Sabri Essid foi condenado à morte pelos crimes que cometeu em representação do ISIS
Sabri Essid foi condenado à morte pelos crimes que cometeu em representação do ISISFoto: DR

Genocídio e escravatura sexual. Tribunal francês condena jihadista a pena perpétua

Sabri Essid esteve envolvido em homicídios, violações e escravatura. Mulheres e crianças de uma minoria etnorreligiosa tinham um "preço de mercado" atribuído e eram transacionadas.
Publicado a
Atualizado a

Um membro francês do autoproclamado Estado Islâmico (ISIS) foi condenado a pena de prisão perpétua por genocídio e crimes contra a humanidade. Em causa estão atos organizados pelos jihadistas, que dizem respeito a homicídios, violações e escravatura dos Yazidis. Esta é uma minoria etnorreligiosa curdo indígena do Curdistão, que tem presença em maior número no Iraque.

A condenação de Sabri Essid, no tribunal criminal de Paris, baseou-se em testemunhos de duas mulheres das quais o homem, agora condenado, era "dono". Adicionalmente, são várias as mulheres a quem era atribuído um "valor de mercado" e que garantem ter sido compradas por valores entre 40 e 100 dólares.

Mensagens recolhidas num grupo da rede social Telegram intitulado "mercado de soldados do califado" levam a crer que várias crianças eram vendidas, em troca de dinheiro ou bens, para escravatura sexual. As meninas mais novas tinham a partir de nove anos e chegavam a custar 14 mil dólares.

Sabri Essid foi condenado à morte pelos crimes que cometeu em representação do ISIS
EUA lançam ataques em larga escala contra o Estado Islâmico na Síria

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt