelou hoje aos líderes dos Estados-membros para que utilizem "todos os instrumentos de diplomacia migratória disponíveis" face à incerteza trazida pelo novo conflito no Médio Oriente.

"Embora, por agora, o conflito não se tenha traduzido em fluxos migratórios imediatos em direção à UE [União Europeia], o futuro permanece incerto e exige a mobilização plena de todos os instrumentos de diplomacia migratória ao nosso dispor", afirmou a líder do executivo comunitário, numa carta dirigida aos líderes dos 27 Estados-membros, que se reúnem na quinta-feira em Bruxelas.

Von der Leyen salientou que “é imperativo" colaborar com os países da região, como a Turquia – para a qual a UE já desembolsou mais de 1,1 mil milhões de euros desde 2021 para reforçar as suas fronteiras –, o Líbano e o Paquistão.

Na carta de seis páginas, a política alemã alertou que a atual situação geopolítica "acarreta um risco crescente de um conflito prolongado com repercussões diretas e indiretas para a União", quando passam 16 dias desde a ofensiva aérea desencadeada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão e que se alastrou a vários países do Médio Oriente.

A presidente da Comissão Europeia detalhou as medidas de apoio que a UE está a tomar ou deveria tomar para os países vizinhos ou afetados pelo conflito, com o objetivo de mitigar os fluxos migratórios.

Nesse sentido, salientou os quatro milhões de afegãos no Irão "em situação precária e vulneráveis ​​a novas deslocações" e reiterou que o apoio humanitário europeu aos cidadãos e comunidades afegãs no Irão está em curso.

A dirigente europeia alertou que a tensão militar entre o Afeganistão e o Paquistão "corre o risco de agravar uma situação já de si frágil" e indicou que a UE deve cooperar com o Iraque, o Paquistão, a Arménia e o Azerbaijão "para combater o tráfico de migrantes".

Em relação ao Líbano, destacou "as graves consequências que a operação militar de Israel está a ter na população civil, provocando deslocações em grande escala", referindo-se aos bombardeamentos israelitas e incursões terrestres contra o grupo xiita Hezbollah, aliado de Teerão, que já deslocaram mais de 800 mil pessoas.

Ursula Von der Leyen destacou um acordo de financiamento da UE com Beirute, alcançado em dezembro passado, que inclui 25 milhões de euros de ajuda para a segurança das fronteiras terrestres e marítimas.

A presidente da Comissão referiu-se igualmente à Síria, afirmando que "é importante que a UE trabalhe construtivamente com as autoridades sírias na estabilização, recuperação e reconstrução do país", bem como no apoio à gestão dos "processos de regresso" dos refugiados.

Disse ainda que a UE está a "monitorizar de perto quaisquer potenciais repercussões" nos Balcãs Ocidentais, mencionando oo Pacto para o Mediterrâneo, que a Comissão Europeia apresentará em abril.

Este instrumento incluirá medidas de gestão da migração com os parceiros europeus no sul do Mediterrâneo, bem como a implementação do Pacto Europeu para a Migração e o Asilo, que entrará em vigor no próximo mês de junho.

Lusa

Países membros da Agência da Energia da Ásia e Oceânia libertam reservas de petróleo

Duas irmãs frente ao prédio onde moram, no sul de Teerão, atingido pelos ataques, no dia 15 de março.
Países da Agência da Energia da Ásia e Oceania libertam reservas de 400 milhões de barris de petróleo

Mais de três mil iranianos mortos nos bombardeamentos

Pelo menos 3.040 pessoas, na maioria civis, morreram em resultado dos ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão desde 28 de fevereiro, segundo uma contagem divulgada hoje pela organização iraniana de direitos humanos HRANA.

O número inclui 1.319 civis, dos quais 206 eram menores de idade, além de 1.122 militares, de acordo com Agência de Notícia de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), sediada nos Estados Unidos, usando relatórios oficiais de autoridades de saúde, de emergência e defesa civil e de outras fontes no Irão.

Outras 599 mortes foram confirmadas pela organização, mas as suas identidades não puderam ser determinadas.

Do total, refere a HRANA, 21 pessoas morreram nas últimas 24 horas, todas civis, incluindo um menor, em 285 ataques em 18 das 31 províncias iranianas.

