Conselheiro de Trump revela que duas primeiras semanas de guerra custaram de 12 mil milhões de dólares aos EUA
FOTO: EPA/ABEDIN TAHERKENAREH

Conselheiro de Trump revela que duas primeiras semanas de guerra custaram de 12 mil milhões de dólares aos EUA

Kevin Hassett garantiu à NBC News que os EUA já têm "as armas necessárias", por isso não vê necessidade de que haja necessidade de a administração Trump pedir mais dinheiro para a guerra.
Publicado a
Atualizado a

O principal conselheiro económico da Casa Branca, Kevin Hassett, confirmou este domingo, 15 de março, que as primeiras duas semanas de guerra com o Irão custaram aos Estados Unidos cerca 12 mil milhões de dólares (10,5 mil milhões de euros).

Hassett confirmou este valor à cadeia NBC News, no seguimento da informação que recebeu na semana passada à porta fechada de altos militares norte-americanos durante uma reunião com membros do Congresso e responsáveis da administração em Washington.

O também diretor do Conselho Económico Nacional recusou, no entanto, confirmar os rumores de que a Casa Branca estaria a preparar um pedido ao Congresso para mais 50 mil milhões de dólares (43,6 mil milhões de euros) em gastos com a ofensiva aérea conjunta com Israel, desencadeada em 28 de fevereiro contra a República Islâmica.

"Já temos as armas necessárias, por isso não creio que um reforço seja preciso ", disse Hassett, apesar de reconhecer que o Pentágono prevê mais duas a quatro semanas de operações.

O Governo de Israel anunciou pelo seu lado mais 2,6 mil milhões de shekels (cerca de 723 milhões de euros) para a "aquisição urgente e essencial de equipamento de defesa" para as suas operações militares no Irão e no vizinho Líbano, após ter aprovado na passada semana um orçamento especial para o setor que, segundo a imprensa israelita, atinge oito mil milhões de euros, a somar aos mais de 30 mil milhões de euros já previstos.

Segundo um comunicado do executivo, a despesa hoje anunciada é justificada pelo "estado de emergência em que Israel se encontra" e a "necessidade urgente e imediata" de fornecer uma "resposta operacional" à intensidade dos combates atuais.

Em retaliação da ofensiva iniciada em 28 de fevereiro, o Irão lançou ataques com mísseis e drones contra Israel e contra os países vizinhos, visando em particular bases militares e outros interesses norte-americanos mas também infraestruturas económicas, sobretudo energéticas.

Todas as partes têm rejeitado até agora qualquer discussão para estabelecer um cessar-fogo neste conflito que se alastrou a toda a região e reacendeu a guerra no Líbano, depois de o grupo xiita Hezbollah ter partido em apoio do seu aliado de Teerão e começado também a atacar Israel.

Ao mesmo tempo, o Irão colocou sob ameaça militar o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo mundial, fazendo disparar o preço do barril para cerca de cem dólares.

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, estimou hoje que os norte-americanos podem esperar uma subida dos preços dos combustíveis nas próximas semanas, que deverão descer depois até ao verão.

Em entrevista à NBC, Wright comentou que há "uma boa hipótese" de os preços da gasolina caírem assim que "o maior risco para o fornecimento global de energia" desaparecer, esperando que a guerra possa terminar em breve.

Nessa altura, "haverá um mundo com energia mais abundante, energia mais acessível e menos riscos para os soldados norte-americanos e para o comércio no Médio Oriente", acredita o secretário da Energia.

O preço médio da gasolina nos Estados Unidos era de 2,94 dólares (2,57 euros) por galão (3,7 litros) em 01 de março, um dia após o início do conflito, mas no sábado o valor médio já atingia os 3,70 dólares (3,24 euros), segundo os órgãos de imprensa nacionais, citando a plataforma GasBuddy.

No entanto, embora Wright tenha manifestado confiança numa resolução rápida do conflito, reconheceu que "numa guerra, não há garantias" e que “o calendário ainda não é totalmente claro”

Até à data, o líder da Casa Branca indicou vários prazos e objetivos para o fim da ofensiva militar.

Dois dias depois do início dos ataques, afirmou que poderia durar "quatro ou cinco semanas", na semana passada reduziu o prazo e disse que estava "prestes a terminar" e na sexta-feira respondeu que vai durar “o tempo que for preciso”.

O porta-voz do exército israelita indicou hoje que as Forças de Defesa de Israel preveem que a guerra com o Irão poderá durar mais três a seis semanas e que ainda há milhares de objetivos militares pela frente.

Donald Trump pediu também que outros países enviem navios de guerra para assegurar o abastecimento mundial de petróleo que transita pelo Estratégico de Ormuz, apontando a França, a China, o Japão, a Coreia do Sul e o Reino Unido.

Após este apelo, O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, recomendou aos outros países para que se “abstenham de qualquer ação que possa levar a uma escalada e a uma extensão do conflito”, segundo um comunicado do seu ministério.

Conselheiro de Trump revela que duas primeiras semanas de guerra custaram de 12 mil milhões de dólares aos EUA
Primeira semana de guerra custou aos EUA 9,8 mil milhões de euros
Conselheiro de Trump revela que duas primeiras semanas de guerra custaram de 12 mil milhões de dólares aos EUA
Trump rejeita esforços de aliados do Médio Oriente para negociar cessar-fogo. Irão descarta negociações

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt