Trump diz que EUA vão atacar Irão com "muita força". "Nenhuma tropa inimiga deve sobreviver", responde Teerão

Donald Trump prometeu aumentar a intensidade dos ataques a Teerão, ao mesmo tempo afirmou que estão a decorrer negociações. Siga aqui as notícias sobre a guerra no Irão, em curso há mais de um mês.
Trump diz que EUA vão atacar Irão com "muita força". "Nenhuma tropa inimiga deve sobreviver", responde Teerão
FOTO: EPA/ALEX BRANDON / POOL

Irão deixa novo aviso caso os EUA avancem para uma operação terrestre. "Nenhuma tropa inimiga deve sobreviver"

O novo aviso do Irão aos Estados Unidos chega através do chefe do Exército do país, que alerta contra uma possível invasão terrestre do país.

Amir Hatami, responsável máximo do exército iraniano, disse que, caso as forças norte-americanas decidam avançar para uma operação terrestre, não haverá sobreviventes entre os que considera serem os invasores, noticia a Associated Press.

"Nenhuma tropa inimiga deve sobreviver caso os adversários tentem uma operação terrestre", afirmou.

“A sombra da guerra deve ser dissipada do nosso país e deve haver segurança para todos, porque não é possível que os lugares sejam seguros e o nosso povo esteja inseguro”, disse na televisão iraniana.

Bolsas europeias abrem com perdas ainda com dúvidas sobre conflito no Irão

As principais bolsas europeias abriram hoje com perdas, depois de o Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, não ter conseguido diminuir as dúvidas sobre a guerra no Irão.

Cerca das 08:45 em Lisboa, o EuroStoxx 600 recuava 0,99% para 591,78 pontos.

Nas principais praças europeias, Frankfurt perdia 1,37%, Madrid 1,10% e Milão 1,09%.

Por essa hora, abaixo da queda de 1% estavam Paris (0,98%) e Londres (0,17%).

Em Lisboa, o PSI avançava ligeiros 0,06% para 9.305,02 pontos.

Durante a madrugada, Trump afirmou que ocorrerão ataques intensos às infraestruturas iranianas nas próximas semanas, ao mesmo tempo que insinuava que as negociações continuam em aberto – algo negado por Teerão.

Para hoje está prevista a publicação de dados sobre os pedidos de apoio ao desemprego nos EUA, estando a publicação do relatório sobre o emprego prevista para sexta-feira, dia em que os mercados estarão fechados.

O euro desvalorizava-se 0,6% face ao dólar e era negociado a 1,152 dólares por unidade.

O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em junho, subiu quase 7%, para 107,85 dólares, ao passo que o West Texas Intermediate (WTI), para entrega em maio, de referência nos EUA, avançava 6,11%, para 106,24dólares.

Lusa

Líderes europeus defendem cooperação de aliados para reabrir o Estreito de Ormuz

O Reino Unido e a Comissão Europeia concordaram sobre a importância de os países aliados trabalharem num plano para restaurar a navegação no Estreito de Ormuz bloqueado pelo Irão, declararam hoje fontes oficiais.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, discutiram na quarta-feira a crise no Médio Oriente e ambos condenaram as ações do Irão no Estreito de Ormuz, que "está a manter a economia global como refém", segundo um comunicado divulgado hoje pelo gabinete do líder britânico.

Os dois responsáveis europeus concordaram que os aliados devem unir-se para restaurar a navegação no Estreito de Ormuz quando as circunstâncias o permitirem.

Esta conversa ocorreu antes de a ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Yvette Cooper, presidir hoje a uma reunião virtual com 35 países para procurar soluções conjuntas que ajudem a reabrir o Estreito de Ormuz e a restaurar a navegação marítima.

O líder britânico e o presidente da Comissão Europeia discutiram ainda a "ambição partilhada" de reforçar a relação entre o Reino Unido e a União Europeia (UE), bem como a importância de continuar a prestar um forte apoio à Ucrânia, segundo o comunicado.

O primeiro-ministro britânico indicou claramente o seu desejo de reforçar os laços com a UE diante da situação criada pela guerra do Irão e após críticas do presidente norte-americano, Donald Trump, aos seus aliados pela relutância em apoiá-lo no conflito contra Teerão.

"Está a tornar-se cada vez mais claro que, neste mundo volátil e em constante evolução, o nosso interesse nacional a longo prazo exige uma parceria mais estreita com os nossos aliados na Europa e na União Europeia", disse Starmer, em conferência de imprensa, na quarta-feira.