Pela primeira vez em 16 dias de bombardeamentos, Teerão não lidera a lista das províncias mais atingidas e ocupa o segundo lugar, atrás da província de Isfahan, no centro do país e onde no sábado as autoridades locais registaram 15 mortos num ataque contra um centro industrial.

Os últimos números divulgados pelo Ministério da Saúde iraniano indicam 1.200 mortos e cerca de 10 mil feridos.

A HRANA foi uma das organizações que procurou apurar com precisão a dimensão da violenta repressão dos protestos antigovernamentais na República Islâmica ao longo de janeiro.

No mês passado, divulgou que pelo menos 7.002 pessoas morreram ou desapareceram durante as manifestações, um número que respeita a casos que conseguiu confirmar, mais do dobro das 3.117 reconhecidas oficialmente, a que se somam acima de 50 mil detidos.

Lusa

Netanyahu publica vídeo em que ironiza com rumores sobre a sua morte

Duas irmãs frente ao prédio onde moram, no sul de Teerão, atingido pelos ataques, no dia 15 de março.
Benjamin Netanyahu ironiza sobre rumores da sua morte em vídeo nas redes sociais

Irão diz que pelo menos 38 pessoas foram detidas por alegada cooperação com o "inimigo sionista"

As autoridades iranianas detiveram pelo menos 38 pessoas em todo o país por alegada cooperação com o “inimigo sionista”, o Estado de Israel, adiantam hoje meios de comunicação iranianos.

Segundo a agência de notícias espanhola Efe, que cita declarações do procurador da província do Azerbaijão Ocidental, Hossein Majidi, à agência de notícias iraniana Fars, “20 pessoas foram detidas por decisão judicial” por terem “transmitido informações sobre instalações militares, policiais e de segurança ao inimigo sionista”.

Também a agência Tasnim, igualmente iraniana, refere que, segundo o Ministério da Informação, pelo menos mais 18 pessoas foram detidas por terem “enviado imagens de locais bombardeados por Israel e pelos Estados Unidos”, bem como de outros locais, ao canal de televisão Iran International, sediado em Londres e classificado como “organização terrorista” por Teerão.

O Governo iraniano conduziu, nos últimos dias, ondas de detenções por acusações relacionadas com a guerra lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos da América e por Israel, segundo meios de comunicação iranianos e ONG.

O chefe da polícia nacional, Ahmad Reza Radan, cita a Efe, advertiu no início da semana que os agitadores seriam tratados como “inimigos” e abatidos, afirmando que as forças de segurança tinham “o dedo no gatilho”.

O Irão anuncia regularmente a detenção de pessoas apresentadas como “espiões a soldo” dos Estados Unidos e de Israel, considerados inimigos do Irão.

Lusa

Irão lista 56 museus e sítios históricos atingidos por ataques aéreos

O Governo iraniano estima que os ataques aéreos israelitas e norte-americanos tenham atingido pelo menos 56 museus e sítios históricos em todo o país desde o início da campanha de bombardeamentos, no final do mês passado.

A estimativa mais recente, publicada pela agência de notícias semioficial Tasnim, citada pela Europa Press, confirma danos no Palácio Golestan, Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO, na segla em inglês) e ex-palácio real da era Cajar, na histórica Cidadela de Teerão, no Palácio de Mármore, no edifício da Polícia Municipal, no antigo edifício do Senado, na Mesquita Sepahsalar e no Palácio Farahabad.

As autoridades relatam ainda danos no Museu Arqueológico de Sanandaj e nos museus de Khosrowabad e Asef Vaziri, na província do Curdistão iraniano.

Os monumentos históricos de Isfahan também sofreram danos significativos nas recentes vagas de ataques, particularmente o complexo da Praça Naqsh-e Jahan, um dos maiores do mundo, Património Mundial da UNESCO, a Grande Mesquita Abássida do Imã Khomeini e o Palácio Chehel Sotoun.

A histórica Escola Secundária Kezazi em Kermanshah, a Mansão Sabzabad, a Casa Branca em Band Siraf (Província de Bushehr) e o Museu Arqueológico de Darehshahr em Ilam também foram afetados.

A UNESCO manifestou a sua preocupação com os danos nos sítios do Património Mundial e reiterou que os bens culturais estão protegidos pelo direito internacional. Este organismo internacional reconheceu um total de 29 sítios do Património Mundial neste país da Ásia Central.


