Flávio Bolsonaro já aterrou em Miami, nos EUA
Flávio Bolsonaro, candidato derrotado à presidência do Brasil, já chegou a Miami. O senador brasileiro desembarcou com a mulher, Fernanda, e as filhas, Carolina e Luiza, às 13:31 de Lisboa, desta quarta-feira, depois de uma longa viagem secreta iniciada em Puerto Iguazú, na Argentina, com escala em Guayaquil, no Equador.
Falta apurar a quem pertence o jato privado em que viajou, se a fuga foi pensada ainda antes de serem conhecidos os resultados que deram a vitória a Lula da Silva e se a administração de Donald Trump, como foi noticiado, lhe vai mesmo conceder visto de residência.
Flávio estava desaparecido desde a manhã de terça-feira, 27 de outubro.
Na véspera, o juiz Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o ainda senador entregasse os seus passaportes brasileiro e italiano à Polícia Federal (PF) e proibiu-o de sair do país – o passaporte brasileiro foi entretanto cancelado pelas autoridades mas o italiano segue em vigor.
A decisão está relacionada com uma investigação que envolve o parlamentar e o advogado Willer Tomaz, seu amigo, por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A PF apura movimentações financeiras irregulares ligadas ao setor das apostas e a fraudes nos descontos de pensões do INSS, a segurança social brasileira.
As autoridades identificaram uma ligação de Flávio à conta da offshore Alcazar Holdings, sediada na Madeira, e viagens pessoais alegadamente pagas por uma empresa ligada a Tomaz.
Ambos negam irregularidades e Flávio afirma que a relação é apenas de amizade.
Em paralelo, a PF investiga transferências milionárias do banqueiro preso Daniel Vorcaro para Flávio a propósito do financiamento do filme Dark Horse.
Embora tenha criticado a decisão de Moraes de determinar a entrega de passaporte, Flávio garantiu, dia 26, que cumpriria a determinação judicial e também negou que estivesse a planear abandonar o Brasil.
Nas vésperas da eleição, o irmão Eduardo Bolsonaro aconselhava-o, publicamente, a fugir do Brasil em caso de derrota. O juiz do STF usou essa declaração e casos anteriores de fuga envolvendo a família para basear a decisão.

