O Irão aconselhou este domingo outros países a evitar qualquer ação que possa expandir a guerra com os Estados Unidos e Israel, após o apelo do Presidente norte-americano sobre segurança no estreito de Ormuz.O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, apelou aos outros países para que se “abstenham de qualquer ação que possa levar a uma escalada e a uma extensão do conflito”, segundo um comunicado do seu ministério.O apelo foi feito durante uma conversa telefónica de Araghchi com o homólogo francês, Jean-Noel Barrot, precisou o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão no comunicado, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).O Presidente Donald Trump apelou no sábado a outros países para que enviassem navios de guerra para assegurar o abastecimento mundial de petróleo que transita pelo estratégico estreito de Ormuz, que se encontra amplamente bloqueado pelo Irão.Trump citou a França, a China, o Japão, a Coreia do Sul e o Reino Unido.Lusa.Israel anunciou este domingo, 15 de março, o lançamento de uma nova ofensiva no oeste do Irão e a Guarda Revolucionária iraniana reivindicou ataques com mísseis contra uma base aérea norte-americana e alvos israelitas, ao 16.º dia de guerra.O exército israelita lançou “uma vaga de ataques contra infraestruturas do regime terrorista iraniano no oeste do Irão”, disseram os militares num comunicado citado pela agência francesa AFP.Desde o início da operação militar conjunta com os Estados Unidos, em 28 de fevereiro, Israel realizou mais de 400 vagas de bombardeamentos no Irão, segundo a agência de notícias espanhola EFE.Os caças israelitas atacaram mais de 200 objetivos no Irão ao longo do dia de sábado, incluindo dezenas de lançadores de mísseis balísticos, sistemas de defesa aérea e depósitos de armas, informou o exército.Do lado iraniano, a Guarda Revolucionária reivindicou este domingo o lançamento de dez mísseis e de um número não especificado de drones contra as forças norte-americanas destacadas na base aérea de Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos.A operação visou centros de comando e controlo regionais e a gestão da frente interna israelita, num ataque simultâneo a instalações ligadas aos Estados Unidos e a Israel, disse a Guarda Revolucionária num comunicado divulgado pela agência iraniana Fars.A força ideológica do regime da República Islâmica dedicou a ação aos “84 mártires” do navio “Dena”, que foi afundado por um submarino norte-americano ao largo do Sri Lança em 04 de março.Foram usados na operação mísseis hipersónicos e drones “com capacidade destrutiva”, precisou a Guarda Revolucionária no comunicado, também citado pela agência espanhola Europa Press (EP).Disse também que os alvos atingidos na base de Al Dhafra teriam servido como apoio informativo no planeamento de operações contra o Irão.“Com a graça de Deus, os contínuos e esmagadores ataques contra os alvos dos centros e interesses dos Estados Unidos e do regime sionista continuarão com maior poder e alcance até que o agressor se renda e seja castigado”, acrescentou.As forças israelitas disseram ter detetado mísseis lançados do Irão em direção a Israel, embora não tenham esclarecido o número exato de alvos identificados.O exército disse que os sistemas de defesa estavam “a trabalhar para intercetar a ameaça” e que o centro de comando da frente interna tinha distribuído alertas por telemóvel para residentes nas zonas afetadas.Lusa.O Japão afirmou este domingo, 15 de março, que Tóquio não descarta enviar navios de guerra para defender o estreito de Ormuz, tal como solicitado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, mas disse que o país deve considerar essa possibilidade com “cautela”.“Legalmente, não descartamos a possibilidade de emitir uma ordem de segurança marítima ao abrigo do artigo 82.