Lusa

Presidente do Egito intensifica esforços para desescalada do conflito

O Presidente do Egito realizou uma série de telefonemas este domingo, 15 de março, com vários líderes dos países do Golfo intensificando os esforços para uma desescalada do conflito no Médio Oriente.

Segundo a agência AP, Abdel Fattah el-Sissi falou com o emir do Qatar, Sheikh Tamim bin Hamad al-Thani, com o rei da Jordânia, Abdullah II, e com o Presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan.

Teerão descarta negociações para terminar conflito

O Irão "não vê razões para negociar" com os Estados Unidos, afirmou este domingo, 15 de março, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter indicado que Teerão deseja um acordo para terminar a guerra.

"Não vemos motivos para negociar com os americanos porque estávamos no meio de negociações com eles quando decidiram atacar-nos, e esta foi a segunda vez", declarou Araghchi em entrevista à cadeia televisiva CBS.

O ministro iraniano referia-se à operação norte-americana em junho de 2025 contra instalações do programa nuclear do Irão, em plenas negociações com Washington, uma situação que voltou a acontecer com o confito em curso, desencadeado pela ofensiva aérea israelo-americana em 28 de fevereiro, que voltou a interromper o diálogo com Teerão.

O Presidente norte-americano afastou de novo no sábado a possibilidade de um acordo com o Irão neste momento.

"O Irão quer fazer um acordo, e eu não quero, porque os termos do acordo ainda não são suficientemente bons", declarou, em entrevista à cadeia NBC.

Para Trump, os termos de um entendimento precisam ser "muito fortes" e incluir um compromisso de Teerão para abandonar as suas ambições nucleares.

Lusa

Ataques no Irão causaram 16 mortos e 223 feridos entre pessoal médico

As autoridades iranianas denunciaram este domingo, 15 de março, que os ataques dos Estados Unidos e de Israel causaram 16 mortos e 223 feridos entre pessoal médico e que 152 centros de saúde foram danificados desde o início do conflito, em fevereiro.

Segundo um membro da Comissão de Saúde do Parlamento iraniano, Mohammad Jamalian, citado pela agência Efe, das instalações afetadas 43 são unidades de emergência e várias clínicas e hospitais estão paralisados devido aos danos sofridos.

“Ambulâncias e autocarros de socorro foram atacados e sofreram graves danos”, denunciou o parlamentar, numa entrevista à agência Tasnim.

Jamalian acrescentou ainda que, desde o início da guerra, foram realizadas 702 intervenções cirúrgicas, 16.510 feridos receberam alta, após terem sido tratados em diferentes hospitais do país, e que 1.584 feridos de guerra continuam internados.

No sábado, pelo menos 15 pessoas morreram na cidade de Isfahan, no centro do Irão, em ataques de Israel e dos Estados Unidos contra uma zona industrial, segundo informaram as autoridades locais.

No entanto, o Irão não atualiza o número de mortos no conflito desde quinta-feira, 5 de março, quando apresentou um balanço oficial de 1.230 mortos.

Lusa

Ataques aéreos israelitas no Líbano já mataram 850 pessoas

Os ataques aéreos israelitas no Líbano mataram 850 pessoas desde 2 de março, incluindo 107 crianças, anunciou este domingo, 15 de março, o Ministério da Saúde, num novo balanço.

O anterior balanço, divulgado no sábado, foi de 826 mortos. Entre os mortos contam-se 66 mulheres e 32 profissionais de saúde, informou o ministério, acrescentando que 2.105 pessoas ficaram feridas nas duas semanas de combates.

Lusa

Exército israelita prevê que a guerra vai durar mais três a seis semanas

As Forças de Defesa de Israel preveem que a guerra com o Irão poderá durar mais três a seis semanas, indicou este domingo, 15 de março, o porta-voz do exército, que destacou a existência de “milhares de objetivos pela frente".

"Estamos preparados, em coordenação com os nossos aliados americanos, com planos que se estenderão pelo menos até ao feriado judaico da Páscoa [que começa a1 de abril], daqui a cerca de três semanas. E temos planos mais ambiciosos que abrangem até mais três semanas", precisou Effie Defrin, em entrevista à cadeia televisiva CNN.

