Foto sem data dos ficheiros Epstein revelada pelos democratas do Congresso dos EUA a 18 de dezembro de 2025 mostra (sentados da esquerda para a direita) o bilionário Thomas Pritzker, Ehud Barak e Woody Allen, enquanto o mágico David Blaine está de pé. Epstein está em pé entre Barak e Allen.
Foto sem data dos ficheiros Epstein revelada pelos democratas do Congresso dos EUA a 18 de dezembro de 2025 mostra (sentados da esquerda para a direita) o bilionário Thomas Pritzker, Ehud Barak e Woody Allen, enquanto o mágico David Blaine está de pé. Epstein está em pé entre Barak e Allen. Supervisão Democrata da Câmara dos Representantes dos EUA

Ex-primeiro-ministro israelita Ehud Barak: “Arrependo-me do momento em que conheci Epstein em 2003”

Barak admitiu que poderão vir a ser revelados novos materiais sobre a sua relação com Epstein nas próximas semanas, pelo “facto de ter tido uma relação comercial e social com ele durante 15 anos".
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O antigo primeiro-ministro israelita Ehud Barak confessou arrepender-se de ter mantido uma relação próxima com Jeffrey Epstein após a sua primeira condenação por crimes sexuais, em 2008, e antes da abertura da investigação mais ampla ocorrida em 2019, mas recusou ter feito parte de quaisquer atividades ilegais.

“Posso afirmar com toda a certeza que me arrependo do momento em que o conheci, em 2003”, referiu Barak numa entrevista à televisão israelita Canal 12 transmitida na quinta-feira à noite, 12 de fevereiro. “Em todos os 15 anos em que conheci [Epstein], nunca presenciei qualquer ocorrência ou comportamento inadequado”.

Barak foi apresentado a Jeffrey Epstein num grande evento em Washington, em 2003, pelo ex-presidente israelita Shimon Peres, que se referiu a ele como sendo um “bom judeu”. “Sou responsável por todas as minhas ações e decisões. Há espaço para questionar se deveria ter investigado mais a fundo. Lamento não o ter feito”, disse ainda o antigo governante.

Na mesma entrevista, o antigo primeiro-ministro israelita, de 84 anos, foi questionado sobre as revelações de que ficou hospedado várias vezes num apartamento de Epstein em Nova Iorque entre 2015 e 2019, justificando que era era útil quando visitava a cidade, pois podia deixar lá os seus pertences, sublinhando ser o “direito de cada cidadão” de ficar num imóvel de alguém conhecido, não havendo qualquer ilegalidade nisso. E notou que, nesse período já não estava à frente do governo de Israel, cargo que ocupou entre 1999 e 2001. 

De acordo com o Times of Israel, Barak foi ainda questionado pelo Canal 12 sobre declarações que fez numa gravação de 2014, que faz parte dos documentos publicados pela justiça dos EUA, na qual diz a Epstein que “muitas jovens e bonitas raparigas, altas e esbeltas, viriam da Rússia para Israel” e explica-lhe ter dito ao presidente Vladimir Putin que a imigração russa poderia compensar o crescimento da população árabe. O antigo líder israelita justificou-se, dizendo que ter usado “uma escolha infeliz de palavras, com associações a estereótipos irracionais”, perguntando aos telespectadores se não não falavam da mesma forma em conversas privadas. “Não me orgulho desta escolha de palavras, mas não o disse a Putin”, acrescentou.

Ehud Barak admitiu ainda que poderão vir a ser revelados novos materiais sobre a sua relação com Jeffrey Epstein nas próximas semanas, pelo “facto de ter tido uma relação comercial e social com ele durante 15 anos". Mas garantiu que nada de "inapropriado" será descoberto. “Eu não sabia da natureza dos seus crimes até 2019, e você provavelmente também não sabia”, concluiu.

Foto sem data dos ficheiros Epstein revelada pelos democratas do Congresso dos EUA a 18 de dezembro de 2025 mostra (sentados da esquerda para a direita) o bilionário Thomas Pritzker, Ehud Barak e Woody Allen, enquanto o mágico David Blaine está de pé. Epstein está em pé entre Barak e Allen.
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