º da Lei das Forças de Autodefesa, mas, dado o conflito em curso, devemos tomar uma decisão com cautela”, advertiu o chefe do conselho de políticas do Partido Liberal Democrático (PLD), no poder, Takayuki Kobayashi, durante um programa na televisão pública NHK, citado pela agência EFE. Kobayashi assegurou que os critérios para o envio de navios de guerra para Ormuz “são muito elevados” e salientou o seu desejo de que o Governo japonês “considere com calma” como a situação no Médio Oriente pode evoluir, a fim de tomar as medidas adequadas.Esta é a primeira reação de um alto responsável japonês depois de Trump ter afirmado no sábado nas redes sociais que espera que “muitos países” enviem “navios de guerra” para o estreito de Ormuz, entre eles o Japão, para o manter “aberto e seguro”, na sequência do anúncio do novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, de que a passagem estratégica permaneceria fechada.“Esperemos que a China, a França, o Japão, a Coreia do Sul, o Reino Unido e outros países afetados por esta restrição artificial enviem navios para a zona, para que o estreito de Ormuz deixe de ser uma ameaça por parte de uma nação totalmente sem liderança”, escreveu Trump na sua rede social, a Truth Social.O bloqueio de Ormuz, por onde passa diariamente cerca de 20% do petróleo mundial, ameaça desencadear uma crise energética mundial.Trump declarou que, “se for necessário”, a Marinha dos Estados Unidos começará a escoltar petroleiros pelo estreito de Ormuz o mais rapidamente possível, e o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, mencionou a possibilidade de criar uma “coligação internacional” para escoltar navios pela passagem.Lusa.Os Emirados Árabes Unidos relataram este domingo, 15 de março, um novo ataque com mísseis lançado a partir do Irão, com as autoridades a aconselharem os residentes a abrigarem-se em locais seguros.O gabinete de imprensa de Abu Dhabi, capital do país, informou sobre um incêndio iniciado por um drone que atingiu uma instalação petrolífera na zona de Ruwais, que foi posteriormente controlado.O gabinete de imprensa no Dubai, também nos Emirados Árabes Unidos, informou que os sistemas de defesa aérea intercetaram drones nas zonas de Marina e Al Sufouh.O país tem "o direito de se defender" contra os ataques iranianos, mas continua a optar pela moderação, sublinhou na rede social Anwar Gargash, conselheiro da presidência emirati.Os Emirados Árabes Unidos "fizeram esforços sinceros até ao último momento para mediar entre Washington e Teerão de forma a evitar esta guerra", acrescentou Gargash.O Irão alertou que considera os portos dos Emirados Árabes Unidos alvos legítimos e classificou como "uma piada" o apoio prometido pela Ucrânia aos aliados dos Estados Unidos no Golfo na luta contra os drones.Na Arábia Saudita, o Ministério da Defesa informou ter intercetado pelo menos 12 drones nas últimas quatro horas, em várias mensagens publicadas na rede social X.A Guarda Nacional do Kuwait informou ter abatido cinco drones nas últimas 24 horas.Anteriormente, as mesmas autoridades reportaram ataques de drones contra sistemas de radar no Aeroporto Internacional do Kuwait, bem como na base aérea de Ahmad Al Jaber, ferindo três soldados.Fortes explosões foram ouvidas em Manama, capital do Bahrein, segundo dois jornalistas da agência de notícias France-Presse presentes no local.Desde o início da guerra, o Bahrein afirma ter intercetado 125 mísseis iranianos e 203 drones, além de ter registado duas mortes. Noutros países do Golfo, estes ataques resultaram em 24 mortes."O que estamos a fazer é simplesmente aplicar o conhecido princípio de olho por olho", declarou, no sábado, o ministro dos negócios estrangeiros do Irão, Abbas Araqhchi.Lusa.A Guarda Revolucionária iraniana prometeu este domingo, 15 de março, "caçar e matar" o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, no 16.º dia do conflito desencadeados pelos ataques de Israel e Estados Unidos contra o Irão."Se este criminoso assassino de crianças ainda estiver vivo, continuaremos a caçá-lo e a matá-lo com todas as nossas forças", escreveu a Guarda num comunicado.Em retaliação pela ofensiva lançada em 28 de fevereiro, o Irão condicionou o tráfego no estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.Lusa