Contudo, o porta-voz militar observou que as forças israelitas "não trabalham com um cronómetro ou calendário, mas para atingir os seus objetivos", que consistem em "enfraquecer severamente o regime iraniano".

A entrevista surge no mesmo dia em que o chefe da diplomacia israelita, Gideon Saar, insistiu que a guerra contra o Irão vai durar até que sejam eliminadas as “ameaças existenciais” que o país representa para Israel.

Lusa

Americanos vão sentir disrupção na energia durante algumas semanas, diz Secretário da Energia  

O secretário da Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, disse ao programa da NBC Meet the Press, este domingo, 15 de março, que os americanos estão a sentir uma "perturbação de curto prazo” no fornecimento de energia que continuará "durante mais algumas semanas”, segundo a agência de notícias AP.

Questionado sobre se a guerra terminará dentro de algumas semanas, Wright respondeu, segundo a AP, “que esse é o prazo mais provável”, acrescentando que os preços da gasolina vão começar a descer quando a guerra terminar.

“No final, teremos eliminado o maior risco para o fornecimento mundial de energia. Caminharemos para um mundo com energia mais abundante e mais acessível”, disse Chris Wright, citado pela AP.

Irão detém mais de 20 pessoas por alegada cooperação com Israel

As autoridades do Irão detiveram pelo menos 20 pessoas no noroeste do país por alegada cooperação com Israel, noticiou este domingo, 15 de março, a agência semioficial iraniana Fars, ao 16.º dia da guerra no Médio Oriente.

As detenções ocorreram por ordem judicial por as pessoas terem “transmitido informações sobre locais militares, policiais e de segurança ao inimigo sionista”, disse o procurador da região, Hossein Majidi.

O poder iraniano tem realizado vagas de detenções por acusações relacionadas com a guerra lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel, de acordo com a comunicação social iraniana e diversas organizações não-governamentais (ONG).

O chefe da polícia nacional, Ahmad Reza Radan, alertou esta semana que os agitadores seriam tratados como inimigos e abatidos, afirmando que as forças de segurança tinham o “dedo no gatilho”, de acordo com a agência francesa AFP.

Lusa

Trump rejeita esforços de aliados para negociar cessar-fogo com o Irão  

A administração do Presidente Donald Trump rejeitou os esforços de aliados do Médio Oriente para iniciar negociações diplomáticas destinadas a pôr fim à guerra com o Irão, avança a agência Reuters.

O Irão, por outro lado, rejeitou a possibilidade de qualquer cessar-fogo enquanto os ataques dos EUA e de Israel continuarem, disseram à Reuters duas fontes iranianas de alto nível, acrescentando que vários países têm tentado mediar o fim do conflito.

A falta de vontade demonstrada por Washington e Teerão em iniciarem conversações sugere que ambas as partes se estão a preparar para um conflito prolongado, considera a Reuters.

Omã tentou várias vezes intermediar negociações para pôr fim ao conflito, mas a Casa Branca terá deixado claro que não está interessada em conversações, segundo duas fontes ouvidas pela Reuters, que falaram sob anonimato.

Também um alto responsável da Casa Branca confirmou que Trump rejeitou esses esforços para iniciar conversações e que está determinado em prosseguir com a guerra para enfraquecer ainda mais as capacidades militares de Teerão.

“Ele não está interessado nisso neste momento, e vamos continuar com a missão sem abrandar. Talvez haja um dia, mas não agora”, afirmou o responsável, citado pela Reuters.

Israel não prevê negociações diretas com o Líbano 

O chefe da diplomacia israelita, Gideon Saar, afirmou este domingo que não estão previstas negociações diretas com o Líbano para pôr fim à guerra desencadeada a 2 de março por um ataque do Hezbollah contra Israel, à margem da guerra no Irão.

Uma fonte oficial libanesa tinha dito no sábado à AFP que estava a formar uma delegação para negociar com Israel com vista ao fim da guerra.

A mesma fonte referiu, contudo, que nem a data nem o local de tais discussões foram ainda fixados, estando Paris e Chipre a ser considerados.

Saar disse que Israel não mantém “disputas graves com o Estado” libanês, mas sim com o Hezbollah. Justificou que o grupo xiita libanês age sob as instruções de Teerão ao lançar ataques contra Israel a partir de território libanês.