Lusa

Embaixada dos EUA em Bagdade emite alerta para possíveis ataques nas próximas 24 a 48 horas

"Grupos de milícias terroristas iraquianas alinhadas com o Irão podem ter a intenção de realizar ataques no centro de Bagdade nas próximas 24 a 48 horas". O aviso é da embaixada dos Estados Unidos na capital iraquiana que pede aos seus cidadãos que deixem o país "agora"

No novo aviso, a representação diplomática refere que "o Irão e as milícias terroristas alinhadas com o Irão têm levado a cabo ataques generalizados contra cidadãos norte-americanos e alvos associados aos EUA em todo o Iraque". Ataques "podem visar cidadãos americanos, empresas, universidades, instalações diplomáticas, infraestruturas energéticas, hotéis, aeroportos e outros locais considerados associados aos Estados Unidos, bem como instituições iraquianas e alvos civis. Milícias terroristas têm sequestrado americanos. Os cidadãos americanos devem deixar o Iraque agora", lê-se no aviso.

Forças armadas de Teerão prometem ações ainda mais "devastadoras, abrangentes e destrutivas"

O comandante operacional do exército da República Islâmica, Khatam al-Anbiya, prometeu hoje ações ainda mais devastadoras em resposta ao presidente norte-americano, Donald Trump, que tinha anunciado o endurecimento dos ataques ao Irão.

"Com fé em Deus (Alá) todo-poderoso, esta guerra continuará até a sua humilhação, desonra, arrependimento final e capitulação", disse o comandante, em comunicado transmitido pela televisão estatal iraniana.

"Esperem ações ainda mais devastadoras, abrangentes e destrutivas", frisou al-Anbiya.

Horas antes, Trump declarou num discurso ao país que as forças militares dos Estados Unidos da América (EUA) vão atacar com "muita força" o Irão nas próximas duas a três semanas.

Lusa

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PM de Timor-Leste admite cortar eletricidade entre 23h00 e 06h00 caso conflito no Médio Oriente se prolongue

O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, admitiu hoje cortar o fornecimento de eletricidade no país durante o período da noite caso o conflito no Médio Oriente se prolongue.

“Informei o presidente timorense de que, caso a situação de guerra no Médio Oriente se torne muito difícil, o Governo irá avisar que a eletricidade funcionará até às 23h00 e voltará a ser restabelecida às 05h00 da madrugada, para pouparmos”, afirmou Xanana Gusmão.

O líder do Governo falava aos jornalistas após o encontro semanal com o Presidente timorense, José Ramos-Horta, no Palácio da Presidência.

O Governo de Timor-Leste aprovou quarta-feira, em reunião do Conselho de Ministros, uma despesa no valor de 168,8 milhões de dólares (145,9 milhões de euros) para garantir o fornecimento de combustível até ao final de 2026, devido ao conflito no Médio Oriente.

Segundo o comunicado do Conselho de Ministros, o ministro do Petróleo e Recursos Minerais, Francisco Monteiro, foi autorizado a abrir um procedimento de aprovisionamento por ajuste direto urgente para adquirir 80 milhões de litros de gasóleo no valor de 168,8 milhões de dólares.

“Esta decisão visa garantir a criação de uma reserva de segurança com autonomia até ao final do ano, tendo em conta a possibilidade de escassez de combustível devido ao prolongamento do conflito no Médio Oriente”, refere o comunicado.

Lusa

Austrália apela ao fim da guerra após discurso de líder dos Estados Unidos

O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, apelou hoje ao fim da guerra no Médio Oriente, após um discurso do presidente norte-americano, tendo em conta que os objetivos dos Estados Unidos tinham sido alcançados.

Albanese salientou que os ataques norte-americanos e israelitas tinham enfraquecido a força aérea, a marinha e a indústria militar iranianas, portanto, "agora que esses objetivos foram alcançados, não é claro o que resta por fazer, nem como poderá ser o desfecho", afirmou, num discurso em Camberra.

"O que é claro é que quanto mais a guerra se prolongar, maior será o seu impacto na economia mundial", acrescentou.

A Austrália depende em grande medida das importações de combustível e as suas reservas atuais permitir-lhe-iam aguentar 37 dias.

Lusa

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Bolsas chinesas caem até 1,15% após ameaça de Trump de novos ataques

As principais bolsas de valores da China registaram hoje perdas de até 1,15% nos primeiros minutos da sessão, após o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter prometido atacar o Irão com “muita força” nas próximas duas a três semanas.

O índice de referência da Bolsa de Valores de Hong Kong, o Hang Seng, registava uma queda de 1,06% por volta das 11:41 (04:41 em Lisboa), enquanto os dos dois principais mercados da China continental, Xangai e Shenzhen, recuavam 0,53% e 1,15%, respetivamente.

O índice que acompanha a evolução das 300 maiores empresas desses dois mercados, o CSI 300, caía 0,74% à mesma hora.

Destaque ainda para a descida de 2,14% na Bolsa de Pequim – embora a sua relevância seja menor devido à sua recente criação (2021) e ao foco em pequenas e médias empresas – e para a queda de 1,7% registada em simultâneo pelo Taiex da Bolsa de Taipé, do outro lado do estreito de Taiwan.

