Depois de ter garantido que "não fiz nada de errado", Nigel Farage anunciou a demissão de deputado por Clacton, mas o líder do Reform UK logo afirmou que será de novo candidato ao cargo numas eleições antecipadas que definiu como sendo "o povo contra o establishment". Esta decisão surge depois de Farage ter afirmado que dito uma segunda investigação da comissão de ética do Parlamento, na sequência de relatos de que não teria declarado benefícios em espécie recebidos do criminoso condenado George Cottrell no ano anterior à conquista do seu lugar em Clacton nas eleições de 2024.O antigo eurodeputado enfrenta ainda outra investigação da comissão de ética devido a alegações de que não declarou uma doação de 5 milhões de libras que recebeu do cripto-milionário Christopher Harborne, residente na Tailândia, também antes da sua eleição como deputado.Em ambos os casos, Farage insiste que não violou nenhuma regra e que não fez nada de errado.O primeiro-ministro demissionário Keir Starmer denunciou uma “manobra desesperada” de Farage e o porta-voz de Andy Burnham, o homem que lhe deve suceder após vencer a corrida à liderança do Labour, classificou a eleição como um “artifício” para desviar a atenção das investigações às suas finanças.Restore Britain: o partido que pode estragar os planos de poder de Farage