Saar também criticou o Governo libanês por não ter tomado medidas eficazes para travar as ações do Hezbollah, e afirmou que a normalização e a paz com o Líbano dependem de o grupo xiita cessar as agressões contra Israel.

O chefe da diplomacia israelita insistiu que a guerra contra o Irão vai durar até que sejam eliminadas as “ameaças existenciais” que o país representa para Israel.

“Queremos acabar com as ameaças existenciais do Irão a longo prazo, não queremos ir todos os anos para outra guerra”, declarou Saar, citado pela agência de notícias espanhola EFE.

Saar elogiou a coordenação político-militar diária com Washington e aproveitou uma visita à aldeia árabe de Zarzir, no norte de Israel, onde na sexta-feira um míssil iraniano causou 58 feridos sem gravidade, para acusar Teerão de atacar civis.

Durante a visita, um representante do município agradeceu a Saar o apoio e confirmou que a queda do míssil causou 58 feridos, nenhum com gravidade.

Disse que a população conseguiu salvar-se graças aos refúgios antiaéreos.

Lusa

Leão XIV apela ao cessar-fogo no Médio Oriente

O Papa Leão XIV apelou este domingo, 15 de março, aos responsáveis pelo conflito no Médio Oriente para um cessar-fogo e reabertura dos canais de diálogo, depois de denunciar a "violência atroz" sofrida pelos povos da região nas últimas duas semanas.

"Em nome dos cristãos do Médio Oriente e de todos os homens e mulheres de boa vontade, dirijo-me aos responsáveis por este conflito. Cessem o fogo, reabram os canais de diálogo", disse o pontífice da janela do Palácio Apostólico.

"A violência nunca poderá conduzir à justiça, à estabilidade e à paz que os povos tanto anseiam", acrescentou.

Leão XIV denunciou que, nas últimas duas semanas, os povos do Médio Oriente "sofreram a violência atroz da guerra" e que "milhares de inocentes foram mortos e inúmeras outras pessoas forçadas a fugir das suas casas".

"Renovo as minhas orações por todos aqueles que perderam entes queridos nos ataques que atingiram escolas, hospitais e zonas residenciais", disse.

O Papa manifestou ainda a sua "grande preocupação" com a situação no Líbano, país que visitou em dezembro passado, na sua primeira viagem internacional, e onde, esta semana, um padre maronita foi morto depois de ter sido atingido por um projétil durante um bombardeamento.

"Espero que se abram caminhos do diálogo e que possam apoiar as autoridades do país na implementação de soluções duradouras para a grave crise em curso, para o bem comum de todos os libaneses", afirmou.

Antes, na oração do “Angelus”, o Papa pediu que todos abram os olhos ao sofrimento e às "feridas do mundo".

"Precisamos de uma fé desperta, atenta e profética, que nos abra os olhos para as trevas do mundo e leve a luz do Evangelho através de um compromisso com a paz, a justiça e a solidariedade", afirmou aos fiéis reunidos na Praça de São Pedro.

Lusa

Líder iraniano está vivo e de boa saúde, diz ministro dos Negócios Estrangeiros

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, diz que Mojtaba Khamenei está vivo e de boa saúde. Segundo a Sky News, a garantia foi dada numa mensagem na rede social Telegram. “O líder da revolução está de boa saúde e a gerir plenamente a situação”, lê-se na publicação.

Ontem à noite o presidente norte-americano, Donald Trump, falou na possibilidade de o novo líder iraniano estar morto.

O post resume uma entrevista que Araghchi deu ao The New Arab em que fala ainda de outros temas. “Ocupar a ilha de Kharg seria um erro ainda maior do que atacá-la”, disse, na sequência de ameaças de Trump. O ministro afirmou ainda que “o estreito de Ormuz está aberto a todos, exceto a navios dos EUA e dos seus aliados”.

Sobre o ataque do Irão a países árabes da região, acusou Israel e os EUA. “Israel poderá estar por detrás de ataques contra alvos civis em países árabes, com o objetivo de prejudicar as relações com o Irão”, lê-se na publicação, segundo a Sky news. “Os norte-americanos construíram um drone semelhante ao nosso Shahed, chamado Lucas, através do qual atacam alvos em países árabes.”

“Os nossos ataques visam apenas bases e interesses dos EUA na região”, lê-se no resumo da entrevista de Abbas Araghchi.