Lusa

Teerão descreve exigências dos EUA como "maximalistas e irracionais"

A diplomacia do Irão acusou os Estados Unidos (EUA) de fazerem exigências "maximalistas e irracionais" e negou ter pedido um cessar-fogo, ao contrário do que afirmou o Presidente norte-americano Donald Trump.

"Foram recebidas mensagens através de intermediários, incluindo o Paquistão, mas não há negociações diretas com os Estados Unidos", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão.

Citado pela agência de notícias iraniana ISNA na quarta-feira, Esmail Baghaei descreveu as exigências de Washington como "maximalistas e irracionais".

Horas antes, Donald Trump tinha dito que "o novo presidente do regime iraniano, muito menos radicalizado e muito mais inteligente do que os predecessores, acaba de pedir um cessar-fogo".

As afirmações de Trump são "falsas e infundadas", disse Esmail Baghaei.

As declarações da diplomacia do Irão surgiram antes de Trump ter prometido que as forças norte-americanas vão atacar com "muita força" o Irão nas próximas duas a três semanas.

Lusa

EUA vão atacar Irão com "muita força" nas próximas duas semanas

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou que as forças norte-americanas vão atacar com "muita força" o Irão nas próximas duas a três semanas.

A promessa surgiu na quarta-feira, num discurso ao país, após 33 dias do conflito iniciado em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel lançaram uma campanha de bombardeamentos contra território iraniano.

"Vamos atacá-los com extrema dureza nas próximas duas a três semanas. Vamos mandá-los de volta à Idade da Pedra, onde pertencem. Entretanto, as negociações continuam", afirmou o presidente norte-americano.

"Se não houver acordo, vamos atacar cada uma das suas centrais elétricas com muita dureza e, provavelmente, em simultâneo", acrescentou, num discurso dirigido aos norte-americanos a partir da Casa Branca.

Trump manifestou-se também convicto de que, assim que a guerra contra o Irão terminar, o estreito de Ormuz "abrir-se-á naturalmente", porque a República Islâmica precisa da venda de petróleo para se reconstruir e, por isso, os preços do petróleo irão baixar e as bolsas voltarão a registar ganhos.

Por outro lado, o inquilino da Casa Branca pediu aos países que dependem do petróleo escoado do Golfo através do estreito de Ormuz que "cuidem" da passagem estratégica, por onde transita 20% do petróleo mundial em condições normais, porque os Estados Unidos "não precisam" desse petróleo e gás.

"Vão para o estreito, tomem-no, protejam-no, utilizem-no", declarou o Presidente norte-americano, que vem a criticar há semanas vários países aliados da NATO e outros países em todo o mundo por não terem auxiliado os Estados Unidos e Israel na campanha militar contra o Irão.

Trump reiterou vários argumentos justificativos dos ataques ao Irão produzidos desde o início da campanha em 28 de fevereiro, nomeadamente o de que a República Islâmica estava a tentar "reconstruir o seu programa nuclear num local totalmente diferente", dos locais bombardeados na operação 'Midnight Hammer', em 22 de junho, e que, por isso, tiveram de "acabar com eles" antes de adquirirem a capacidade de atingir os Estados Unidos e a Europa, algo que especialistas internacionais contestam.

"O regime procurou reconstruir o seu programa nuclear num local totalmente diferente, deixando claro que não tencionava abandonar a sua intenção de obter armas nucleares. Estava também a construir rapidamente os seus arsenais de mísseis balísticos convencionais e poderia em breve dispor de mísseis capazes de atingir o território norte-americano, a Europa e praticamente qualquer lugar do mundo", disse Trump.

"Que estes terroristas tivessem uma arma nuclear teria sido uma ameaça intolerável", disse Trump para justificar a operação militar 'Fúria Épica', iniciada em conjunto com Israel em 28 de fevereiro e que, após mais de um mês, colocou a economia mundial no limiar de uma crise económica.

O presidente insistiu nas mesmas mensagens que tem vindo a transmitir através das redes sociais, intervenções públicas ou entrevistas nos últimos dias e que não deixam claro quando é que Washington pretende pôr fim à operação e se haverá um destacamento de tropas norte-americanas no Irão, depois de o Pentágono ter enviado milhares de militares para o Médio Oriente.

Trump também não fez qualquer referência ao estado da relação entre os Estados Unidos e a NATO, depois de afirmar no início da semana que essa aliança deve ser questionada, atendendo à falta de apoio dos aliados nesta guerra.

Lusa

Siga aqui as notícias sobre a guerra no Irão

Bom dia,

Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre a guerra no Médio Oriente, em curso há mais de um mês. Estados Unidos e Israel lançaram uma operação conjunta contra o Irão, que, em retaliação, tem atacado o território israelita e interesses norte-americanos nos países da região.

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