Sobre negociações para pôr fim ao conflito, o ministro disse que “até agora não foi apresentada qualquer iniciativa concreta para pôr fim à guerra”, e mostrou-se aberto a esforços nesse sentido. “Saudaremos qualquer iniciativa regional que conduza a um fim justo da guerra.”

Outros países devem evitar ações que possam expandir a guerra, aconselha Teerão

O Irão aconselhou este domingo outros países a evitar qualquer ação que possa expandir a guerra com os Estados Unidos e Israel, após o apelo do Presidente norte-americano sobre segurança no estreito de Ormuz.

O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, apelou aos outros países para que se “abstenham de qualquer ação que possa levar a uma escalada e a uma extensão do conflito”, segundo um comunicado do seu ministério.

O apelo foi feito durante uma conversa telefónica de Araghchi com o homólogo francês, Jean-Noel Barrot, precisou o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão no comunicado, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

O Presidente Donald Trump apelou no sábado a outros países para que enviassem navios de guerra para assegurar o abastecimento mundial de petróleo que transita pelo estratégico estreito de Ormuz, que se encontra amplamente bloqueado pelo Irão.

Trump citou a França, a China, o Japão, a Coreia do Sul e o Reino Unido.

Lusa

Israel lança nova ofensiva e Teerão ataca base dos EUA e alvos israelitas

Israel anunciou este domingo, 15 de março, o lançamento de uma nova ofensiva no oeste do Irão e a Guarda Revolucionária iraniana reivindicou ataques com mísseis contra uma base aérea norte-americana e alvos israelitas, ao 16.º dia de guerra.

O exército israelita lançou “uma vaga de ataques contra infraestruturas do regime terrorista iraniano no oeste do Irão”, disseram os militares num comunicado citado pela agência francesa AFP.

Desde o início da operação militar conjunta com os Estados Unidos, em 28 de fevereiro, Israel realizou mais de 400 vagas de bombardeamentos no Irão, segundo a agência de notícias espanhola EFE.

Os caças israelitas atacaram mais de 200 objetivos no Irão ao longo do dia de sábado, incluindo dezenas de lançadores de mísseis balísticos, sistemas de defesa aérea e depósitos de armas, informou o exército.

Do lado iraniano, a Guarda Revolucionária reivindicou este domingo o lançamento de dez mísseis e de um número não especificado de drones contra as forças norte-americanas destacadas na base aérea de Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos.

A operação visou centros de comando e controlo regionais e a gestão da frente interna israelita, num ataque simultâneo a instalações ligadas aos Estados Unidos e a Israel, disse a Guarda Revolucionária num comunicado divulgado pela agência iraniana Fars.

A força ideológica do regime da República Islâmica dedicou a ação aos “84 mártires” do navio “Dena”, que foi afundado por um submarino norte-americano ao largo do Sri Lança em 04 de março.

Foram usados na operação mísseis hipersónicos e drones “com capacidade destrutiva”, precisou a Guarda Revolucionária no comunicado, também citado pela agência espanhola Europa Press (EP).

Disse também que os alvos atingidos na base de Al Dhafra teriam servido como apoio informativo no planeamento de operações contra o Irão.

“Com a graça de Deus, os contínuos e esmagadores ataques contra os alvos dos centros e interesses dos Estados Unidos e do regime sionista continuarão com maior poder e alcance até que o agressor se renda e seja castigado”, acrescentou.

As forças israelitas disseram ter detetado mísseis lançados do Irão em direção a Israel, embora não tenham esclarecido o número exato de alvos identificados.

O exército disse que os sistemas de defesa estavam “a trabalhar para intercetar a ameaça” e que o centro de comando da frente interna tinha distribuído alertas por telemóvel para residentes nas zonas afetadas.

Lusa

Tóquio não descarta enviar navios de guerra para Ormuz mas apela à “cautela”

O Japão afirmou este domingo, 15 de março, que Tóquio não descarta enviar navios de guerra para defender o estreito de Ormuz, tal como solicitado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, mas disse que o país deve considerar essa possibilidade com “cautela”.

“Legalmente, não descartamos a possibilidade de emitir uma ordem de segurança marítima ao abrigo do artigo 82.º da Lei das Forças de Autodefesa, mas, dado o conflito em curso, devemos tomar uma decisão com cautela”, advertiu o chefe do conselho de políticas do Partido Liberal Democrático (PLD), no poder, Takayuki Kobayashi, durante um programa na televisão pública NHK, citado pela agência EFE. 

Kobayashi assegurou que os critérios para o envio de navios de guerra para Ormuz “são muito elevados” e salientou o seu desejo de que o Governo japonês “considere com calma” como a situação no Médio Oriente pode evoluir, a fim de tomar as medidas adequadas.

Esta é a primeira reação de um alto responsável japonês depois de Trump ter afirmado no sábado nas redes sociais que espera que “muitos países” enviem “navios de guerra” para o estreito de Ormuz, entre eles o Japão, para o manter “aberto e seguro”, na sequência do anúncio do novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, de que a passagem estratégica permaneceria fechada.

“Esperemos que a China, a França, o Japão, a Coreia do Sul, o Reino Unido e outros países afetados por esta restrição artificial enviem navios para a zona, para que o estreito de Ormuz deixe de ser uma ameaça por parte de uma nação totalmente sem liderança”, escreveu Trump na sua rede social, a Truth Social.

O bloqueio de Ormuz, por onde passa diariamente cerca de 20% do petróleo mundial, ameaça desencadear uma crise energética mundial.

Trump declarou que, “se for necessário”, a Marinha dos Estados Unidos começará a escoltar petroleiros pelo estreito de Ormuz o mais rapidamente possível, e o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, mencionou a possibilidade de criar uma “coligação internacional” para escoltar navios pela passagem.

Lusa

Irão continua a atacar países vizinhos

Os Emirados Árabes Unidos relataram este domingo, 15 de março, um novo ataque com mísseis lançado a partir do Irão, com as autoridades a aconselharem os residentes a abrigarem-se em locais seguros.

O gabinete de imprensa de Abu Dhabi, capital do país, informou sobre um incêndio iniciado por um drone que atingiu uma instalação petrolífera na zona de Ruwais, que foi posteriormente controlado.

O gabinete de imprensa no Dubai, também nos Emirados Árabes Unidos, informou que os sistemas de defesa aérea intercetaram drones nas zonas de Marina e Al Sufouh.

O país tem "o direito de se defender" contra os ataques iranianos, mas continua a optar pela moderação, sublinhou na rede social Anwar Gargash, conselheiro da presidência emirati.

Os Emirados Árabes Unidos "fizeram esforços sinceros até ao último momento para mediar entre Washington e Teerão de forma a evitar esta guerra", acrescentou Gargash.

O Irão alertou que considera os portos dos Emirados Árabes Unidos alvos legítimos e classificou como "uma piada" o apoio prometido pela Ucrânia aos aliados dos Estados Unidos no Golfo na luta contra os drones.

Na Arábia Saudita, o Ministério da Defesa informou ter intercetado pelo menos 12 drones nas últimas quatro horas, em várias mensagens publicadas na rede social X.

A Guarda Nacional do Kuwait informou ter abatido cinco drones nas últimas 24 horas.

Anteriormente, as mesmas autoridades reportaram ataques de drones contra sistemas de radar no Aeroporto Internacional do Kuwait, bem como na base aérea de Ahmad Al Jaber, ferindo três soldados.

Fortes explosões foram ouvidas em Manama, capital do Bahrein, segundo dois jornalistas da agência de notícias France-Presse presentes no local.

Desde o início da guerra, o Bahrein afirma ter intercetado 125 mísseis iranianos e 203 drones, além de ter registado duas mortes. Noutros países do Golfo, estes ataques resultaram em 24 mortes.

"O que estamos a fazer é simplesmente aplicar o conhecido princípio de olho por olho", declarou, no sábado, o ministro dos negócios estrangeiros do Irão, Abbas Araqhchi.

Lusa

Guarda Revolucionária jura "caçar e matar" primeiro-ministro de Israel

A Guarda Revolucionária iraniana prometeu este domingo, 15 de março, "caçar e matar" o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, no 16.º dia do conflito desencadeados pelos ataques de Israel e Estados Unidos contra o Irão.

"Se este criminoso assassino de crianças ainda estiver vivo, continuaremos a caçá-lo e a matá-lo com todas as nossas forças", escreveu a Guarda num comunicado.

Em retaliação pela ofensiva lançada em 28 de fevereiro, o Irão condicionou o tráfego no estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

Lusa

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